terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Prova Oral de Júlio Isidro


























Na Rádio desde 1962 
Júlio Isidro esteve como convidado no programa «Prova Oral» na Antena3. Foi na semana passada, a propósito do lançamento do seu novo livro para crianças "101 Histórias do Tio Julião para fazer Ó Ó”. Prestes a lançar o segundo volume da sua autobiografia e com seis décadas de carreira na Comunicação Social nacional, a conversa passou inevitavelmente pela Televisão e pela Rádio. Sobre a Rádio dos dias de hoje, Júlio Isidro proferiu acertadas palavras:

A Rádio vejo-a, na maior parte dos casos, com algumas limitações, ou muitas limitações criativas. Ao contrário do que se possa imaginar, agora que esta rapaziada está livre. Há quarenta e cinco anos que são livres, eu gostaria que houvesse mais arrojo. E não estou apenas a referir-me apenas à Rádio oficial, que é esta. Mesmo as outras rádios. Acho tudo demasiadamente sectorizada e demasiadamente formatada dentro dos vários sectores. Eu penso que tem a ver com muitas coisas, uma delas é que ao ser retirado ao papel do apresentador, também o papel do realizador – que eu fui sempre realizador dos meus programas – foram poucos os programas onde me encomendaram “vai lá meter a voz”. Mas mesmo muito poucos. E uma das maiores limitações do meu ponto de vista é não atribuírem ao locutor, ou apresentador, o papel de, pelo menos, coordenador da própria emissão. O que lhe permitiria ter mais criatividade. Eu quando vejo locutores a fazerem aquilo a que eu posso chamar – havia também no meu tempo alguma coisa, mas era só nos intervalos entre alguns programas – que era “fazer cabine”. Eu agora vejo fazer cabine durante três horas e quatro horas. Eu acho que não é muito bom e isto é a minha consideração pelos profissionais que hoje em dia estão a actuar. Eu acho que os profissionais teriam muito prazer em serem, digamos, os titulares dos programas. Faria alguma diferença. Fazia também com que a concorrência saudável se manifestasse e a ‘playlist’ era posta no frigorífico e eu fazia com que o meu programa tivesse a minha selecção musical, dentro da linha geral da programação, é evidente. Mas que o meu programa tivesse características especiais. Fosse um desenho, “o meu programa está desenhado para”. É um formato. Eu gosto que, ou gostaria que, os novos profissionais tivessem a possibilidade de fazerem um formato. Em termos de Rádio é isto. 

Prova Oral
2ª a 6ª feira (19:00/20:00)
Antena3
02.Dezembro.2019
Ouvir aqui





























Percurso de Júlio Isidro na Rádio

Boa Noite Em FM (1962 - RCP-Rádio Clube Português - Apresentador); 

Clube das Donas de Casa (1964 - RCP-Rádio Clube Português - Apresentador); 

Noticiário (de 1968 a 1975 - RCP-Rádio Clube Português - Jornalista e Repórter); 

FM 67 (1968 - RCP - Autor e Apresentador); 

A Noite É Nossa (1968 - RCP-Rádio Clube Português - Apresentador); 

Talismã (RCP-Rádio Clube Português); 

Em Órbita (RCP-Rádio Clube Português - Apresentador); 

Quarto Crescente (RCP-Rádio Clube Português);  

Encontro No Ar FM (RCP-Rádio Clube Português); 

Corridas Automóvel (de 1975 a 1980 - Comentador de Grandes Prémios de Fórmula 1 e Ralis, entre os quais o de Monte Carlo e de Portugal); 

Febre de Sábado de Manhã (de 1981 a 1985 - RDP-Rádio Comercial - Programa de índole musical com a apresentação de novos valores, de periodicidade semanal de três horas em directo no exterior em locais como o Cinema Nimas, Pavilhões e Estádios de Futebol - Autor, Realizador e Apresentador); 

A Grafonola Ideal (de 1981 a 1985 - RDP-Rádio Comercial - Autor, Produtor e co-Apresentador com Margarida Mercês de Melo); 

Rádio Jornal da Madeira (1989 - Responsável pelo seu lançamento); 

Rádio Renascença (de 1995 a 1997 - Autor, Apresentador de vários programas); 

Central FM (1997) - Director; 

Reis da Rádio (de 2006 a 2007 - RDP Antena 1 - Crónica semanal); 

Vinilidades (de 2007 a 2008 - RDP Antena 1 - Crónica diária); 

A Ilha dos Tesouros (de 2009 a 2012 - RDP Antena 1 - Autor e Apresentador de um programa semanal com a duração de uma hora, no qual se dava relevo, entre outras, à música francesa, italiana e castelhana reportada ao tempo do vinil).

Hotel Califórnia (com Paulino Coelho desde 2017 - Rádio Renascença);

O Canto do Cota (desde 2017 - Rádio Renascença). 

domingo, 8 de dezembro de 2019

Hoje em COIMBRA


Boa Rádio ao Domingo


















07:00/09:00 Antena2 – Sol Maior
09:00/10:00 Antena2 – Café Plaza 
10:00/11:00 Antena1 – O Amor É 
11:00/12:30 Antena2 – O Tempo e a Música 
12:00/13:00 RADAR – Álbum de Família 
12:00/13:00 Antena3 – Coyote 
13:00/14:00 RADAR – Comércio Livre 
13:00/14:00 TSF – A Espantosa Realidade das Coisas 
14:00/15:00 TSF – Uma Questão de ADN 
15:00/16:00 Antena2 – Véu Diáfano 
16:00/18:00 Antena2 – Musica Aeterna 
18:00/22:00 Antena2 – Mezza Voce 
22:00/23:00 Antena3 – A Profecia do Duque 
23:00/00:00 Antena2 – Argonauta 
23:00/01:00 SBSR – Vidro Azul 
01:00/02:00 Antena2 – Música Contemporânea 
02:00/04:00 Antena3 – O Disco Disse 
03:00/06:00 Antena2 – Dois ao Quadrado 
06:00/07:00 Antena2 – Notas Finais 

sábado, 7 de dezembro de 2019

Hoje em LISBOA






































Este fim-de-semana a Orquestra Metropolitana de Lisboa apresenta Bach, Mishima e Philip Glass: sexta-feira, dia 6, no Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha, e Sábado, dia 7, no Museu Nacional de Arte Antiga (esgotado!). 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Hoje no BARREIRO






































Exposição Beatles - objectos raros e curiosos – de Luís Pinheiro de Almeida. 
Exposição colecção completa das capas portuguesas dos EPs dos Beatles e dos conjuntos portugueses que gravaram Beatles nos anos 60.
Exposição “Ephemera Eterna” – fotógrafo  Rui Serrano. 
Apresentação por José Pacheco Pereira e José Zaluar do livro “Caro Jó”, uma crónica social dos anos 60 registada por Luís Pinheiro de Almeida. 
Comemoração dos 50 anos de “Abbey Road” pelo historiador  Filipe Barroso e pelo músico Francis Mann. 
Actuações ao vivo dos músicos Fast Eddie Nelson, Francis Mann, Paulo Bastos e Duarte Vilardebó Loureiro. 
Beatles para dançar pelo DJ Luis “ Rock in Stock” Barros e DJs locais. 

A Associação Cultural Ephemera, e a Associação Desenvolvimento Artes e Ofícios (ADAO) organizam no dia 6 de Dezembro no Barreiro uma sessão dedicada aos Beatles, com a participação, entre outros, dos músicos Fast Eddie Nelson e Francis Mann, do radialista Luís Filipe Barros e do declamador José Zaluar. A sessão, com início às 21H30 na sede da ADAO, um antigo quartel dos Bombeiros Voluntários Sul e Sueste, inclui duas exposições, uma do fotógrafo Rui Serrano, subordinada ao tema “Ephemera Eterna”, e outra sobre os Beatles, com objectos raros e curiosos, como casacas do Sgt. Peppers, guitarras e até papel higiénico (limpo) dos estúdios de Abbey Road. Estará exposto também um tijolo da degradada Estalagem do Gado Bravo onde Paul McCartney e Jane Asher estiveram em 1965, bem como uma maçã que a Apple ofereceu em 1995 em Londres no lançamento da “Anthology” e que tem sido conservada até agora no congelador de um frigorífico doméstico. Há ainda a exposição da colecção completa das capas portuguesas dos EPs dos Beatles, única em todo o Mundo, bem como de todos os conjuntos portugueses que gravaram Beatles nos anos 60. E haverá surpresas. Organizada por Luís Pinheiro de Almeida, a exposição tem ainda a participação de outros fãs como Cláudia Ribeiro, Duarte Vilardebó Loureiro, Eduardo Pinto, João Pinheiro de Almeida, Paulo Bastos, Paulo Marques, Teresa Lage e também do Ephemera. Rui Serrano, fotógrafo-artista, também do Barreiro, apresenta, em forma de exposição fotográfica, a sua visão sobre o quotidiano do último ano de funcionamento do arquivo da Ephemera no Barreiro, projecto a que gosta de chamar: Ephemera Eterna. A primeira parte de "Beatles no Barreiro" é preenchida pela apresentação do livro "Caro Jó", uma crónica social dos anos 60 registada por Luís Pinheiro de Almeida, feita por José Pacheco Pereira, cujo arquivo ficará depositário das cartas originais incluídas no livro editado este ano pela Documenta (Sistema Solar). O declamador José Zaluar lerá uma ou duas cartas para ilustrar o momento. Segue-se a comemoração dos 50 anos de “Abbey Road”, considerado um dos melhores álbuns dos Beatles. O historiador Filipe Barroso, 34 anos, discorrerá sobre o álbum e a sua importância, enquanto o músico, compositor, produtor e instrumentista, Francis Mann, explicará, com exemplos, como os Beatles fizeram o LP. Segue-se a música ao vivo, também ela com as suas originalidades. O experiente e aclamado músico barreirense Fast Eddie Nelson sobe ao palco com a sua banda para um alinhamento brutal de canções únicas de uma das suas influências musicais. Francis Mann, co-fundador dos Xutos e Pontapés, mas que foi muito mais longe do que isso como, por exemplo, produtor dos Diva, músico convidado na Sétima Legião e artista a solo com êxitos reconhecidos, alinhavou com Duarte Vilardebó Loureiro, que foi de Pedro e os Apóstolos, um inédito  “set” acústico que vai ser uma das grandes surpresas da noite. “Beatles no Barreiro” termina com o radialista Luís Filipe Barros, herói do “Rock Em Stock”, que idealizou uma hora de música dos Beatles para deleite da assistência que ainda ouvirá DJs locais a transbordar música do conjunto de Liverpool por nomes da actualidade. 
A entrada é gratuita. 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Carlos Amaral Dias

1946-2019

















Também foi da Rádio
Esteve durante anos na TSF, ao longo da década de 90 até 2003, em programas como «Avenida de Ceuta nº1», «A Espuma dos Dias», «O Inferno Somos Nós», «Esta Inquetude Estranheza» e «Freud & Maquievel». Depois, na Antena1, no programa «Alma Nostra».

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Hoje em CASCAIS



domingo, 1 de dezembro de 2019

Hoje na RADAR

























A actual reedição do primeiro álbum a solo de Ryuichi Sakamoto tem transmissão integral na RADAR.
Editado no dia 25 de Outubro de 1978, «Thousand Knifes of Ryuichi Sakamoto» pertence ao tempo em que o músico e compositor nipónico ainda fazia parte do colectivo japonês Yellow Magic Orchestra e é anterior ao início da histórica, prolífica e longa parceria com David Sylvian, iniciada dois anos depois e mantida até aos dias de hoje. 

Realização e apresentação de Joana Bernardo. 
Domingo às 12:00
2ª feira às 23:00

Ouvir aqui

sábado, 30 de novembro de 2019

Hoje em LISBOA






































É difícil imaginar o impacto que a música de Claude Debussy terá tido junto das audiências em finais do século XIX. Ela anunciava uma rutura explícita com a tradição clássica e romântica, evitando configurações formais e processos de desenvolvimento previsíveis. Com novas texturas instrumentais, efeitos tímbricos fantasiosos e o uso deliberado de dissonâncias nas progressões harmónicas, abria caminho a um mundo de cores e sensações hoje conotado com o movimento estético impressionista. O Quarteto de Cordas foi a sua primeira obra que apontou nesse sentido, em 1893 – é anterior, portanto, ao célebre Prélude à l’après-midi d’un Faune. Tal não impediu, porém, que se tivesse tornado numa referência incontornável do repertório para aquela formação, e que se tenha juntado ao «peso da História» que Eurico Carrapatoso sentiu cair sobre si quando em 2009 o melómano e autarca de Matosinhos Manuel Dias da Fonseca lhe encomendou uma composição destinada ao Quarteto de Cordas com o nome do município. Carrapatoso enfrentou o desafio, dispondo-se a «cantar a memória daqueles mestres amados» – Haydn, Mozart, Beethoven, Mendelssohn, Zemlinsky, Webern, Ravel, Bartók, Ligeti… Debussy, claro está! O título que escolheu resulta desse propósito. A expressão «In, illo tempore» traduz-se do latim como «Naquele tempo». 

SOLISTAS DA METROPOLITANA
Eurico Carrapatoso Quarteto de Cordas In illo tempore
C. Debussy Quarteto de Cordas, Op. 10 

Alexêi Tolpygo: violino
Ágnes Sárosi: violino
Irma Skenderi: viola
Hugo Paiva: violoncelo 



FUNDAÇÃO ARPAD SZENES VIEIRA DA SILVA
PRAÇA DAS AMOREIRAS, 56
1250-020 LISBOA
 

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Boa Rádio de 2ª a 6ª feira




10:00/12:00 TSF – Forum 
10:00/13:00 SBSR – Tiago Castro 
11:00/14:00 RUM – Elisabete Apresentação 
13:00/14:00 Antena1 – Portugal em Directo 
14:00/15:00 TSF – A Playlist de 
14:00/17:00 RADAR – Joana Bernardo 
16:00/20:00 SBSR – Ricardo Mariano 
19:00/20:00 Antena3 – Prova Oral 
20:00/21:00 Antena2 – Jazz a 2 
22:00/23:00 Antena3 – Portugália 
23:00/00:00 Antena2 – A Ronda da Noite 
00:00/01:00 Antena2 – Raízes 
01:00/02:00 Antena2 – Música Contemporânea 

domingo, 24 de novembro de 2019

Hoje na RADAR

























No contexto da morte de José Mário Branco na passada terça-feira dia 19, aos 77 anos de idade, o programa «Álbum de Família» na RADAR dedica-se à passagem integral do duplo álbum «Ser Solidário», editado em 1982.
Realização e apresentação de Joana Bernardo.

Álbum de Família
RADAR
Domingo às 12:00
2ª feira às 23:00
Ouvir aqui

sábado, 23 de novembro de 2019

Hoje em LISBOA






































«Noite e Nevoeiro» é um filme documental realizado em 1956 por Alain Resnais, com música original do compositor austríaco Hanns Eisler, um dos primeiros alunos de Arnold Schönberg e colaborador de toda a vida de Bertold Brecht. Consiste no relato cru, sem redundâncias ou subterfúgios, de um dos episódios mais horríveis da História da Humanidade: o massacre de judeus e de outras minorias nos campos de concentração e extermínio alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Neste programa temos a oportunidade de assistir à projeção do filme acompanhada pela narração do texto e pela interpretação da partitura ao vivo. Ouve-se ainda a Sinfonia Eroica de Ludwig van Beethoven, originalmente concebida como retrato musical de um líder idealizado que, afinal, se proclamaria imperador para terminar os dias deportado numa ilha da costa africana. 

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Crematística






































Crematística: A prática crematística consiste em colocar a procura da maximização da rentabilidade financeira na forma de acumulação de numerário antes de qualquer outra coisa, em detrimento, se necessário, dos seres humanos, dos relacionamentos afectivos, profissionais, sociais e do meio-ambiente. É da natureza da prática crematística recorrer a diversas estratégias de acção nocivas. 

"A sociedade e a cultura em que vivemos exigem que o estudante seja orientado para um emprego e uma segurança material. Tem sido essa a pressão constante das diversas sociedades: a carreira primeiro, e tudo o mais secundariamente. Isto é, primeiro o dinheiro, passando para segundo plano os aspectos complexos da nossa vida diária. 17 Estamos a tentar inverter esse processo, porque só o dinheiro não pode fazer o homem feliz. Quando o dinheiro se torna o factor dominante na vida, há desequilíbrio na nossa actividade quotidiana. Assim, se me permitem, gostaria que todos os educadores compreendessem isto com muita seriedade e vissem bem todo o seu significado. Se o educador compreender a importância disto e lhe der na sua vida o lugar adequado, será então capaz de ajudar o jovem, que é levado pela sociedade e pelos próprios pais a fazer da carreira a coisa mais importante. Gostaria, pois, com esta primeira carta, de acentuar este ponto, para que nestas escolas se mantenha sempre um modo de viver que ajude a cultivar o ser humano na sua totalidade. A maior parte da educação que recebemos consiste na aquisição de conhecimentos, o que está a tornar-nos cada vez mais mecânicos; as nossas mentes estão a funcionar em caminhos rotineiros e estreitos, quer o conhecimento que adquirimos seja científico, filosófico, religioso, comercial ou tecnológico. A nossa maneira de viver, em casa ou fora dela, e a nossa especialização numa profissão determinada tornam as nossas mentes cada vez mais estreitas, limitadas e incompletas. Tudo isto leva a um modo mecânico de viver, a uma mentalidade que se ajusta a padrões, e assim gradualmente o Estado, mesmo um Estado democrático, dita aquilo em que deveremos tornar-nos. Muitas pessoas dadas à reflexão têm naturalmente consciência disso, mas infelizmente parecem aceitar viver assim. E isso torna-se um perigo para a liberdade. A liberdade é algo muito complexo e para compreender essa complexidade é necessário o pleno desabrochar da mente. Cada um, como é natural, dará uma definição diferente do que entende por desabrochar do homem, de acordo com a sua cultura, a forma como foi educado, a sua experiência, as suas crenças religiosas — isto é, de acordo com o seu condicionamento. Não nos ocuparemos aqui de opiniões ou preconceitos mas sim de uma compreensão, para além das palavras, das implicações e consequências do completo desabrochar da mente. Esse desabrochar é o total desenvolvimento e cultura da mente e do coração, e também o bem-estar do corpo, o que significa viver em completa harmonia, sem oposição ou contradição entre eles. O pleno desabrochar da mente só pode acontecer quando há percepção clara, objectiva, impessoal, livre de qualquer espécie de imposição. Não se trata de o que pensar mas de como pensar 18 lucidamente. Há séculos que por meio da propaganda e de outras influências, temos sido orientados para o que pensar. A maior parte da educação moderna é isso, sem uma investigação de todo o movimento do pensamento. O desabrochar implica liberdade: como uma planta, a mente precisa de liberdade para crescer. Abordaremos isto de maneiras diversas nestas cartas, durante o ano que vai começar: trataremos do acordar do coração, que nada tem a ver com sentimentalismos, romantismo ou imaginação, mas com a bondade que nasce da afeição e do amor. Trataremos da cultura do corpo, da alimentação correcta e do exercício adequado, criadores de uma sensibilidade profunda. Quando a mente, o coração e o corpo estão, os três, em completa harmonia, então o desabrochar acontece naturalmente, de maneira fácil e em plenitude. É este o nosso trabalho como educadores, é esta a nossa responsabilidade, e a profissão de educar assume então na vida toda a sua grandeza." 

J. Krishnamurti
In: «Cartas às Escolas»


Excerto da obra no espaço de divulgação literária «Última Edição», incluído na parte final do programa «A Ronda da Noite».
O Conhecimento e a Cultura no mais belo e interessante programa diário da actual Rádio portuguesa.

A Ronda da Noite
Antena2
18 de Novembro de 2019
Realização e apresentação de Luís Caetano
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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

António Tavares-Teles

1942-2019 
















Também foi da Rádio
Na segunda metade dos anos 90, até 2003, foi autor do programa «As Entrevistas de António Tavares-Teles» na TSF, onde nas tardes de Sábado, ao longo de uma hora, o jornalista entrevistava personalidades ligadas ao mundo do Futebol.

Dia Mundial da Filosofia na Rádio




Antena2 
Vários espaços durante a emissão ao longo deste dia, levantando questões sobre Conhecimento, Livre-arbítrio, Ética, Emoção e Estética. 
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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

A Vida Num Só Disco















Uma rubrica semanal que recupera artistas e bandas musicais que editaram apenas um disco, desde os anos 60 até aos dias de hoje.
Desde logo o valor da raridade e da unicidade, num espaço de Rádio aberto à descoberta, à curiosidade e ao insólito em percursos musicais de um só momento. Acontece desde Fevereiro deste ano e é um dos mais interessantes pedaços de descoberta na Rádio este ano.
A apresentação faz-se através da conversa entre o radialista Henrique Amaro e o investigador musical João Carlos Calixto, nas noites de quinta-feira na Antena3, dentro do programa «Portugália» de Henrique Amaro.

Henrique Amaro e João Carlos Calixto
5ª feira [a partir das 22:00] no programa «Portugália»
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No passado dia 7 foi dado a conhecer uma cantora chamada Pamela Murphy, que se tornou portuguesa, tendo editado o único disco em 1970, onde participaram músicos nacionais, como por exemplo o guitarrista Pedro Caldeira Cabral e Luís Pinto de Freitas, marido de Pamela. 
Um belo exemplo das preciosidades trazidas à rubrica «A Vida Num Só Disco». 
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terça-feira, 19 de novembro de 2019

José Mário Branco

1942-2019


















Resistir é Vencer 
Também foi da Rádio. No início dos anos 90 realizou na TSF um interessantíssimo programa intitulado «Música Portuguesa, Com Certeza», onde não só divulgava música portuguesa nova, pouco conhecida e mal divulgada na Rádio, como também entrevistava músicos, autores e radialistas. 
José Mário Branco foi sempre, desde o 25 de Abril, uma presença constante na Rádio, quer em programas, quer em entrevistas. 
A partir de certa altura, talvez desde há quinze anos, após a edição do seu último álbum de originais, a sua Música foi desaparecendo – quase por completo – da Rádio em Portugal. Hoje, neste dia em que se soube que partiu para sempre, José Mário Branco está a passar na Rádio, mas amanhã voltará tudo ao anormal. 
Há cerca de ano e meio, em Junho do ano passado, o autor de «Margem de Certa Maneira» regressou à TSF, como convidado, para apresentar ao longo de uma semana inteira algumas das suas preferências musicais.

A Playlist de José Mário Branco
TSF-Rádio Notícias
23 de Junho 2019 
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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Hoje na Antena2















Teatro na Rádio
Retransmissão da peça «Um Homem é um Homem» de Bertold Brecht, primeiramente transmitida no passado dia 1 deste mês. 
Gravação efectuada pelo canal erudito da Rádio Pública na Sala Garrett, no Teatro da Trindade, em Lisboa. 

Companhia de Teatro Cepa Torta
Intérpretes: Miguel Maia, Bruno Bernardo, Diogo Andrade, Isac Graça, Patrícia André, Patrícia Deus, Peter Michael, Manuel Moreira, Rita Loureiro, Telmo Mendes e Teresa Sobral.
Direcção: Filipe Abreu e Miguel Maia.
Tradução: António Conde. 

2ª feira às 21:00 
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domingo, 17 de novembro de 2019

Hoje em LISBOA






































Foi há precisamente cinquenta anos que o Homem pisou a superfície lunar. O universo dos planetas, das estrelas, das galáxias e das proporções intangíveis sempre representou (e representará) uma dimensão misteriosa e inspiradora para a ciência, para o espírito, e também para as artes.
Em 1916, o compositor inglês Gustav Holst deixou-se fascinar por essa mundividência que reconhece em cada planeta do sistema solar aspectos distintos da personalidade e dedicou cada um dos andamentos de uma suíte orquestral aos diferentes planetas e respectivos caracteres. Neste programa, a sua música contrasta com a imponência telúrica do Adagio de uma sinfonia que Gustav Mahler deixou inacabada à data da morte, em 1911. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Manuel Jorge Veloso

1937-2019 





















Também foi da Rádio
Autor de programas de Jazz na Rádio Pública, nomeadamente  «Um Toque de Jazz» na Antena2. Também esteve na Emissora Nacional, Rádio Clube Português e Rádio Renascença.
Músico baterista, compositor, produtor discográfico, cronista, crítico e divulgador de Jazz, realizador de programas musicais na RTP. Foi fundador do Quarteto do Hot Clube de Portugal e professor na Escola de Cinema do Conservatório Nacional.

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terça-feira, 12 de novembro de 2019

Centenário de Sophia de Mello Breyner Andresen na Rádio

























Durante toda a última semana a escritora e poeta foi homenageada na Antena2, em vários espaços de emissão, como por exemplo nos programas «Café Plaza», «Império dos Sentidos» e «No Tempo das Dálias». 
À semelhança da semana de homenagem a Jorge de Sena, o destaque maior esteve naturalmente nos programas de Literatura realizados por Luís Caetano. Alguns registos históricos na própria voz da homenageada foram transmitidos, incluindo leitura de Poesia, reflexões, declarações e uma entrevista com quase quatro décadas.

A Força das Coisas 
Sábado, 09 de Novembro 
Na segunda hora do programa, uma entrevista na Rádio a Sophia no programa «A Face e o Perfil» de Maria Conceição Vaz, no dia 13 de Maio de 1980. 
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A Ronda da Noite 
2ª feira, 04 de Novembro
Entrevista a Isabel Ney, autora da biografia de Sophia. 
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3ª feira, 05 de Novembro 
Palavras de Sophia sobre a Cultura e a Sociedade em 1974. 
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4ªfeira, 06 de Novembro
Análise à Poesia de Sophia por Ana Luísa Amaral. 
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5ª feira, 07 de Novembro 
Vida e obra da autora nas palavras de Tatiana Salem Levy. 
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6ª feira, 08 de Novembro 
Sophia nas palavras de vários escritores em 2011. 
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O som que os versos fazem ao abrir 
4ª feira, 06 de Novembro 
Análise poética com Ana Luísa Amaral. 
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A Vida Breve 
Poesia de Sophia dita pela própria autora: 

2ª feira, 04 de Novembro 
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3ª feira, 05 de Novembro 
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4ªfeira, 06 de Novembro 
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5ª feira, 07 de Novembro 
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6ª feira, 08 de Novembro 
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Última Edição 
Conversa com Maria Andresen, responsável pela selecção da Antologia de poemas de Sophia de Mello Breyner sobre a Grécia e Roma. 
2ª feira, 04 de Novembro 
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domingo, 10 de novembro de 2019

Hoje na RADAR

























Editado no dia 31 de Agosto de 1998, «Fin de Siècle» é o sexto álbum dos Divine Comedy, de Neil Hannon.
O músico, cantor e compositor da Irlanda do Norte completou há dias 49 anos de idade e o álbum «Fin de Siècle» 21 no Verão deste ano. Um dos melhores trabalhos discográficos britânicos da década de noventa, como indica o título, já no final do Século XX.
A obra é transmitida na íntegra no programa «Álbum de Família» na RADAR, com contextualização, realização e apresentação de Joana Bernardo.

Álbum de Família
RADAR
Domingo às 12:00
2ª feira às 23:00
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sábado, 9 de novembro de 2019

Hoje em LISBOA




A globalização teve início há quinhentos anos. Percorreu um caminho que se estende da epopeia marítima à facilidade de um “clique”, deixando pelo meio um rasto de transformações civilizacionais profundas. Na sua aparente candura, a música foi reflexo disso mesmo, mas também agente de mudança. Enquanto fenómeno transcultural, projectou-se numa dimensão geográfica sem precedentes, sempre em diálogo com o Outro, como nos recorda o presente programa. Abre com o O Boi no Telhado de Darius Milhaud. O compositor francês viveu no Rio de Janeiro durante cerca de dois anos, em 1917 e 1918, integrado numa missão diplomática. Trouxe consigo o fascínio pelos ritmos latino-americanos, desde o Tango ao Maxixe, e já em 1920 compôs esta «pequena sinfonia de Carnaval» para uma farsa inspirada na então recente Lei Seca dos E.U.A. Naquele período conheceu Heitor Villa-Lobos, quando o músico brasileiro compunha o célebre Choro N.º 1 para guitarra dedilhada. Já o seu concerto para este extraordinário instrumento é mais tardio, bastante posterior à década que passou em Paris. Por fim, não poderia faltar nesta viagem ao Novo Mundo a Sinfonia N.º 9 de Antonín Dvořák, na qual, pela primeira vez, a tradição clássica europeia soou americana. 

D. Milhaud - O Boi no Telhado, Op. 58
H. Villa-Lobos - Concerto para Guitarra e Orquestra
A. Dvořák - Sinfonia N.º 9, Op. 95, Do Novo Mundo 

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Centenário de Jorge de Sena na Rádio

























Durante toda a última semana o escritor, ensaísta, crítico, poeta, dramaturgo, tradutor e professor Jorge de Sena foi homenageado na Antena2, em vários espaços de emissão, como por exemplo nos programas «Império dos Sentidos» e «Café Plaza».
O destaque maior vai para os programas de Literatura realizados por Luís Caetano. Alguns registos históricos na própria voz do homenageado foram transmitidos, incluindo duas entrevistas, uma delas permaneceu censurada desde a altura em que foi realizada, em 1972, até à sua divulgação no ano 2010. 
Foram também recuperados do arquivo histórico da Rádio pública programas sobre Jorge de Sena realizados por Maria José Mauperrin em 1977 e Paula Abrunhosa em 2008.
Notáveis programas de Rádio, num trabalho só possível de ser levado a cabo porque existe serviço público de radiodifusão em Portugal.


A Força das Coisas 
Sábado, 02 de Novembro 
Entrevista longa de Leite de Vasconcelos a Jorge de Sena em 1972, na Rádio Moçambique. 
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A Ronda da Noite 
6ª feira, 01 de Novembro 
O programa «Arte de Música» de Paula Abrunhosa em 2008, na série «Caleidoscópio» da Antena2 , onde são revelados os dez discos que o escritor levaria para uma ilha deserta. 
Jorge de Sena entrevistado entrevistado no programa «Cantorias» de Maria José Mauperrin, no ano de 1977. 
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A Ronda da Noite
5ª feira, 31 de Outubro
Conversa com Jorge Fazenda Lourenço, conhecedor profundo da obra de Jorge de Sena e coordenador das Obras Completas do autor.
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O som que os versos fazem ao abrir 
4ª feira, 30 de Outubro 
Análise poética com Ana Luísa Amaral.
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Também no programa «A Ronda da Noite» 
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A Vida Breve 
Poesia de Jorge de Sena dita pela voz do próprio autor 

2ª feira, 28 de Outubro 
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3ª feira, 29 de Outubro 
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4ª feira, 30 de Outubro 
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5ª feira, 31 de Outubro 
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6ª feira, 01 de Novembro 
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Última Edição 
2ª feira, 28 de Outubro 
Conversas com o editor Manuel S. Fonseca, editor da Guerra e Paz. 
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3ª feira, 29 de Outubro 
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Mais informação aqui

domingo, 3 de novembro de 2019

Hoje na RADAR

























A história de uma das vozes mais esquecidas da Folk norte-americana com a passagem na íntegra do segundo e último álbum de Karen Dalton, publicado em 1971.
Mais um capítulo trágico na longa lista de episódios artísticos com fim prematuro e falta de justiça no reconhecimento de um inegável talento musical. A Billie Holiday da Folk, como foi apelidada Karen Dalton.
Contexto, apresentação e realização de Joana Bernardo.

Domingo às 12:00 
2ª feira às 23:00 
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sábado, 2 de novembro de 2019

Hoje em LISBOA






































Frederico II foi coroado Rei da Prússia com vinte e oito anos de idade, em 1740. Os feitos militares do seu exército valeram-lhe o cognome «O Grande». Mas bem podia ter sido outro, tal como «Frederico O Músico». Para lá de melómano, tocava flauta, era compositor e, não menos importante, também um grande mecenas. Chegou a ter cerca de meia centena de músicos ao seu serviço, tais como Franz Benda e Johann Graun, que se juntaram à corte em 1735, e, mais tarde, Carl Philipp Emanuel Bach.Neste programa que dá início à Temporada Barroca da Metropolitana 19/20, somos convidados a ouvir a música destes três compositores. Pelo meio, surge um presente muito especial: algumas peças da Oferenda Musical com que Johann Sebastian Bach brindou o monarca duas semanas após uma célebre visita a Potsdam que ficou marcada por muita música… e alguns desafios. 

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

10 anos sem António Sérgio

















A Antena3 dedicou todo o dia de emissão a António Sérgio.
A RTP-Memória retransmite à meia-noite o documentário «Uivo» sobre o radialista António Sérgio, falecido há uma década. O filme foi realizado por Eduardo Morais e estreado no Palácio Foz em Lisboa na tarde do dia 1 de Novembro de 2014.



António Sérgio na Rádio Crítica:

4 de Abril de 2005
A Voz do Lobo

10 de Abril de 2006
António Sérgio na Rádio Comercial 

21 de Setembro de 2007
Coisas do Verão 2007

20 de Novembro de 2007
Viriato 25

4 de Dezembro de 2007
O Lobo que ruge

7 de Dezembro de 2007
O que ELE diz

2 de Novembro de 2009
ANTÓNIO SÉRGIO

7 de Novembro de 2009
Homenagem a António Sérgio

9 de Novembro de 2009
Na toca do LOBO

27 de Novembro de 2009
Retratos da vida de um Lobo da Rádio

14 de Janeiro de 2010
Emissão especial na RADAR

20 de Janeiro de 2010
AS 60

1 de Novembro de 2010
Dia ANTÓNIO SÉRGIO na RADAR

2 de Novembro de 2010
Palavra de Lobo (I) 

3 de Novembro de 2010
Palavra de Lobo (II)

4 de Novembro de 2010
Palavra de Lobo (III)

5 de Novembro de 2010
Palavra de Lobo (IV)

6 de Novembro de 2010
Palavra de Lobo (V)

7 de Novembro de 2010
Palavra de Lobo (VI)

7 de Novembro de 2010
Palavra de Lobo (VII)

15 de Novembro de 2011
Dia 1

8 de Outubro de 2014
UIVO

16 de Outubro de 2014
UIVO – exibição nacional

24 de Outubro de 2014
Nas ruas da capital

1 de Novembro de 2014
Hoje em LISBOA

2 de Novembro de 2014
Ontem em LISBOA

5 de Novembro de 2014
O Uivo do Lobo

11 de Novembro de 2014
UIVO – algumas imagens 

30 de Março de 2015 
Som da Frente – Março de 1984 

1 de Novembro de 2016 
Na Rádio e na TV 

1 de Novembro de 2019
10 anos sem António Sérgio 

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Rádios Lusófonas











Consultar programa aqui

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Planeta Futebol

















Luís Freitas Lobo foi analista e comentador de Futebol na Rádio ao longo de mais de uma década, no programa «Jogo Jogado» na TSF, juntamente com o também comentador João Rosado. O programa terminou no Verão deste ano. Agora Luís Freitas Lobo mantém a sua particular análise ao chamado "desporto rei" através de um podcast semanal, muito bem produzido, com forte dinâmica. Como se costuma dizer na gíria futebolística, sem deixar cair a bola.
«Planeta Futebol» dirigido a amantes da modalidade que, como se sabe, são milhões só em Portugal, deixa transparecer a grande paixão que o anfitrião deste podcast nutre pelo Futebol, comentando não só a actualidade, como também leva ao relvado do espaço que assina muitas e grandiosas memórias do Futebol que ficou na História, como por exemplo a selecção do Brasil no Mundial de Espanha em 1982.

Planeta Futebol
de Luís Freitas Lobo
Podcast 
Ouvir aqui

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Nove coisas do Verão 2019 (9)




Iniciou a emissão inaugural às 06:57 de quinta-feira, dia 27 de Junho, na antiga frequência 98.7 da Rádio Baía.
A primeira música no ar foi a canção “Ferrugem”, de Samuel Úria, com o próprio músico ao vivo no estúdio de emissão. 
A primeira música gravada a ser emitida foi o tema “Forever Young” dos alemães Alphaville. 
Entretanto, já no dia 6 deste mês de Outubro (dia das eleições legislativas), foi inaugurada a transmissão em 98.4 no grande Porto. 

Ouvir aqui 

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Segundas-feiras alegres



















Salutar encontro semanal entre dois radialistas da casa e um convidado, com o título do programa a remeter (e basear-se) para uma conhecida banda inglesa de Manchester com o mesmo nome, num feliz trocadilho.
Numa primeira fase do programa o encontro semanal, para apresentar novos discos, foi com um terceiro radialista da SBSR, Nelson Ferreira, até este rumar na Primavera para a Rádio Observador.
Uma tertúlia semanal, descontraída e pessoalmente bem fundamentada, lembrando as matinés de amigos que, em décadas idas, se reuniam alegremente em casa para trocarem discos. Um espaço de Rádio merecedor de maior tempo que apenas uma hora por semana. Fica sempre a vontade de continuar a ouvir mais.

Happy Mondays
SBSR
Com Tiago Castro, Ricardo Mariano e convidados
2ª feira19:00/20:00
3ª feira 22:00/23:00
Ouvir aqui 

domingo, 27 de outubro de 2019

Íntima Fracção - Verão 1989



















Verão de 1989, entre os meses de Julho e Setembro, quando a «Íntima Fracção» já estava a viver os últimos dias na Antena1. Seguir-se-ia quase década e meia de vida feliz na TSF.
Sons e palavras de há três décadas, já depois do momento de tormento vivido aquando dos cinco anos de emissões regulares no principal canal do serviço público de radiodifusão em Portugal.
Dois extractos do programa de Francisco Amaral, incluindo o noticiário da uma da manhã, entre a primeira e segunda parte da emissão. É curioso ouvir a curta síntese noticiosa, apenas com a a voz da noticiarista não anunciada, assim como não está identificada a voz da animadora de serviço em directo que anuncia as horas e a estação. Também se recordam o mítico e longo sinal horário da Antena1, assim como a voz do jornalista Jorge Cobanco a anunciar o jornal às 02:00, numa promoção gravada de estação.
A primeira parte do extracto (na noite de 16 para 17 de Julho de 1989) agora aqui publicado, como Francisco Amaral indica na abertura, foi realizada pelo autor da «Íntima Fracção» num registo prévio com o sonoplasta Júlio Centeno Largo na RDP-Centro, em Coimbra.
Ouvem-se temas musicais de Tim Buckley, This Mortal Coil, Virginia Astley, Roger Eno, Brian Eno, Daniel Lanois, The Flying Lyzards, Ultravox, Enya, The Durutti Column e The Cure, entre outros.

O corpo, a vida acesa 
A memória, a vida silenciosa 
Sempre, a vida 

Ouvir aqui 

Levanto-me na madrugada 
Para mergulhar no luminoso verde 
Levanto-me na obscuridade 
Para procurar o bosque onde ser leve 
Levanto-me em segredo 
Para amar a brandura do auge 

sábado, 26 de outubro de 2019

Nove coisas do Verão 2019 (8)





































A revolução não será televisionada 
Estreado no festival de Veneza em Agosto (início de Outubro em Portugal) e há muito ansiado, «Joker» revela uma magistral interpretação do protagonista, desde logo candidato número um ao Óscar de melhor actor. Joaquin Phoenix emagreceu mais de vinte quilos para desempenhar o papel principal.
Mas o filme vai muito para além disso. Levanta inquietantes questões sobre a actual sociedade ocidental globalizada. Um triller psicológico que coloca as desigualdades sociais no fio da navalha, no limite entre o tudo ou nada.
O mundo da TV ocupa um lugar fundamental no enredo, mas se for visto com minúcia, reparar-se-á que a Rádio está presente, ou como diz a canção de Gil Scott-Heron, the revolution will be not be televised.



Is it just me, or is it getting crazier out there?
I’ve been using it as a journal, but also as a joke diary, if I have any thoughts or frustrations.
I think I told you, I’m pursuing a career in standup comedy.
I just hope my death makes more cents than my life.
I’ve been the man of the house for as long as I can remember. I take good care of my mother.
It’s funny, when I was a little boy, and told people I was going to be a comedian, everyone laughed at me. Well, no one’s laughing now. 

Esta semana na TSF

























Tiago Gomes
Escritor, autor dos títulos «Homem Vago em Cinzento», «Brincadeiras com Cianeto» e «Viola-me Electrica», poeta urbano, músico, performer, fundador da Galeria ZDB e editor da revista «Bíblia», é o convidado desta semana a escolher Música na TSF.
É o regresso de Tiago Gomes à Rádio, muitos anos depois de ter participado num programa da série «Como no Cinema» na TSF no ano 2001.
Tiago Gomes tem assinado alguns projectos musicais, como indica a fotografia de capa do disco «Variações em Spoken Word segundo Tiago Gomes & Co.», tendo trabalhado com os guitarristas Tó Trips e Flak.
Escolhas musicais muito interessantes de conhecer ou ouvir novamente, como por exemplo temas de Tom Waits com Crystal Gayle, Siouxie & The Banshees, Rachid Jaha, Kokoroko, PJ Harvey, Roisin Murphy, Ry Cooder, The Specials, The Clash, The Poges, M.I.A., Patti Smith, The Pogues, Primal Scream, The Doors, Psychedelic Furs, Cass McCombs, Beck, XTC, The Stranglers, Rita Lee, The Postal Service, Dexy's Midnight Runners, B-52's, The Beach Boys, Dead Combo, Xutos & Pontapés, A Naifa e Linha da Frente.

A Playlist de Tiago Gomes
TSF-Rádio Notícias
2ª  a 6ª feira (14:00/15:00)
3ª a Sábado (05:00/06:00)
Sábado-versão compacta (14:00/15:00)
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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Nove coisas de Verão 2019 (7)

























Abbey Road
50 anos do último álbum gravado em estúdio pelos Beatles, editado no dia 26 de Setembro de 1969. Este Verão conheceu mais uma reedição especial, desta vez contendo muito material extra. Um dos melhores álbuns dos quatro de Liverpool, juntando a todos os outros deles.
Incontornavelmente, os Beatles continuam presentes na Rádio.





Something in the way she moves
Attracts me like no other lover
Something in the way she woos me
I don't want to leave her now
You know I believe and how 

Hoje em COIMBRA



quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Nove coisas do Verão 2019 (6)


















Daniel Johnston (1961-2019)
Músico, cantor e compositor norte-americano.
Uma alma atormentada e mentalmente debilitada, que cantava o amor de forma crua e meio-infantil.
Foi também desenhador, ilustrador e artista plástico.
Deixou como legado tocantes melodias, inspiradoras de nomes sonantes, como por exemplo Kurt Cobain, dos Nirvana ou Michael Stipe dos REM, entre muitos outros.
No próximo Domingo é exibido o documentário «The Angel and Daniel Johnston» no Cinema São Jorge, sala Manoel de Oliveira, no âmbito do Festival Doc Lisboa.



Your picture is still
On my wall, on my wall
I think about you
Often, often
Some things last a long time 

I won't forget all the things we did 


















Ric Ocasek (1944-2019)
Músico, cantor e compositor norte-americano, fundador dos lendários Cars.
O cruzamento do Rock dos anos 50 sob influência de Roy Orbison e o Rock FM da New Wave na costa leste dos EUA, entre a segunda metade dos anos 70 e finais dos anos 80, com duas reuniões em 2010/2011 e 2018. É de Ocasek o clássico "Drive", cantado pelo também já falecido Benjamin Orr, baixista dos Cars.
A banda de Ric Ocasek, Benjamin Orr, Elliot Easton, Greg Hawkes e David Robinson entrou, em Abril do ano passado, para o prestigiado Rock and Roll Hall of Fame.



Who's gonna tell you when
It's too late? 

Who's gonna pay attention
To your dreams? 

Who's gonna drive you home
Tonight?
 

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Nove coisas do Verão 2019 (5)

















70 anos
Septuagenário desde há um mês, Rei do Rock desde 1975, o Verão de 2019 foi povoado por novo álbum, «Western Stars», que chegou a nº1 no top de vendas em Portugal, destronando Madonna.
O décimo nono disco de originais de Springsteen é já um dos grandes álbuns do ano. Algumas das novas canções têm passado na Rádio portuguesa presentemente.



Nos últimos cinco anos o 'Boss' escreveu uma autobiografia, uma peça de Teatro, fez residência em palco a solo na Broadway durante mais de um ano e gravou um novo trabalho de originais, que agora é também filme. Na próxima sexta-feira é editado «Western Stars - Songs From The Film».