segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Miss 70

«Miss Tapes» completou, por estes dias, dois anos. Dois anos de, tal como refere o autor Hugo Pinto: Muitas interrupções, desmaios e devaneios depois, chega-se à edição 69 não sem algum espanto. Mas nem tanto. Afinal, a música nunca acaba. Teremos sempre o silêncio.
Em «Miss Tapes» o bom gosto e a qualidade estética imperam. As arquitecturas sonoras estão nos antípodas do que podemos encontrar hoje nas estações de rádio portuguesas. É, para já por isso, uma alternativa séria e segura para quem não quer ficar a dormir na forma anestesiante – leia-se: lavagem cerebral – a que os ouvintes hoje em dia estão sujeitos.
Em 2006, foram aqui publicadas entrevistas a outros podcasters/radialistas/bloggers. E, do elenco fundador da recentemente inaugurada «Irmandade do Éter» faltavam Hugo Pinto e Zito C. O autor de «bitsounds» também aqui estará no final deste mês, em entrevista, por ocasião do também segundo aniversário de edições. Mas agora, Hugo Pinto, autor de «Miss Tapes» que chegou agora à edição número 70.
Nesta entrevista, repetem-se questões levantadas aos anteriores podcasters a que a «Rádio Crítica» deu voz. Repetem-se – por coincidência ou não – algumas das mesmas inquietações e lamentos, dúvidas e incertezas, esperanças e desejos. Do podcast à música, da Rádio à vida.
A proposta é a mesma: quadros largos e profundos, esculturas com expressão e detalhe. Filmes mudos e musicais. Uma banda sonora quotidiana para uma vida real, surreal ou impossível. Um movimento orquestrado. Na noite, de dia. Ao entardecer.
Entrevista a HUGO PINTO
Quando aderiste ao Podcast? Como surgiu a ideia?
Aderi ao Podcast, como utilizador, em Novembro de 2006. A ideia surgiu devido à facilidade que hoje existe em podermos publicar e partilhar muito do que, também com extrema facilidade de meios, podemos produzir apenas com um computador ligado à Internet. Neste caso, podcasts musicais.
Aderi ao Podcast, como utilizador, em Novembro de 2006. A ideia surgiu devido à facilidade que hoje existe em podermos publicar e partilhar muito do que, também com extrema facilidade de meios, podemos produzir apenas com um computador ligado à Internet. Neste caso, podcasts musicais.
Achas que o podcast é uma ameaça à rádio tradicional ou é apenas uma mais valia como foi o aparecimento da Internet?
A maior ameaça à Rádio tradicional é a tradição. Ou seja, é a própria Rádio. E o mesmo se pode dizer relativamente à Imprensa ou à Televisão. A natureza destes meios implica uma dialéctica com a tecnologia e o progresso. Neste sentido, a Rádio e os outros meios considerados "tradicionais" devem saber integrar e tirar partido das extensões que a evolução proporciona. O vídeo não matou a Rádio, mas a Rádio mudou. Com o aparecimento da Internet aconteceram novas transformações. É assim que deve ser. Depois, é necessário ter em conta que na Rádio, na Imprensa e na Televisão trabalham profissionais, pessoas que dedicaram a vida a estudar o meio e a melhorar práticas comunicativas. Há uma sistematização do saber, um acumular – algo que os novos meios ainda não têm. Lá chegarão.
Como vês o panorama actual das rádios em Portugal?
Vivo fora de Portugal desde 2005, e o conhecimento que tenho do panorama actual advém das visitas periódicas que faço desde então. Pelo que me vou apercebendo, pouco mudou desde 2003 ou 2004. E isso, para mim, é um mau sinal. Em 2003, a TSF sofreu – e aqui sofreu tem um sentido literal – uma reestruturação que, entre outras coisas, apagou do éter nacional o melhor programa musical de Rádio dos últimos anos. Falo, obviamente, da «Íntima Fracção», de Francisco Amaral. Mais recentemente, também o António Sérgio perdeu a possibilidade de ser ouvido em todo o país. Antes disto, já tinham perecido rádios como a XFM ou a Voxx, dois projectos realmente alternativos. Os autores, aqueles que ouvem e fazem ouvir, têm cada vez menos espaço. Sobram as rádios locais, sendo que nas grandes áreas urbanas a dimensão local pode significar uma grande audiência.
As playlists são um mal necessário? Isto é, um mal necessário para as rádios e para a viabilidade económica por via das audiências?
Presumindo que a pergunta se refere às playlists que parecem ditadas por autómatos, diria que as playlists são um mal, ponto. A Rádio teve sempre um papel de agente divulgador musical. É óbvio que têm que haver critérios para a selecção musical, mas esses critérios deveriam ser definidos com uma lógica de promoção da diversidade. Há imensa música dita popular ou de cariz comercial de elevada qualidade. E sublinho apenas que há imensa, já que a qualidade e os gostos se discutem, e muito.
O que pensas sobre a actual lei das quotas de música portuguesa na Rádio?
A ideia, em si mesma, é triste. A obrigação não deveria ser um critério para a escolha das músicas que passam ou não na Rádio.
A ideia, em si mesma, é triste. A obrigação não deveria ser um critério para a escolha das músicas que passam ou não na Rádio.
A música portuguesa ou em português está fora das «Miss Tapes»? Alguma razão especial para isso ou é mera questão estética?
Não está fora. Passo só aquilo que conheço e gosto. Assim de repente, acho que apenas passaram nas «Miss Tapes» três grupos portugueses: Wordsong, Dead Combo e Fé de Sábio.
Voltando ao podcast: até onde achas que vai ter este fenómeno?
Já foi. Há inúmeros casos de sucesso à escala global de diferentes géneros de podcasts. Num certo sentido, vão mais longe do que muitos (a maioria) dos órgãos de comunicação dos meios "tradicionais" jamais poderão ir.
Já foi. Há inúmeros casos de sucesso à escala global de diferentes géneros de podcasts. Num certo sentido, vão mais longe do que muitos (a maioria) dos órgãos de comunicação dos meios "tradicionais" jamais poderão ir.
O podcast é a salvação para os autores?
Num cenário em que a Rádio não tem espaço para os autores, acho que o podcast é um meio perfeitamente adequado a que possam continuar a desenvolver o seu trabalho e a partilhá-lo.
Num cenário em que a Rádio não tem espaço para os autores, acho que o podcast é um meio perfeitamente adequado a que possam continuar a desenvolver o seu trabalho e a partilhá-lo.
Gostarias que as edições "Miss Tapes" encontrassem espaço numa rádio?
Gostaria a Rádio de encontrar um espaço para as Miss Tapes?
És ouvinte de rádio? Quando começaste a ouvir e o quê?
Era um ouvinte ocasional, em Portugal. Além dos serviços informativos e, às vezes por necessidade, dos relatos do futebol, pouco mais ouvia nas antenas nacionais. No início dos anos 90 ouvia esporadicamente o «Som da Frente», do António Sérgio, na Rádio Comercial. Mas a verdadeira experiência de ouvir Rádio começou com a «Íntima Fracção», em meados dessa década. Nunca mais ouvi nada assim; não só mudou a minha forma de ouvir música como também mudou a forma de relacionar várias referências (música, literatura, cinema). E, claro, mudou a minha percepção da Rádio, de uma certa ideia da Rádio.
Era um ouvinte ocasional, em Portugal. Além dos serviços informativos e, às vezes por necessidade, dos relatos do futebol, pouco mais ouvia nas antenas nacionais. No início dos anos 90 ouvia esporadicamente o «Som da Frente», do António Sérgio, na Rádio Comercial. Mas a verdadeira experiência de ouvir Rádio começou com a «Íntima Fracção», em meados dessa década. Nunca mais ouvi nada assim; não só mudou a minha forma de ouvir música como também mudou a forma de relacionar várias referências (música, literatura, cinema). E, claro, mudou a minha percepção da Rádio, de uma certa ideia da Rádio.
Chegaste a ser ouvinte das Rádios piratas em Portugal? Se sim, tens saudades desses tempos?
Era demasiado jovem nessa altura. Passava mais tempo a desarrumar os vinis lá de casa.
Era demasiado jovem nessa altura. Passava mais tempo a desarrumar os vinis lá de casa.
Em tua opinião, qual seria/será a saída ou a salvação para a actual rádio tradicional?
Acompanhar os tempos.
Acompanhar os tempos.
Tens tido bom feedback de «Miss Tapes» através da Internet e do Podcast?
Não tenho tido muito feedback, mas aquele que tem havido é bom e sabe ainda melhor. As poucas mensagens que me chegam dão para perceber que há pessoas que acompanham o que publico e que o fazem por sentirem as «Miss Tapes» como uma boa companhia. E tenho que agradecer o apoio constante de uns quantos indefectíveis desde o início, nomeadamente tu, Francisco Mateus, e o Francisco Amaral.
Incomoda-te ou satisfaz-te pensar que as «Miss Tapes» são uma extensão e magnífica reinvenção da «Íntima Fracção», como o próprio autor Francisco Amaral declarou publicamente?
É uma honra... Tenho pelo trabalho do Francisco Amaral uma admiração profunda e nunca escondi isso nas «Miss Tapes». Há muitas músicas que ouvi pela primeira vez na «Íntima Fracção» e que para mim hão-de ter sempre essa marca. Utilizo-as com frequência como se fosse essa a minha forma de prestar homenagem. O facto de o Francisco Amaral considerar as «Miss Tapes» "uma extensão e magnífica reinvenção da Íntima Fracção" é algo que me enche de orgulho. Uma vez disse-lhe uma frase que li algures; reza assim: "pouco respeito se tem por um mestre quando se fica seu aluno para sempre." Tentarei sempre procurar a minha voz, o meu tom. Mas a verdade é que nunca me libertarei da influência da IF. O Francisco Amaral, com muito custo e um talento incomensurável, construiu um caminho que eu só mais tarde vim a trilhar, a seguir. A forma que tenho de não faltar ao respeito a esse trabalho é, de algum modo, dar um sentido e consequências a eventuais desvios que consiga iniciar.
Enquanto ouvinte regular de «Miss Tapes» desde a primeira edição, encontro nas tuas composições uma grande dor... chamar-lhe-ia – que grande atrevimento o meu! – uma dor de alma. As «Miss Tapes» são um reflexo directo da tua vida pessoal?
Antes de tudo, as «Miss Tapes» são o reflexo dos meus gostos musicais. Sendo que a música foi sempre uma parte essencial da minha vida, não me parece forçado dizer que, consequentemente, sejam esse reflexo directo. E é verdade que procuro que cada edição das «Miss Tapes» tenha uma marca de água, algo que a torne distinta de outros podcasts ou programas de rádio. Acho que é aqui que entra o toque pessoal, por assim dizer. As músicas que passam nas «Miss Tapes» não obedecem a critérios como a novidade ou os elogios da crítica da imprensa especializada. Não há limites de épocas ou géneros nas «Miss Tapes», mas procuro um fio condutor entre as músicas, um sentimento comum, uma ambiência, uma ideia ou uma emoção. Gosto de pensar nas «Miss Tapes» como bandas sonoras, histórias com vários ou nenhum personagem, lugares próximos e lugares distantes, com sentimentos, risos e lamentos, com silêncios, explosões. Emoções. Por vezes acompanham o que sinto, outras tentam combatê-lo.
Já pensaste em dar voz – viva voz – às edições de «Miss Tapes»?
Fazer a apresentação do alinhamento, por exemplo, como se fosse um programa de Rádio?
As «Miss Tapes» não têm a minha voz, em primeiro lugar, devido a questões técnicas. Se tivessem a minha voz, seria apenas para, no final de cada edição, enumerar os nomes dos artistas que se ouviram. Again, tal como o Francisco Amaral fazia a apresentação do alinhamento quando a IF passava na Rádio. Perfect.
Os inícios das edições de «Miss Tapes» são sempre através de um intróito, um pequeno extracto, um pré-interlúdio. São, em minha opinião, grandes começos. Uma antecâmara para o que depois vem. São profundamente intencionais estes cuidados com os inícios de cada edição?
Obrigado. Tenho cuidados profundamente intencionais, para usar a tua expressão, com todos os momentos das «Miss Tapes», mas há, de facto, uma atenção especial dada aos inícios. É a partir dali que defino a ambiência, o registo, o som. Todas as «Miss Tapes» nascem a partir de uma música particular. Raramente essa música é a primeira a ouvir-se e as introduções servem para fazer a apresentação dessa música – preparam o caminho. São como que variações sonoras e musicais do "era uma vez".
Mais sobre Hugo Pinto e «Miss Tapes» na «Rádio Crítica»:
Há vida na Internet 03 Novembro 2006
Parabéns, Miss 09 Novembro 2007
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Parabéns, Miss

«Miss Tapes» completa agora um ano de publicações. É um podcast musical, isento de locução, da autoria de Hugo Pinto. Trata-se de um exercício de liberdade sonora, unipessoal, através do seu autor. O bom gosto e a qualidade estética imperam. As arquitecturas sonoras estão nos antípodas do que podemos encontrar hoje nas estações de rádio portuguesas. É, para já por isso, uma alternativa séria e segura para quem não quer ficar a dormir na forma anestesiante – leia-se: lavagem cerebral – a que os ouvintes hoje em dia estão sujeitos. «Miss Tapes» dirige-se a quem não quer ter a usança de vestir o Hábito do consumidor passivo, adormecido e resignado que as playlists estão a fabricar em série. Vai contra a sociedade auditivamente amorfa. Dirige-se aos inconformados, aos órfãos – e, acreditem, são muitos – da Rádio de autor. É para espíritos recalcitrantes e com fome de infinito. «Miss Tapes» é, pode-se afirmar sem constrangimentos de espécie alguma, descendente natural da «Íntima Fracção» e pertence à irmandade de éter que encontra outros pilares fundamentais em «Vidro Azul», «lado B»; «Percepções»; «O Cubo» e «Bitsound».
Só podemos pois desejar que o primeiro ano de «Miss Tapes» seja o primeiro de muitos.
Apesar de estar aberto ao mundo inteiro através da Web, sabemos que «Miss Tapes» não é um produto de massas. É, por isso, que uma fatal frase de Yourcenar se lhe aplica com toda a propriedade: O mundo está feito de maneira a que as maiores virtudes de alguém sejam um privilégio de muito poucos. Os ouvintes de «Miss Tapes» só se podem regozijar do privilégio. Que a Miss não se perca!
Mais sobre «Miss Tapes» na Rádio Crítica: 03.Novembro.2006
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
A Certain Radio
Hugo Pinto é o autor do novo ‘podcast’ intitulado «A Certain Radio», fazendo trocadilho com o nome da banda britânica alternativa dos anos 70 e 80 A Certain Ratio.
É o regresso de Hugo Pinto às composições sonoras em exclusivo no formato ‘podcast’, depois de ter realizado a série «Miss Tapes» entre os anos 2006 e 2012, num total de uma centena de episódios, para além de uma outra curta série chamada «Deep Mode».
Jornalista português a viver e trabalhar em Macau, Hugo Pinto é também um dos sete autores do colectivo «Irmandade do Éter», que produz episódios em ‘podcast’ desde o ano 2011.
Depois de uma pausa de quase dois anos, Hugo Pinto presenteia-nos agora com «A Certain Radio».
Diferente da magnífica série «Miss Tapes», não sem de vez em quando repetir (a meu ver, escusadamente) alguns registos anteriormente utilizados nesses capítulos, «A Certain Radio» abre-nos agora um novo universo em escuta. Mais instrumental que nunca, as vozes em presença são a excepção. É como se entrássemos numa 6ª dimensão. As paredes dos limites oníricos alargam-se com estes sons vindos de longe. Partindo de paisagens da Terra, fazem-nos embarcar numa viagem para cima. É uma viagem muito para além das fronteiras conhecidas. Não por acaso surge na página dos alinhamentos a palavra ‘journeys’ como ‘link’ para essa tal dimensão.
Evoluindo a partir do conceito ‘Malcontent Disco’ de «Miss Tapes», «A Certain Radio» é uma espécie de 'Space Opera’, remetendo os sentidos para a incursão em matizes siderais, corpos celestes, túneis do tempo futuro, planícies multicoloridas, formas disformes, texturas estelares, harmonia universal, sensação de vastidão, silêncio e infinito.
E depois esta Ópera Espacial oferece-nos o Tempo e o Espaço para sonharmos acordados através de títulos fascinantes como «Back to the Sea», «Space Loneliness», «Leave in Silence», «Histoire de la Nuit», «Tomorrow Was the Golden Age», «The Moving Shadows», «The Girl» e «Do I Disturb Your Dreams».
A Certain Radio (iniciou a 25 de Novembro 2014)
Miss Tapes (01 de Novembro 2006 - 21 de Dezembro 2012)
Deep Mode (11 de Dezembro 2008 - 03 de Maio 2012)
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Bom mês para 'podcasters'
DEZEMBRO 2009





21 Dez.
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La route ensoleillée
... e foi assim que voltou o bit, depois de ter sido criado já lá vão 3 anos, precisamente a 2006-11-30.
... e foi assim que voltou o bit, depois de ter sido criado já lá vão 3 anos, precisamente a 2006-11-30.
Ainda em Novembro, no último dia do mês e no limiar de Dezembro.
A um regular ritmo semanal na Rádio Zero, «Bitsounds» mantém o “bit” nos dias e nas horas. Há três anos. Veio para ficar.
Autor: Zito C.
Autor: Zito C.

06 Dez.
«O Cubo» já está nas 90 faces. No mesmo dia que «Miss Tapes». Noventa faces do sucessor de [percepções] de muito boa memória. As edições de «O Cubo» são a continuação na evolução. Também na Rádio (RUM).
Autor: Nídio Amado
«O Cubo» já está nas 90 faces. No mesmo dia que «Miss Tapes». Noventa faces do sucessor de [percepções] de muito boa memória. As edições de «O Cubo» são a continuação na evolução. Também na Rádio (RUM).
Autor: Nídio Amado

06 Dez.
«Miss Tapes» atingiu a edição 90 ao som de “Magnólia” de J.J. Cale ao minuto 18 (+19"). A última vez que tinha escutado este tema pelas mãos de outrem (que não nos tempos em que essa liberdade me era concedida na Rádio) foi no programa «Morrison Hotel», de Rui Morrison na antiga Rádio Comercial- FM Estéreo, em 1990. Ou seja, há quase vinte anos.
Sempre surpreendente, muito emocional, «Miss Tapes» é a suspensão do Tempo.
Autor: Hugo Pinto
«Miss Tapes» atingiu a edição 90 ao som de “Magnólia” de J.J. Cale ao minuto 18 (+19"). A última vez que tinha escutado este tema pelas mãos de outrem (que não nos tempos em que essa liberdade me era concedida na Rádio) foi no programa «Morrison Hotel», de Rui Morrison na antiga Rádio Comercial- FM Estéreo, em 1990. Ou seja, há quase vinte anos.
Sempre surpreendente, muito emocional, «Miss Tapes» é a suspensão do Tempo.
Autor: Hugo Pinto

«Íntima Fracção»
IF – EXPRESSO – 30
Segunda-feira, 14 de Dez de 2009
São 30 edições de «Íntima Fracção» na actual morada no EXPRESSO – online. Número atingido em Dezembro de 2009. Mais de 25 anos depois da inauguração na Rádio, continua a ser o pedaço de azul por entre as nuvens. “Pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir”. Perdeu-se há muito a conta às horas e às edições.
E vai continuar a ser assim 2010. Agora, isto é, desde há meses a esta parte, a um ritmo mensal. Os indefectíveis da longevidade nunca faltaram.
Autor: Francisco Amaral
IF – EXPRESSO – 30
Segunda-feira, 14 de Dez de 2009
São 30 edições de «Íntima Fracção» na actual morada no EXPRESSO – online. Número atingido em Dezembro de 2009. Mais de 25 anos depois da inauguração na Rádio, continua a ser o pedaço de azul por entre as nuvens. “Pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir”. Perdeu-se há muito a conta às horas e às edições.
E vai continuar a ser assim 2010. Agora, isto é, desde há meses a esta parte, a um ritmo mensal. Os indefectíveis da longevidade nunca faltaram.
Autor: Francisco Amaral

21 Dez.
«lado B» é um exemplo de persistência. No AR (desde 2004) e em linha, atingiu em Dezembro o número 247 de emissões. Mais de cinco anos depois da primeira emissão, continua a dar-nos “Novos sons para outros ouvidos”. Em 2010, ainda nos inícios da nova década, atingirá os 250 programas.
Autor: Pedro Esteves
Autor: Pedro Esteves
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29 Dez.
«Vidro Azul» completou em Outubro sete anos de emissões. Na Rádio e em podcast, "Duas horas de viagem neste e noutro tempo, por paisagens de sombra e nevoeiro".
Quantas horas de estúdio? Quantas emissões? Outra contagem impossível de fazer agora. Os números existem, nós é que os desconhecemos. E para que serve a quantidade? Já temos a qualidade! “It's not the end!” é o título da última edição de 2009.
Autor: Ricardo Mariano
http://vidroazulruc.blogspot.com/Quantas horas de estúdio? Quantas emissões? Outra contagem impossível de fazer agora. Os números existem, nós é que os desconhecemos. E para que serve a quantidade? Já temos a qualidade! “It's not the end!” é o título da última edição de 2009.
Autor: Ricardo Mariano
Todos os autores/podcasters/realizadores compõem a «Irmandade do Éter».
E reservam novidades para 2010.
Até lá!
E reservam novidades para 2010.
Até lá!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Groove is in the heart

Vai na 5ªedição o podcast «Deep Mode». Foi inaugurado por Hugo Pinto no dia 11 de Dezembro de 2008. Uma outra faceta do autor do magnífico podcast musical «Miss Tapes». Desta feita, mais movimento nos alinhamentos musicais. Um outro lado anteriormente escondido e agora revelado. «Miss Tapes», repleto de paisagens contemplativas e reflexivas, anulavam por natureza um espaço mais acelerado e ritmado, agora contemplado em «Deep Mode». Mantendo a qualidade de «Miss Tapes», «Deep Mode» é um assumido "lado b" de Hugo Pinto. Na verdade, todos nós não somos 'apenas um'. De equilíbrios se faz a vida e a complementaridade está, no tempo presente, devidamente encontrada na expressão artística do podcaster Hugo Pinto. Eu entro na dança! E vocês?
Deep Mode reúne "mixes" de música que vibra com palavras como "viagem", "sonho", "hipnose", "ritmo", "balanço", "espaço" e "movimento". Deep Mode será uma espécie de "lado b" virtual das Miss Tapes. Ou uma sombra (coberta por reflexos de bola de espelhos). Músicas alinhadas seguindo uma narrativa e um instinto para ouvir com um só pensamento: "Groove is in the heart".
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Próximo Oriente

E o Oriente aqui tão próximo
Hugo Pinto, já aqui várias vezes referido através do podcast «Miss Tapes» realizou na Rádio Macau o programa «Próximo Oriente» em 37 edições durante dez meses.
Uma variedade de sons absolutamente novos e saudavelmente estranhos para nós, ocidentais, ouvintes deste lado do globo.
«Próximo Oriente» foi sempre documentado e contextualizado com informação correspondente à música apresentada. Tratou-se, na verdade, de um trabalho jornalístico de divulgação musical.
Jornalista português há anos a viver e a trabalhar em Macau, Hugo Pinto terminou o programa antes mesmo de o poder apresentar aqui na «Rádio Crítica». Acabou no final do ano passado.
The End
After 10 months, 37 shows, hundreds of songs by dozens of bands from all over Asia, covering several musical styles, I've decided it is time to stop.
That makes the latest show, featuring the Best of 2010, the last one. Guess it's a proper way to say goodbye.
December 31, 2010 at 6:25am

Passam demasiado velozes os dias actuais. Ainda assim, o autor de «Miss Tapes» continua a assinar o «Próximo Oriente», agora na imprensa escrita macaense.
A partir do passado dia 11, semanalmente, «Próximo Oriente» é o nome de um espaço no novo suplemento "H" do jornal Hoje Macau.
Apesar de ter tido uma curta vida na Rádio, «Próximo Oriente» pode ser escutado na Internet a partir das seguintes ligações:
Próximo Oriente: programa
Próximo Oriente: blogue
Próximo Oriente: Facebook
Hey, miss!
Durante toda a realização de «Próximo Oriente», Hugo Pinto não publicou nenhum novo podcast de «Miss Tapes» (para além de um outro podcast, «Deep Mode»), mas há uma recente publicação do início deste ano. Espero que – como ouvinte confesso das misses – o autor não se submeta a um novo e prolongado hiato.
Vai na edição nº95. Que tal uma nova meta a apontar para a centena?
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Entre o Caos e o Sonho

Entre o Caos e o Sonho (sempre!)
Uma chamada de atenção para a mais recente publicação de «Miss Tapes» (edição nº 89): O destaque vai direitinho para a sequência do tema “Dream Baby Dream” dos Suicide em várias visões através do génio de Alan Vega (fã de Elvis Presley) e do mago sónico Martin Rev, passando também por uma visão onírica de Bruce Springsteen (fã de Elvis e de Vega) numa prestação ao vivo e ainda de uma parceria de Vega com Alex Chilton (parceiro e artista contemporâneo de Vega). Mas esta pequena chamada de atenção é para algo maior: o tratamento que Hugo Pinto – autor único de «Miss Tapes» – faz destes sons e da multiplicidade em crescendo que deles resulta, ganhando uma superlativa dimensão. Não conta para aqui se o efeito alcançado foi ou não consciente, se foi mais ou menos forjado, ou se “apenas” se trata (muita atenção a estas aspas!) de uma feliz conjugação ocasional. Nada disso importa agora. O resultado é NOTÁVEL!
E que bem que sabe ver (e ouvir!) Alan Vega ser tão bem tratado [coisa rara, como se sabe. Ele – Alan Vega – está habituado a ser menosprezado em todos os media, facto que só lhe dá maior força]. A primeira vez que Vega foi assim tão bem tratado por cá, e que me tenha apercebido, foi na «Íntima Fracção», ao longo do Outono/Inverno de 1988/1989, na sua derradeira temporada na RDP-Antena1. Ao tempo, através do celestial “I Surrender”. Principalmente no último ano na rádio pública, no ano de 1989. E agora na edição 89 (já não são coincidências a mais para serem só coincidências?) Hugo Pinto oferece-nos esta delícia. Não é por mero acaso que Francisco Amaral considera «Miss Tapes» a extensão mais evidente da «Íntima Fracção». Começo a acreditar.
Keep your dreams, baby
NOTA: A arte de Alan Vega & Martin Rev (os Suicide) também já teve tratamento justo e merecido na «Rádio Crítica»: Além VEGA (18.Fevereiro.2008) Sábado à tarde em Coimbra – Os territórios indie e as suas fronteiras
Texto originalmente publicado no blogue «Irmandade do Éter» (18.Novembro.2009)
segunda-feira, 17 de março de 2008
CUBO mágico

«O Cubo» é a evolução natural de «[percepções]». A evolução foi decretada pelo próprio autor (Nídio Amado) aquando da última emissão de «[percepções]», em Maio do ano passado.
Incorpora sons de filmes – não constituindo por isso só uma novidade estética – criando atmosferas e linguagens renovadas na ligação Cinema-Rádio. É uma estratégia lúdica de atracção, baseada numa arquitectura escultural como se fosse um puzzle matemático, uma álgebra estética que tem várias faces. Atravessa actualmente a fase Beta.
«O Cubo» é o ethos e o pathos de quem procura a transcendência. Quando David Lynch visitou recentemente Portugal, no Estoril, não se cansou de divulgar as vantagens da meditação transcendental. Lynch, defensor dessa prática reparadora da alma e dos sentidos, recorre a métodos mais ou menos conceituados e instituídos, mas também nessa ocasião se falou de praticar a transcendência recorrendo apenas à vontade/necessidade de o fazer, utilizando meios muito elementares, mas igualmente eficazes. Alguns desses requisitos passam pelo silêncio, respiração funda e pausada, alguma penumbra ou mesmo escuridão total e música. Música e silêncio em simbiose. Lisa Gerrard, dos Dead Can Dance, já o havia dito em 1994 aquando da edição do filme «Toward The Within» (de Mark Magidson ). "É muito fácil" [de atingir a transcendência] (…) basta entrar no som e deixar-se ir…", dizia Lisa. E, de facto, são poucos os meios estritamente necessários. É também claro que há regras básicas absolutamente indispensáveis. A primeira das quais, ultrapassada que está a predisposição individual inicial para o deixar-se abandonar, é a não oposição/censura/reprovação por parte de factores exteriores, nomeadamente por pessoas em coabitação. Se se habita com alguém assim, então essa pessoa está completamente a mais na nossa vida. Foi uma das razões – quiçá a principal – para Lynch se ter visto livre de três casamentos. Ou seja, não são admissíveis impedimentos externos nem outros. Se houver forte estorvilho, não se alcança de nenhuma maneira a transcendência, esse estado Alpha entre o som, o sono e o sonho, altamente revigorante e projectante. É uma viagem etérea, um voo, sem ter que tirar os pés do chão. «O Cubo» proporciona este tipo de transcendência.
«O Cubo» já ultrapassou as três dezenas de emissões, todas elas baptizadas individualmente – à semelhança de [percepções] – e podem encontrá-lo nas noites de Domingo para Segunda-feira no éter da RUM-Rádio Universidade do Minho (Braga). Também em podcast na vertigem da rede.
Noites de Domingo para Segunda-feira (00:00/01:00)
rum: 97.5 (Braga)
rum: 97.5 (Braga)
Bitsounds

Quem também já ultrapassou uma importante fasquia quantitativa – mais de quarenta emissões – é o podcast «Bitsounds», da autoria de Zito C. «Bitsounds» é o irmão gémeo – não monológico – de «Miss Tapes» (de Hugo Pinto). Ambos são descendentes da «Íntima Fracção» (de Francisco Amaral), a par de outros irmãos de éter: «Vidro Azul» (de Ricardo Mariano), por exemplo. Atenção: descendência não significa concorrência nem plágio. Esta descendência é o reconhecimento, influência saudável e complementar da importância do conceito que a «Íntima Fracção» encerra. Um conceito de composição sonora que remete para a reflexão e introspecção. No fundo, uma composição de sentimentos, uma composição de Amor. E é assim que são feitas. «Bitsounds» (e o irmão «Miss Tapes») não inclui locução e não precisa. Há, felizmente, outros valiosos podcasts que abraçam essa característica («lado B» de Pedro Esteves, por exemplo). A composição sequencial de «Bitsounds» vale pelo seu encadeamento e, por favor, sejamos justos. «Bitsounds» não é uma juckbox! O termo juckbox é, neste âmbito, um termo depreciativo. Está intrinsecamente ligado à má ideia de playlist, isenta de critério e feita de sequências repetitivas, deprimentemente previsíveis, avulsas e ausentes de qualquer rasgo. Ora, «Bitsounds» (e «Miss Tapes») não se enquadram nesse espectro. Apesar de não soltar palavras ao vento, «Bitsounds» não nos está a dar "música".
podcast de Zito C.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
A Miss está de volta

A proposta é a mesma: quadros largos e profundos, esculturas com expressão e detalhe. Filmes mudos e musicais. Uma banda sonora quotidiana para uma vida real, surreal ou impossível. Um movimento orquestrado. Na noite, de dia. Ao entardecer.
Hugo Pinto e o podcast «Miss Tapes». Não é preciso muito mais. A Primavera está salva e o Verão que aí vem, garantido.
Notícia boas da “rádio” que não a é. A «Íntima Fracção» também regressou este mês.
Notícia boas da “rádio” que não a é. A «Íntima Fracção» também regressou este mês.
Nº 57 em frente (Miss Tapes #56 data do início de Janeiro deste ano).
sexta-feira, 3 de novembro de 2006
Há vida na Internet

Uma das grandes verdades da condição humana: somos os piores juízes de nós próprios, mas há quem nos mostre o espelho. Jorge Guimarães Silva, Ricardo Mariano, Pedro Esteves, Francisco Amaral, Luís Bonixe. Há um sangue invisível que nos sintoniza. São, juntamente com outros, meus irmãos de Éter.
"É essencial que estejam informados." Eles estão!

Tenho um fascínio indesmentível pelo que é ignorado por ser pequeno, e pelas grandes escalas que as maiorias não conseguem ver. Entre ser opressor ou oprimido, se é que há escolha, prefiro estar do lado dos oprimidos. Os oprimidos só podem erguer-se. Os opressores só podem cair.
Há agora outro espírito vivo e atento: Hugo Pinto.
Vejam e oiçam: É um novo (musical) Podcast!
A partir de hoje publicarei uma série de gravações a que dei o nome de "Miss Tapes". São "podcasts" de uma hora em que se alinham músicas. Só isso. Como as cassetes que se gravavam para a namorada. Um desejo na forma de uma esperança. Tal como este blogue, a única pretensão das "Miss Tapes" é comunicar. A música é a linguagem do indizível. Há palavras-chave. Há sensações que se repetem. Mas, apesar da familiaridade e do desconhecido, resta um amontoado de intenções cristalizadas. Haverá sempre uma palavra a menos no seu lugar. É esta a derradeira maldição. E é este o eterno combate, porque de forças adversas falamos. Contra isso, a Fé tem que ser Diversa.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Irmandade do Éter #005 - Improvisação

Encontra-se publicada a quinta composição do colectivo de autores «Irmandade do Éter», dedicada à "Improvisação".
Ricardo Mariano, Francisco Mateus, Pedro Esteves, Firmino Pereira, Nídio Amado, Hugo Pinto e Francisco Amaral.
Alinhamento:
Ricardo Mariano (Vidro Azul)
Poema do homem que largava frutos, de valter hugo mãe
Sons:
Luís Antero - Ovelhas (Alvoco das Várzeas)
Bernardo Sassetti - Sonho Dos Outros
Luís Antero - Jardim Botânico 1 (Coimbra)
Hecq - Red Sky
Last Days - Thoughts of Alice
Francisco Mateus (Rádio Crítica)
Coal Heart Forever - Oubli, Roses, Epiphanies
Narrator: Steven Brown of Tuxedomoon
Paul Haslinger - eternity for a day (Undeworld - OST)
Max Richter - luminous (Perfect Sense - OST)
Firmino Pereira (Bitsounds)
Dictaphone - Poem from a rooftop
Baldruin - Baldruin
Magical Mistakes - Lady Lazarus
Molnbär av John - Aujourd'hui il fait beau
Nídio Amado (O Cubo)
Grimes - know the way (outro)
Burial - Kindred
Gil Scott-Heron - Where Did The Night Go
Circlesquare - 01 - Fight Sounds Part 1
Hugo Pinto (Miss Tapes)
Beat culture - Coastal Sentiment
LB - Angie
Erik Satin - Light Music, Part 1
Peter Thomas - Love & Sax
Bill May - Girl Talk
Liz - Adieu l’amour
Francisco Amaral (Íntima Fracção)
Dead Can Dance : All in good time (extracto)
Grace Jones : The fashion show (extracto)
Sonic Youth : I know there's an answer (extracto)
Neil Cowley Trio : Let's go for awhile
Beach Boys : Talk between sessions
Beach Boys : Keep an eye on summer (extracto)
Cat Power : The greatest (eMusic solo) (extracto)
Fleetwood Mac : Albatross
Chris Coco : Albatross (extracto)
The Fiery Furnaces : Borneo (extracto)
Piano Magic : The journal of a disappointed man (extracto)
Jens Lekman : A little lost
Texto : Francisco Amaral e uma frase da BSO de «A grande ilusão».
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IdE #005 – Improvisação
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Tempo total: 01:30:15
Data de publicação: Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012
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Tempo total: 01:30:15
Data de publicação: Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012
IdE #004 – Descoberta
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Tempo total: 01:06:48
Data de publicação: Terça-feira, 01 de Maio de 2012
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Tempo total: 01:06:48
Data de publicação: Terça-feira, 01 de Maio de 2012
IdE #003 – Desafio
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Tempo total: 01:05:02
Data de publicação: Sábado, 11 de Fevereiro de 2012
IdE #002 – Salvação
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Tempo total: 01:22:18
Data de publicação: Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
Data de publicação: Sábado, 05 de Novembro de 2011Download: [MP3 | ZIP]
Tempo total: 01:05:02
Data de publicação: Sábado, 11 de Fevereiro de 2012
IdE #002 – Salvação
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Tempo total: 01:22:18
Data de publicação: Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Irmandade do Éter #004 - Descoberta

Encontra-se publicada a quarta composição do colectivo de autores «Irmandade do Éter», dedicada à "Descoberta".
Pedro Esteves, Nídio Amado, Ricardo Mariano, Firmino Pereira, Francisco Amaral, Hugo Pinto e Francisco Mateus.
DOWNLOAD
Alinhamento:
Pedro Esteves (lado B)
M83 – Coloring the void (digital shades, vol. 1)
M83 – Sister [part 1] (digital shades, vol. 1)
M83 – Strong and wasted (digital shades, vol. 1)
Nídio Amado (O Cubo)
Balam Acab – Welcome
Active Child – You Are All I See
Ricardo Mariano (Vidro Azul)
Chris Watson – La Anunciante (extracto)
Greg Haines – 183 Times (extracto)
Chris Watson – Vera Cruz (extracto)
Firmino Pereira (Bitsounds)
Death in Vegas – Girls
Mogwai – Take Me Somewhere Nice
Francisco Amaral (Íntima Fracção)
TBA - Silently (extracto)
Cliff Edwards – Wish upon a star (extracto)
Burial + Four Tet – Nova (shorter remix)
Rich Aucoin – Watching Herzog and listening to The Idiot
Grimes – Know the way (outro)
Spandau Ballet – True (extracto)
TBA – Silently (extracto)
Plastiq Phantom and Combustion – FOTB titles
Hugo Pinto (Miss Tapes)
Blanck Mass – Weakling Flier
Maxxi & Zeus – The Struggle (excerto)
Balam Acab – Now Time
Francisco Mateus (Rádio Crítica)
David Sylvian – Where's Your Gravity?
Peggy Lee – Is That All There Is?
IdE #004 - Descoberta
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Tempo total: 01:06:48
Data de publicação: Terça-feira, 01 de Maio de 2012
IdE #003 - Desafio
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Tempo total: 01:05:02
Data de publicação: Sábado, 11 de Fevereiro de 2011
IdE #002 - Salvação
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Tempo total: 01:22:18
Data de publicação: Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
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Tempo total: 01:10:42
Data de publicação: Sábado, 05 de Novembro de 2011
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Irmandade do Éter #003: Desafio

Encontra-se já publicado o terceiro ‘podcast’ da «Irmandade do Éter»: um colectivo de sete radialistas/pocasters/bloggers dedicados ao “Desafio” do pleno exercício da liberdade radiofónica.
Francisco Mateus, Firmino Pereira, Ricardo Mariano, Nídio Amado, Pedro Esteves, Hugo Pinto e Francisco Amaral.
Porque são livres, desafiam o Tempo.
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Alinhamento:
Francisco Mateus (Rádio Crítica)
OMD - Radio Prague (extracto)
David Sylvian & Robert Fripp - Bringing Down the Light (extracto)
Robert Wyatt - Red Flag
Martin Luther King - Speech (extracto)
Jay Alanski - Mercy Street
Firmino Pereira (Bitsounds)
Lee Noble - Crypticism
Frankie Chan - Reminiscence (Ashes of Time O.S.T.)
Egisto Macchi - Futurissimo
Ricardo Mariano (Vidro Azul)
Leyland Kirby - My Dream Contained a Star
Nídio Amado (O Cubo)
Piano Magic - The Season Is Long
Ghost - kiseichukan nite
Pedro Esteves (lado B)
Olafur Arnalds - Fyrsta (Living Room Songs)
Willamette - Portrait of a sleeping girl with radio (Always in Postscript)
Hugo Pinto (Miss Tapes)
Guillaume & The Coutu Dumonts - Ubiquitous Gaze (Stringapella) (Extracto x 6)
Walls - Drunken Galleon
Brian Eno & David Byrne - Solo Guitar With Tin Foil (Extracto)
Tycho - Elegy
Guillaume & The Coutu Dumonts - Ubiquitous Gaze (Stringapella) (Extracto)
Francisco Amaral (Íntima Fracção)
Loops of Your Heart - Riding the bikes
People Like Us - Push the clouds away
IdE #003 - Desafio
Download: [MP3 ZIP]
Tempo total: 01:05:02
Data de publicação: Sábado, 11 de Fevereiro de 2011
http://irmandadedoeter.blogspot.com/
IdE #002 - Salvação
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Tempo total: 01:22:18
Data de publicação: Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
IdE #001 - Liberdade Download: MP3 / ZIP
Tempo total: 01:10:42
Data de publicação: Sábado, 05 de Novembro de 2011
Também disponível no EXPRESSO online
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Irmandade do Éter #002: Salvação

Ninguém alguma vez escreveu ou pintou, esculpiu, modelou, construiu ou inventou, senão para sair do Inferno.
Antonin Artaud
Encontra-se publicado na Internet o segundo podcast do conjunto de autores que compõem o grupo «Irmandade do Éter».
Sete amantes da Rádio, autores de podcasts e de blogues que – no âmbito das suas plenas capacidades, liberdades e garantias de cidadania – realizam o segundo trabalho conjunto livre de constrangimentos limitativos da Arte de fazer Rádio, sem fronteiras e sem limites formais, estéticos, ornamentais, político-económicos, filosóficos ou outros.
O usufruto da Liberdade é um acto que incomoda muita gente, mas que satisfaz muitas mais!
Sob o signo da Salvação, de Portugal à China, de norte a sul do país, todo o espaço é dado à expressão da criatividade de Ricardo Mariano, Firmino Pereira, Pedro Esteves, Nídio Amado, Hugo Pinto, Francisco Mateus e Francisco Amaral.
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Alinhamento:
Ricardo Mariano (Vidro Azul)
Musette - 24 Marj
King Creosote & Jon Hopniks - First Watch
Nils Frahm - Unter
Timbre – Prelude
Antonymes - Endlessly
Michael Cashmore - How God Moved At Twilight
Firmino Pereira (Bitsounds)
Takeshi Terauchi - This Little Bird
Monster Rally - Birds Pt.1
Run DMT - Romantic
Die Jungen - When I Awake
Pedro Esteves (lado B)
The Envy Corps - Fools (How I Survived You And Even Laughed)
Nídio Amado (O Cubo)
Fennesz - Onsra
Murcof - Louis XIVs Demons
Knife - From Off To On
Hugo Pinto (Miss Tapes)
People Like Us - Lost in the Dark (extracto)
Depeche Mode - Leave in Silence (Claro Intelecto ‘The Last Time’ Remix)
Harald Grosskopf - Synthesist (Snoretex Version)
Jamie Woon - Night Air (Ramadanman Refix)
Trans Am - Illegalize it
People Like Us - Lost in the Dark (extracto)
Francisco Mateus (Rádio Crítica)
Ryuichi Sakamoto & Jaques Morelenbaum & Everton Nelson – A Day a Gorilla Gives a Banana
John Lennon & Yoko Ono & Sean Lennon – Sean in the Sky
Ryuichi Sakamoto & David Sylvian – Salvation
John Maus – And Heaven Turned to Her Weeping
Francisco Amaral (Íntima Fracção)
Art of Noise - Out of this world (version 138) - (extracto)
Raz Ohara And The Odd Orchestra - Fragment II
The Blue Nile - From a late night train
Christopher Flores - Edits for piano (extracto)
Eels - Electro-shock blues (extracto)
Noah and the Whale - Carry that weight
Jacques Higelin - Entre deux gares
Alva Noto + Ryuichi Sakamoto - Trioon I (extracto)
IdE #002 - Salvação Download: [MP3 | ZIP]
Tempo total: 01:22:18Data de publicação: Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
http://irmandadedoeter.blogspot.com
IdE #001 - Liberdade Download: MP3 / ZIP
Tempo total: 01:10:42
Data de publicação: Sábado, 05 de Novembro de 2011
Também disponível no EXPRESSO online

