sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Outra vez? Outra vez!



















Novo Coronavírus | SARS-CoV-2 | Covid-19/20/21 | Epidemia | Pandemia | Isolamento profilático | Distanciamento social | Máscara | Quarentena | Confinamento | Desconfinamento | Reconfinamento | Vacina 

Este não é o tempo das coisas boas 
Fala-se que estamos na terceira vaga da pandemia, depois da segunda, mas a verdade é que não chegámos a sair da primeira. O novo vírus veio, viu, chegou e venceu. Está por aí, descontrolado, a espalhar-se e a disseminar-se com sucessivas mutações e novas estirpes. Imparável. 
Para a Rádio, é o regresso a estratagemas de recurso adoptados desde o primeiro confinamento, que têm perdurado em grande medida desde então, reforçando-se agora. É o regresso em força de todos os fantasmas da carne e do osso que já conhecemos: quebra de receitas, reduções orçamentais, redução de conteúdos, alteração de horários, Layoff, redução de pessoal, saída de profissionais, rescisões de comum acordo ou nada amigáveis, despedimentos, atropelos aos direitos laborais, aprofundamento da precariedade, crescimento de espaços vazios em antena, perda de qualidade sonora, pobreza de programação, repetição continuada de programas, redução da oferta de diversidade e muita imprevisibilidade. A cama é de espinhos e a almofada tem bicos. 
Não nos iludamos. Apesar da ainda longínqua luz ao fundo do túnel com a descoberta da vacina, 2021 é já outro ano perdido. Será mais um inesquecível ano para esquecer

Não, não vai ficar tudo bem 
A actual pandemia tem costas largas, servindo de pretexto para tudo o que se quiser e puder. É terreno fértil para onzenários e agiotas, despotismo e arrivismo, exploração e calotes, vigarice e demagogia, propaganda populista e fake news, ressabiamento e revanchismo, oportunismo e golpismo. 
E logo para começar mal, acoberto dos apoios estatais à Cultura, o Governo anunciou o aumento da quota obrigatória por Lei da passagem de Música portuguesa na Rádio. O desastre continua! 





































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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Novos espaços

Há muito tempo que as estações de referência deixaram de apresentar novas grelhas em cada temporada. Na generalidade, o que se fazem são pequenos ajustes cosméticos, alterações de horários para dar a ideia de que se mudou alguma coisa, desfidelizando ouvintes e, principalmente, suspensão e supressão de conteúdos. 
O canal erudito do serviço público de radiodifusão é a única estação de Rádio a nível nacional a apresentar acrescentos novos à programação. 
Como tem sido hábito nos anos mais recentes, a Antena2 estreia em Janeiro novos espaços de programação. Início de novo ano com os já anteriormente divulgados programas «Libertango» e «O Último Século». Também neste mês regressou para uma segunda temporada «Sexta Santa», para além das estreias de «Ambos na Mesma Página», «Palavras Cruzadas», «Contraconto», «Kinorama» e «Bolha Gular». 















Sexta Santa 
De Belmiro Ribeiro, Bernardo Gavina e Jorge Louraço Figueira 
Breves histórias e micro-peças realizadas pelo CeDA-Centro de Dramaturgia e Argumento 
Antena2 
6ª feira às 10:30 e 16:30 
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Ambos na Mesma Página 
De Raquel Marinho 
Prosa e Poesia de autoras femininas portuguesas. 
Antena2 
2ª feira às 12:30 e 18:30 
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Palavras Cruzadas 
De Dalila Carvalho 
Os vários significados das palavras que usamos no dia-a-dia. 
Antena2 
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Contraponto 
De Bruno Santos, com Eva Barros e Catarina Sobral 
Criação de sons inspirados por contos e histórias de curta duração apontadas ao público infantil / juvenil. 
Antena2 
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Kinorama 
De Edgar Pêra 
Bandas sonoras de filmes  e de bandas sonoras inéditas, criadas especialmente para o programa. 
Antena2 
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Bolha Gular 
De Tiago Schwäbl 
Arte Rádio experimental 
Antena2 
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

O Último Século

 








Uma série de treze programas dedicados à transição da tradição musical erudita iniciada no Século XX, com realização e apresentação de Henrique Silveira. 

O Último Século 
Antena2 
Domingo 22:00/23:00 | 4ªfeira 13:00 | Sábado 05:00 
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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Centenário de Piazzolla

 







Este é o ano do centenário do nascimento do músico e compositor argentino Astor Piazzolla (1921-1992). 
A Antena2 apresenta uma série de treze programas dedicados à vida e obra do grande revolucionário do Tango, com realização e apresentação de João Gobern. 

Libertango 
Antena2 
Sábado 22:00/23:00 | 2ªfeira 13:00/14:00 | 4ªfeira 05:00/06:00 
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

REC

REC - Repórteres em Construção 





















O Manual de Reportagem do REC (Repórteres em construção) será apresentado na próxima sexta-feira, dia 15 de Janeiro, às 18h00, numa sessão que será realizada online. A apresentação estará a cargo da jornalista Maria Flor Pedroso. 


sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Dois mil e vinte e um



quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Um inesquecível ano para esquecer

 










Ainda antes da pandemia o ano já tinha começado mal para a Rádio em Portugal. Logo ao terceiro dia de 2020 é anunciado o súbito encerramento da Rádio SIM, a estação do Grupo Renascença dirigida ao público sénior, órfão da mudança estética entretanto operada no antigo Canal 1 da Emissora Católica Portuguesa. Muita falta fez nos períodos de quarentena, confinamento e isolamento dos mais idosos, privados da companhia a que estavam habituados ao longo de onze anos, através da única estação de Rádio portuguesa a eles dirigida. A maior inoportunidade de sempre do Grupo Renascença. 
Com menos de um ano de emissões, encerrou a Rádio Estádio. Um projecto do qual se falava há muito tempo. Prometia muito, mas depressa revelou-se um falhanço. Mais uma Rádio fechada para a colecção, com mais despedimentos. 
2020 foi o primeiro ano completo da Rádio Observador, inaugurada em meados do ano passado. Tem um pé no profissionalismo, outro no amadorismo. A ponte entre um e outro patamar faz-se com uma programação estimulante. Dir-se-á que é um jornal electrónico com uma Rádio local, ou uma Rádio local de um jornal diário electrónico, emitindo através de emissores na vila do Seixal, para a grande Lisboa, e em Vila do Conde para o grande Porto. A emissão é feita a partir de estúdios em Lisboa. Também se pode dizer que a Rádio Observador tem a seu desfavor uma assumida orientação ideológica, coisa que não é tradicional nos órgãos de comunicação social em Portugal. Mas o que não se pode fazer é ignorá-la. A Rádio Observador tem bons programas, interessantes e deve-se ouvir com atenção. A Rádio Observador é a estação de Rádio portuguesa que mais investiu em 2020. Está na fase de crescimento e expansão. 
No primeiro trimestre deste ano a RADAR sofreu uma profunda descalcificação, com a saída de quase todos os seus profissionais, que já eram poucos. Após um período inócuo, constituiu uma nova equipa no Verão, embora mais reduzida que anteriormente. A entrada de novos elementos em antena restabeleceu o equilíbrio na emissão de continuidade de 2ª a 6ª feira. As novas vozes jovens, com tudo a provar daqui para a frente, têm futuro. No período de desinvestimento em que a RADAR caiu no vazio, entregou de bandeja a programação alternativa à concorrente SBSR. Inaugurada há quatro anos, a SBSR ultrapassou a RADAR no conceito de Rádio Alternativa. A outrora tão estimulante e sedutora estação alternativa de Lisboa, cheia de carisma, foi nitidamente ultrapassada nesse nicho de mercado pela SBSR, que por sua vez apresenta uma emissão bastante sustentada com animação presencial entre as sete da manhã e as dez da noite, para além de uma grelha recheada de muitos e bons programas de autor. Em rigor, a desestruturação da RADAR começou precisamente há pouco mais de quatro anos, quando se deu a cisão entre os proprietários, tendo um deles transformado a defunta Rádio Nostalgia na SBSR. Para ela transitaram, da RADAR, profissionais e programas. 
A pandemia, cujas costas largas tem servido de desculpa para tudo e mais alguma coisa, atingiu a Rádio não só na programação, mas também no seu funcionamento interno e externo. Naturalmente, as transmissões de Futebol e outras pararam. As reportagens no exterior diminuíram imenso. Optou-se por desfasamentos de horários, transmissões em directo por telechamada, intervenções por meios electrónicos como o Skype, Zoom e redes sociais, com muitas falhas sonoras, baixa qualidade, quebras sucessivas no som e outras deficiências que danificaram  e danificam  o produto final, muitas vezes inaudível, incompreensível, com a inevitável perda da mensagem. Ao ouvinte tem sido exigido muito esforço para conseguir obter uma escuta adequada. 
Também se optou por alterações às grelhas de programação, com a repetição de emissões anteriormente transmitidas. Um mal menor. Houve muitas repetições, mas também surgiram programas novos dedicados ao tema da doença Covid-19, alguns deles muito bem conseguidos. Era, e é, o tema do momento. 
Mas o pior foram os cortes orçamentais das empresas de radiodifusão, os contratos não renovados, os profissionais despedidos, dispensados ou que saíram por mútuo acordo. O recurso ao Lay-off simplificado e complicado, o aumento da precaridade, o aprofundar das más condições de trabalho, o uso e abuso do trabalho sem direitos nem regalias de espécie alguma, os constantes atropelos ao Código do Trabalho, a eternização dos subsalários, os famigerados e malfadados recibos verdes, os salários em atraso, pagamentos sine die e às prestações inconstantes. 
A coberto da pandemia, assistiu-se ao crescimento dos espaços vazios em antena, à eliminação de programas, à extinção de conteúdos e ao fim da carreira de profissionais da Rádio. Muitos deles, prematuramente. 
O declínio anterior à pandemia acentuou-se ainda mais no ano que agora termina e a única coisa que se promete para o ano que começa é que esse declínio vai continuar. 2021 será o ano da continuação das consequências da pandemia que, como se sabe, encontra-se ainda longe de estar debelada. Dizem que vem aí uma "b(r)azuca europeia". Se chegar mesmo a atingir os seu fins, será sempre depois de mais despedimentos, mais cortes orçamentais, mais extinções de postos de trabalho, mais falências, mais insolvências. Tarde demais para muitas pessoas que quiseram fazer da Rádio a sua Vida. 


quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Os melhores 30 álbuns do ano

Opinião pessoal de quem ouviu estes álbuns de 2020, mas não todos os que foram editados neste ano. À excepção dos primeiros dez aqui apresentados, a ordem de importância dos restantes é aleatória. 














Future Islands - As Long As You Are 















Khruangbin – Mordechai 














Fleet Foxes – Shore 














Sault – Untitled (Black Is) 














The Avalanches – We Will Always Love You 














Bruce Springsteen & The E Street Band – Letter To You 














Sam Burton – I Can Go With You 














Lambchop –Trip 














Cabaret Voltaire – Shadow of Fear 














Brendan Perry – Songs of Disenchantment: Music from the Greek Underground 

Phoebe Bridgers – Punisher
Brigid Mae Power – Head Above The Water
Sam Coomes – True Death
Adrianne Lenker – Songs
Kevin Morby – Sundowner
Destroyer – Have We Met
Jeff Tweedy – Love Is The King
Laura Marling – Song For Our Daughter
Rose City Band – Summerlong
Grandaddy – The Sophtware Slumb… on a wooden piano
William Basinski – Lamentations
Sufjans Stevens – The Ascention
Loma – Don’t Shy Away
Stephen Malkmus – Techniques
Angel Olsen – Whole New Mass
Nadia Reid – Out Of My Province
Bill Callahan – Gold Record 
The Flaming Lips – American Head
Bill Fay – Coutless Branches
Roger Eno & Brian Eno – Mixing Colours 
 
Reedição internacional: Prince – Sign O' The Times 















Canção internacional: Sault – “Wildfire“ 









Canção nacional: Glockenwise e Rui Reininho – “Calor” 












Disco nacional: Benjamim – Vias de Extinção 











terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Carta para ti

Vigésimo álbum de Bruce Springsteen e o primeiro com a mítica E Street Band desde 2014. Inclui três temas inéditos da década de setenta, somados a mais nove, todos gravados no estúdio caseiro do 'Boss', em Novembro de 2019. Esteve semanas consecutivas no topo de vendas em numerosos países, incluindo Portugal 

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Parecia que nada ia acabar. Que a Rádio iria ter sempre ali do outro lado aquelas vozes, aqueles programas, aquelas selecções musicais, aquela linguagem cuidada e moderna. Parecia que tudo tinha vindo para ficar. O sinal horário à hora certa, as notícias e, de manhã, também às meias horas. A publicidade engraçada e séria, a boa companhia de noite e de dia, segura, firme, confiável, certa. A alegria contagiante dos relatos de Futebol, os Jogos Olímpicos, os campeonatos da Europa e Mundiais de Hóquei em Patins. A narração em directo das vitórias nacionais e internacionais do Atletismo. As reportagens na rua, na praça pública, na praia ou no campo. As confissões nocturnas ao telefone, a luz brilhante da manhã, a dolência da tarde, o ritmo ao final do dia. As transmissões a partir de teatros e de estádios a abarrotar de público de carne e osso, de ouvintes devotos. A hora dos discos pedidos a seguir ao jantar e o calor da noite. 
Depois veio um vento a mudar o Norte, as sucessivas rajadas aparecidas de todas as direcções. As súbitas mudanças de quadrante, a trajectória rumo à deriva, a negligência, o desprezo e o abandono. 
Foi num dos muitos momentos vividos, muito antes da linha limite, que o ouvi pela primeira vez na Rádio. Terá sido António Sérgio? Luís Filipe Barros? Numa noite já no final da década de 70 e um tema de «Darkness of The Edge of Town». Na solidão do quarto escuro teria sido "Something In The Night", "Candy's Room", "Prove It All Night" ou "Racing In The Street". A seguir, nos anos imediatamente seguintes, "Ungry Heart", Two Hearts", "Drive All Night", "Out In The Street", "Independence Day". Um ou outro ano de silêncio, até chegar "Atlantic City", "Open All Night", "Reason To Believe", até à grande explosão de "Dancing In The Dark", "Glory Days", "Cover Me", "No Surrender", "Downbound Train", "My Hometown". 
Parecia que nada ia acabar, mas acabou. Durante o Verão, que é sempre um estado interino, a gigantesca retrospectiva nos palcos, dos aplausos, dos gritos e das lágrimas. "Point Blank", "The River", "Fade Away". Uma nova geração rompia com toda a força. "Brilliant Disguise" e "Tougher Than The Rest". Entrava em cena uma outra linguagem, um atrevimento e ousadia nunca antes escutados. Nova postura, gravata de fora, com uma atitude mais informal, mais irreverente. Era a vez da pluralidade, da pós-modernidade. Parecia que tudo era possível de se fazer e fez-se. Uma nova geração que chegou, viu e venceu, mas depois esmoreceu, vencida pelo cansaço, mas sobretudo pela desilusão. Parecia que nada ia acabar, mas acabou. Por fim, veio uma outra rajada, trazendo uma outra lógica. A dos grandes grupos. Empresas conglomeradas de fusão de órgãos, de convergência tecnológica, de apagamento da memória do passado que, a pretexto de um incerto futuro, estilhaça o presente. O tempo de "My City in Ruins", "Working on a Dream" ou, mais recentemente, "Save My Love" e "There Goes My Miracle". 
Virá uma ou outra nova rajada, um ou outro vento já não tão inesperado quanto isso, mas virá. De que lado e para que lado soprará é que não se sabe. Parece que nada vai acabar, mas acaba. "One Minute You're Are Here", "Last Man Standing", "Song For Orphans", "I'll See You In My Dreams". 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Boa Rádio portuguesa em 2020














Antena1 
Cinco Minutos de Jazz 
Em Nome do Ouvinte V (programa do provedor da Rádio Pública) 
Encontros Imediatos
O Amor É 
O Povo Que Volta a Cantar 
Visão Global 
Visita Guiada 
 
Antena2
A Força das Coisas 
A Grande Ilusão 
A Ronda da Noite 
A Fuga da Arte 
A Vida Breve 
Argonauta 
Café Plaza 
Caleidoscópio 
Hipoglote
Jazz a 2 
Musica Aeterna 
Música Contemporânea 
Na Corrente
O Som que os versos fazem ao abrir 
O Tempo e a Música 
Páginas de Português 
Raízes 
Teatro Sem Fios
Última Edição 

Antena3 
A Profecia do Duque 
Bons Rapazes
Domínio Público
Matéria Prima
Música Com Pés e Cabeça 
O Disco Disse 
Pingue Pongue
Páginas Amarelas
Portugália 
Prova Oral 

Rádio Renascença 
Hotel Califórnia 

TSF 
Forum 
A Playlist De (dependendo das escolhas musicais da personalidade convidada) 
A Rede Social
A Espantosa Realidade das Coisas
O Estado do Sítio 
Tubo de Ensaio 
Um Dia de Cada Vez 
Uma Questão de ADN 

RADAR 
Álbum de Família 
A Hora do Bolo 
Maus Hábitos

SBSR 
A Floresta Encantada 
A Hora da Loira 
Em Transe 
Happy Mondays 
Multi Pistas 
Radio Call 
Vidro Azul 

Observador 
A Luz ao Fundo do Túnel 
E o Resto é História 
Imperdíveis 
Isto Não Passa Na Rádio 
Nem Tudo o Que Vai à Rede é Bola 
Porque Sim Não é Resposta 
Pop Up  


Certamente existem mais programas de autor (e outros espaços radiofónicos) que poderiam fazer parte desta selecção, mas não posso pronunciar-me sobre o que não ouvi e não conheço, ou ouvi pouco e conheço mal. 


domingo, 27 de dezembro de 2020

Hoje na RADAR














Gravado em Fevereiro de 1995 e editado em Setembro desse ano 
Já lá vão duas décadas e meia, mas este disco poderia ter sido editado hoje mesmo. Não contém as marcas do tempo em que foi concebido. Todavia, encontra-se completamente arredado da Rádio portuguesa. Actualmente não passa na Rádio, mas passa agora na íntegra no programa «Álbum de Família» na RADAR, com contextualização e apresentação de Sarah Lemmonier. 

Álbum de Família 
RADAR 
Domingo ao meio-dia | 2ª feira às 23:00 
Ouvir aqui 


quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Íntima Fracção no Natal de há 30 anos











Oferece a tua verdade a quem mais amas. Nunca é o suficiente, nem o principal. O importante é o modo como a ofereces e não a própria verdade. Por isso, o modo, a maneira, o meio... o meio, a maneira ou o modo. De pouco ou nada vale a verdade. Deixa-a adormecer ou esquece-te dela bem no fundo da memória. Dedica-te ao modo, à maneira, à aparência.  

Havia três momentos do ano em que o programa «Íntima Fracção» de Francisco Amaral se dedicava a emissões especiais: o aniversário, em Abril, o Verão e o Natal 
Neste que é o primeiro ano de sempre sem emissões originais, aqui fica para escuta uma emissão especial da «Íntima Fracção» no Natal de 1990, transmitida pela TSF-Rádio Jornal/RJC-Rádio Jornal do Centro, na noite de 23 de Dezembro de 1990, no primeiro de muitos e bons anos felizes na Rádio Notícias. 
Esta emissão foi inicialmente publicada na Internet há dez anos, no blogue «Irmandade do Éter» do qual Francisco Amaral foi um dos fundadores.   

Ouvir aqui 

Existes como um perfume 
Que fica na pele 
Mas não é nosso 

Existes flutuando durante a noite 
Pelos quartos de pequenos hotéis vazios 
Junto ao Mar 

Existes por detrás das vidraças 
De um quarto dos fundos 
Na primeira luz azul da manhã 

Existes nos sons fundos da Música 
Nos momentos perdidos 
No instante único 
Em algumas fotografias 

Existes nos anos passados 
Sem teres passado por eles 
Na superfície de um lago 
Bem no centro dos círculos 
Que se alargam lentamente 

Existes na desilusão do não acreditar 
Numa brisa quente de Verão 
Às quatro da tarde na Primavera 
Num sorriso 
Na manhã de regresso  

Existes sempre em tudo
E não estás em nada
Porque és uma invenção
Um ponto que se procura
Todos os sonhos do passado
E as esperanças no futuro

Existes em mim
Mas não estás aqui
Porque de mim fazes
Um outro que não 
sou   


A gravação agora publicada pela segunda vez na Internet (a primeira foi há dez anos) foi obtida através da emissão do 'Ar', registada numa cassete áudio. Estávamos ainda muito longe da era totalmente digital e as gravações analógicas em fita de arrasto continham a degradação do uso e do Tempo. 


terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Un Noël pas comme les autres

 




















Idos do ano
Perto da novel casa da Rádio, sentei-me junto a esta árvore artificial de Natal a ver se conseguia captar o espírito da quadra, mas tudo o que consegui apanhar foi uma chuvada. O Natal mais bizarro de que há na memória da maioria dos vivos fez-me pensar na memória dos que partiram. Acontece pensar mais neles nesta altura do ano. 
Todos os anos há gente da Rádio a partir para sempre. Diz-se, talvez com toda a esperança que aconteça o contrário, que nunca os esqueceremos, que ficam connosco para sempre, que a sua obra na Rádio perdurará. Gostaria de acreditar que isso é verdade, mas os tempos correm velozes para a frente, cada vez mais depressa, sem parar. 
O ano findo viu partir pessoas que, de forma directa ou indirecta, se cruzaram no meu caminho na Rádio: 
Margarida Lisboa, Rafael Correia, António Pina, José Cutileiro, Maria Helena d'Eça Leal, Luís Filipe Costa, Manuel Vaz Bravo, Maria Dinah, Vicente Jorge Silva, José Paulo Alcobia, Artur Portela. 

ACT. (24.Dezembro.2020): Márcio Alves Candoso. 


Stayaway Covid


Tudo a que temos direito 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Solstício de Inverno 2020

 









O Solstício de Inverno ocorrerá no dia 21 de dezembro de 2020 às 10h02min, marcando o início da estação no hemisfério norte (a mais fria apesar da Terra vir a estar o mais perto do Sol a 2 de Janeiro). O Sol neste dia de Solstício estará o mais baixo possível no céu em Lisboa e aquando da sua passagem meridiana atingirá a altura mínima de 28°. A duração do dia no Solstício de Inverno é a mais curta. A 21 de Dezembro de 2020 o disco solar nascerá às 07:51 horas e pôr-se-á às 17:18 horas em Lisboa, assim a duração do dia será de 09:27:04 horas. O Inverno prolonga-se por 88,98 dias até ao próximo Equinócio, a 20 de Março de 2021. 

Fonte: Observatório Astronómico de Lisboa


domingo, 20 de dezembro de 2020

Hoje na RADAR













Editado em Novembro de 1981 
Foi só sexto álbum dos britânicos The Stranglers e o segundo a ser editado no mesmo ano. É aqui que se encontra a mais famosa canção do grupo, o clássico “Golden Brown”, editada em single no ano seguinte, em Janeiro de 1982. Uma canção que ainda hoje se faz ouvir de vez em quando na Rádio portuguesa. 
A faixa título do álbum «La Folie» também se tornaria num clássico da banda, foi single em Abril de 1982, embora seja hoje em dia quase impossível conseguir apanhá-lo na Rádio em Portugal. 
Hoje «La Folie» passa na íntegra no programa «Álbum de Família» na RADAR, com apresentação e contextualização de Sarah Lemonnier: uma nova voz da RADAR, estreada no Verão deste ano na rádio alternativa de Lisboa. 

Álbum de Família
RADAR
Domingo ao meio-dia
2ª feira às 23:00
Ouvir aqui  


sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Morte à Música









O histórico programa «Viva a Música» de Armando Carvalheda na Antena1 termina hoje 
O objectivo do autor era completar a actual vigésima quinta temporada do programa, que iria terminar no final de Junho do próximo ano. No entanto, a idade da reforma foi argumento administrativo para extinguir o programa já este mês e afastar o autor da Rádio. 
Até não há muito tempo, até à intervenção da Troika, ainda era possível terminar uma carreira e uma vida dedicada à Rádio com alguma dignidade na Rádio pública (no sector privado foi quase sempre a lei da selva), mas agora já nem isso. 
A história está toda contada no programa do Provedor do Ouvinte da Rádio Pública, transmitido na passada sexta-feira, 11 de Dezembro. 
Ouvir aqui ("Crónica de uma morte antecipada").   

Programa «Viva a Música» na Antena1. Variados estilos musicais em diversos palcos ao vivo na Rádio: 
Ouvir aqui (últimos 11 anos).  


quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Íntima Fracção há 30 anos

Outubro de 1990 














Só o Futuro é possível 

Esta é a segunda emissão da «Íntima Fracção» no seu então regresso à difusão a nível nacional na Rádio 
Depois de ter cruzado diversos dados, descobri que a primeira emissão tinha ocorrido uma semana antes. A chave para esta conclusão foi a edição do semanário «SE7E» (histórico jornal de todos os espectáculos) dessa semana de Outubro em 1990, onde referia a IF na programação da TSF (nova grelha, Outubro 1990 / Junho 1991). A capa nessa edição do «SE7E» era a personagem do Rei Lear, interpretado pelo actor português Ruy de Carvalho. 
Em entrevista no interior do semanário, o actor congratulava-se pelo orgulho que sentia de finalmente poder interpretar no palco do Teatro a peça que tanto desejava há já tantos anos, ao mesmo tempo em que lamentava ter de o fazer com um saco junto aos pés ligado a uma algália. 
A «Íntima Fracção» tinha acabado de cumprir na RDP-Antena1 a sua primeira de várias etapas de vida, de 1984 a 1989. Após esses cinco anos, o programa migrou – sem mácula na autoria e até no horário de transmissão (noites de Domingo para Segunda-feira, das 00:00 às 02:00) – ainda em 1989 para a RJC-Rádio Jornal do Centro/TSF-Coimbra, onde durante alguns meses foi transmitida apenas para o auditório coberto pelo emissor da região de Coimbra. Em Outubro de 1990 chega à rede nacional, mantendo-se até Setembro de 2003. 
Esta emissão da «Íntima Fracção» representa os inícios da segunda de várias vidas da IF na Rádio portuguesa. Estava aqui a iniciar-se o período mais duradouro e feliz deste programa de autor realizado por Francisco Amaral. 

Ouvir aqui 

A gravação agora publicada pela segunda  vez na Internet (a primeira foi há dez anos) foi obtida através da emissão do 'Ar', registada numa cassete áudio. 


terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Quatro décadas sem John Lennon

Mas o legado persiste através da música que deixou 

























Ao longo dos últimos quinze anos, o dia 8 de Dezembro foi muitas vezes dedicado a John Lennon aqui na «Rádio Crítica». Hoje, embora não sirva para acrescentar nada ao que foi dito em anos anteriores, serve para assinalar os 40 anos da morte do antigo fundador dos Beatles. 
John Lennon continua a passar na Rádio em Portugal, principalmente neste dia em cada ano. Para além de canções da obra a solo, sempre as mais conhecidas, também há ainda na Rádio portuguesa canções dos Beatles, embora também apenas algumas das mais conhecidas dos quatro de Liverpool. 
Há uma longa, longa, longa lista de canções dos Beatles e de John Lennon que não passam na Rádio. 
Ainda sobre esta data fatídica, John Lennon na TSF há cinco anos, com a participação de Luís Ferreira de Almeida, co-autor do livro «Beatles em Portugal». 
Ouvir aqui 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Teatro Radiofónico















O Teatro Radiofónico, outrora uma actividade privilegiada na programação radiofónica nacional, caiu há muito em desuso. Todavia, a Rádio Pública portuguesa mantém-no vivo com alguma regularidade na Antena2, através do espaço «Teatro Sem Fios». Esta semana, a transmissão da peça «A Oito Mãos», da autoria de Paula Avelar Ferreira. 

A 8 mãos é um exercício de memória. Mas também é um improviso. 
É uma viagem. Mas também é uma paragem há muito planeada.
É um bilhete guardado numa gaveta. 
É uma fotografia com a voz esquecida. 
É ruído, quietação, calma e revelação.
É uma canção tocada a oito mãos.
É um segredo revelado a duas vozes.
É um abraço uno, de sangue, com melros, água, pressa e cantigas de antigamente.
É uma história passada entre mensagens e telefonemas.
A 8 mãos parte da perda. 
E reencontra-se na linguagem universal da liberdade e do amor.
Laura Avelar Ferreira

Mais informação aqui 

Teatro Sem Fios 
Antena2 
3ª feira, 8 de Dezembro de 2020 
19:00 
Ouvir aqui 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Primavera no Outono com tempo de Inverno















Devido à actual pandemia da doença Covid-19, o habitual Festival Internacional de Música da Primavera, que se realiza na cidade de Viseu, foi agendado para Novembro e Dezembro. 
A Rádio Pública, através do seu canal erudito, transmite em directo alguns dos concertos. 
Informação completa aqui

Festival da Primavera 
Antena2
A partir do Salão Nobre da Câmara Municipal de Viseu 
5ª feira, 3 de Dezembro às 19:00 e às 21:00 
6ª feira, 4 de Dezembro às 21:00 
Ouvir aqui 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Eduardo Lourenço na Rádio

1923-2020 












Fotografia de Carlos Manuel Martins / Global Imagens 

"Este momento não é a idade de ouro da contestação propriamente literária, porque não são os literatos que dispõem de poder mediático supremo, se não a longo prazo. São é toda a gente que tem o poder da palavra e da comunicação. É um poder que está disseminado. Não são os Foucaults, não são os Prousts não, hoje que são os homens da palavra neste momento. São os pilares da comunicação que detêm o verdadeiro poder. Também não são os políticos, contrariamente à opinião que as pessoas têm. Os políticos são, em última análise - embora não nego a importância do homem político propriamente dito - porque são eles os responsáveis directos pela condução das coisas que devem servir para satisfazer a sociedade que nos rodeia e na qual nós estamos imersos. Não. Mas são os homens da comunicação. São eles. O espaço mediático tornou-se o espaço realmente da comunicação, particularmente o espaço televisivo e também o espaço da Rádio. O espaço da Rádio já é arcaico em relação a isso, mas continua a ser eficaz. Provavelmente, talvez, mais eficaz que a Televisão, contrariamente àquilo que se imagina. Porque nós retemos mais facilmente a palavra do que propriamente a imagem. As imagens têm tendência a apagar-se umas atrás das outras, apenas vistas."  

Eduardo Lourenço
In: A Ronda da Noite
Terça-feira, 1 de Dezembro de 2020
Ouvir aqui 

Até ao fim desta semana, Eduardo Lourenço no mais belo e interessante programa diário da actual Rádio feita em Portugal. 

A Ronda da Noite
Antena2
Produção, realização e apresentação de Luís Caetano
Das 23:00 às 00:00, com repetição das 04:00 às 05:00 


segunda-feira, 30 de novembro de 2020

SBSR 4 anos

 







A SBSR completou ontem quatro anos de emissões regulares 
Hoje, ao longo do dia, emissão comemorativa. 
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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Os 40 anos deste disco

Gravado em 1979, editado em Fevereiro de 1980 e reeditado hoje 
























Marcou fortemente uma geração de consumidores de Música Pop britânica 
O encontro feliz do trio galês, composto pela cantora Alison Statton, o baixista Phillip Moxham e pelo guitarrista, teclista e principal compositor Stuart Moxham. «Colossal Youth» foi o único álbum da banda de Cardiff, para além de dois EPs, entre os anos de 1980 e 1981. 
Música Pop sofisticada, intimista, delicada, na onda pós-punk da alvorada de 80. 
Excusado será dizer que se encontra completamente arredado da Rádio em Portugal, excepto se, a propósito da actual reedição (revista e aumentada, em vários formatos), se consiga ouvir em algum programa de autor ou nas escassas estações alternativas existentes. 
























Alinhamento original:
Lado A 
01.Searching for Mr. Right – 3:03
02.Include Me Out – 2:01
03.The Taxi – 2:07
04.Eating Noddemix – 2:04
05.Constantly Changing – 2:04
06.N.I.T.A. – 3:31
07.Colossal Youth – 1:54 
Lado B 
08.Music for Evenings – 3:02
09.The Man Amplifier – 3:15
10.Choci Loni – 2:37
11.Wurlitzer Jukebox! – 2:45
12.Salad Days – 2:01
13.Credit in the Straight World – 2:29
14.Brand-New-Life – 2:55
15.Wind in the Rigging – 2:25    

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

aD10S













Havia um desporto chamado Futebol, mas depois apareceu Maradona 
Tudo quanto pudesse dizer neste momento, ou em qualquer outra altura sobre Maradona, seria sempre por demais redundante, nunca melhor - nem lá perto - que muitos outros que o fizeram agora, ao longo dos tempos em mais de quatro décadas ou doravante. Este é um espaço dedicado à Rádio mas, exactamente por causa da Rádio, El Pibe esteve na «Rádio Crítica» há pouco mais de dez anos, aquando dos 50 dele. Porque ele, para além de tudo o que fez dentro e fora das quatro linhas, proporcionou relatos históricos de Rádio que ainda hoje são recordados um pouco por todo o mundo, principalmente na América do Sul e em particular na Argentina. Quem melhor escreveu e compreendeu em palavras Maradona foi o jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano, pelo que para acrescentar algo mais, seria necessário a invenção de um novo dicionário de adjectivos para, de alguma forma, se conseguir descrever ainda mais por novas palavras toda a beleza estética de movimentos e tudo o que El Dios significou e representa. Um infindável poço de emoções fortíssimas, muito para além do Futebol. 

Notável emissão especial na TSF sobre Diego Armando Maradona em cima da hora e em directo, com depoimentos vários e valorosos. 
Ouvir aqui

Diego Armando Maradona na «Rádio Crítica» (30 de Outubro de 2010): 
50 anos de El Pibe de Oro - A única razão de ser do Futebol é Maradona


quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Os 35 anos deste disco

Editado no dia 25 de Novembro de 1985 

























O segundo álbum dos Dead Can Dance, após a estreia com álbum homónimo em 1984 e depois do mini-álbum «Garden of the Arcane Delights» ainda nesse ano 
No ano seguinte, a entrada em definitivo na dimensão total do que viria a ser o som da dupla Brendan Perry e Lisa Gerrard, na altura um dos expoentes máximos da editora independente britânica 4AD, a par dos Cocteau Twins e dos This Mortal Coil. 
O melhor ainda estaria por vir, mas em «Spleen And Ideal» já se encontram reunidos todos os ingredientes e demonstrados todos os argumentos criadores de uma sonoridade única que ainda hoje, três décadas e meia depois, continua inigualável e a dar cartas.
Os Dead Can Dance continuam no activo com uma nova digressão mundial na Europa e América, com datas transferidas para o ano 2022 devido à pandemia planetária do novo coronavírus. Alguns dos temas deste disco fazem parte dos alinhamentos apresentados na actual digressão, iniciada na Europa e que passou por Lisboa em duas datas esgotadas, em Maio de 2019. 
Muito dificilmente os podemos escutar na actual Rádio portuguesa, excepto em programas de autor, o que tem acontecido na Antena2 e na SBSR.
O design gráfico da capa foi concebido pelo próprio Brendan Perry. Muito foi falado e especulado sobre a mensagem da mesma. Ao contrário do que durante anos se disse, não se trata de nenhum cenário destruído do médio oriente, tão assolado por guerras ao longo de décadas, mas sim parte de um bloco habitacional em Inglaterra, na zona de Manchester, após o falhanço dos explosivos com vista à sua demolição por implosão.
A fotografia é da autoria de Colin Grey e a modelo com túnica vermelha, empossando uma estrela branca de pontas cortadas, é a namorada do fotógrafo. A estrela, de plástico, foi encontrada por acaso no local. A imagem foi obtida sem recurso a quaisquer pós-tratamento visual, sem equipamento específico, nem sessão prévia. O título «Spleen and Ideal» é da autoria do poeta francês Charles Boudelaire, um dos autores franceses do século XIX cujos textos mais influenciou a escrita das letras dos Dead Can Dance ao longo de várias obras discográficas, para além desta. 

terça-feira, 24 de novembro de 2020

TAL & QUAL

 




















Um jornal que deu um livro e um livro que deu um programa de Rádio  
Um dos autores e antigo jornalista do extinto jornal «Tal & Qual», José Paulo Fafe, esteve em directo no mais descomplexado programa interactivo da Rádio portuguesa. 
Com muita graça, contaram-se algumas das imensas histórias verdadeiras e caricatas publicadas pelo jornal, que viveu nas bancas nacionais entre Julho de 1980 e Setembro de 2007.  

Prova Oral 
Antena3
De Fernando Alvim, com Joana Gama 
3ª feira, 17 de Novembro de 2020 
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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Rádio Renascença 1980













Bola Branca 40 anos 
É o mais icónico espaço desportivo da Rádio em Portugal. Teve início em 1980, por iniciativa dos jornalistas Ribeiro Cristóvão, Artur Agostinho e Alves dos Santos. 
Os formatos foram mudando de figurino e de horário, consoante as grelhas de programação e o calendários das transmissões especiais, principalmente na modalidade Futebol. 
Passadas quatro décadas «Bola Branca» permanece em antena, no principal canal de radiodifusão da emissora católica portuguesa. 
Este percurso de 40 anos foi tema de tese de mestrado do jornalista e radialista Luís Miguel Nogueira. O trabalho de 56 páginas encontra-se disponível na Internet em formato PDF. 
Ver aqui