sábado, 25 de maio de 2019

Hoje em LISBOA







































Na primeira parte "Harold em Itália" de Berlioz, uma sinfonia que divide o protagonismo entre a viola d’arco e a orquestra e se vê inspirada no poema narrativo de Lord Byron «A Peregrinação de Childe Harold». Na segunda parte, a Sinfonia N.º 2 de Robert Schumann que, na vez dos sintomas depressivos que o vinham impedindo de trabalhar há cerca de um ano, espelha uma disposição combativa e até mesmo de triunfo. 

terça-feira, 21 de maio de 2019

In Memoriam

Dez anos sem João Bénard da Costa 




















O mais belo e interessante programa diário da actual Rádio portuguesa recuperou a última das crónicas que João Bénard da Costa apresentou na Rádio pública, emitida no dia 2 de Fevereiro de 1994 e dedicada ao filme «Johnny Guitar» de Nicholas Ray. Uma década depois da morte do antigo presidente da Cinemateca portuguesa. 
Também a propósito da recente publicação de «Escritos Sobre Cinema», uma edição da Cinemateca Portuguesa com mais de mil páginas, um primeiro volume com a reunião de textos escritos por João Bénard da Costa para catálogos da Cinemateca, folhas de sala e sessões na Fundação Calouste Gulbenkian. 

A Ronda da Noite 
Antena2 
Realização de Luís Caetano 
2ª feira, 20 de Maio 2019 
Ouvir aqui 

João Bénard da Costa em «A Força das Coisas» na Antena2 (3 de Fevereiro de 2018) 
Ouvir aqui 

























João Bénard da Costa na «Rádio Crítica»:
João Bénard da Costa (21 de Maio de 2009) 
O Cinema também se ouve (26 de Fevereiro 2018) 

João Bénard da Costa em «Como no Cinema»: 
Frank Capra – o nome acima do título [1ª parte] (04 de Maio de 2007) 
Frank Capra – o nome acima do título [2ª parte] (11 de Maio de 2007) 
João Bénard da Costa 1935-2009 (21 de Maio de 2009) 

João Bénard da Costa na «Irmandade do Éter»:  
A morte entrou na sala escura (21 de Maio de 2009) 

domingo, 19 de maio de 2019

Hoje na RADAR

























Prestes a celebrar os 40 anos do trabalho de estreia dos Joy Division, o programa «Álbum de Família» dedica-se à passagem integral do disco «Unknown Pleasures», editado no dia 15 de Junho de 1979. 
É o único álbum publicado pelos Joy Division em vida do vocalista. Ian Curtis, aos 23 anos de idade, foi ao encontro da morte por suicídio no ano seguinte, antes ainda da publicação do segundo e derradeiro trabalho da icónica banda inglesa. Uma estreia muitíssimo marcante, que ainda hoje, quatro décadas depois, produz influências várias. 
Contextualização, realização e apresentação de Joana Bernardo. 

RADAR 
Domingo ao meio-dia 
2ªfeira às 23:00 
Ouvir aqui 

sábado, 18 de maio de 2019

Hoje na Antena2














Fotografia de Jorge Carmona 

A pianista Maria João Pires é entrevistada por Luís Caetano esta tarde no programa «A Força das Coisas». Uma conversa com um dos maiores vultos de sempre da Música em Portugal, premiada e reconhecida a nível mundial.
A conversa tem lugar num espaço de excelência da Rádio portuguesa, realizado com tempo e espaço por um grande talento da radiodifusão. Nesta tarde de Sábado, durante duas horas, tempo e espaço para a Arte e a tranquilidade, longe do fanatismo do Futebol, da urgência e ansiedade das breaking News e do alarmismo das fake news
Um encontro com o essencial da Arte na primeira entrevista de Maria João Pires nas actuais instalações da Rádio Pública. 
Mais informação aqui

Produção, realização e apresentação de Luís Caetano
Sábado das 16:00 às 18:00
Ouvir aqui 

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Boa Rádio à 6ª feira

















10:00/12:00 TSF – Forum
11:00/14:00 RUM – Elisabete Apresentação 
13:00/14:00 Antena2 – Ecos da Ribalta 
14:00/15:00 TSF – A Playlist De 
14:00/17:00 RADAR – Joana Bernardo 
16:00/20:00 SBSR – Ricardo Mariano
16:10/16:25 Antena1 – Em Nome do Ouvinte 
19:00/20:00 Antena3 – Prova Oral 
20:00/22:00 Antena3 – Bons Rapazes 
22:00/00:00 Antena3 – Música Com Pés e Cabeça 
23:00/00:00 Antena2 - A Ronda da Noite 
00:00/01:00 Antena2 – Raízes 
01:00/02:00 Antena1 – O Amor É 
00:00/02:00 Antena3 – Muitos Mundos 
02:00/03:00 Antena2 – Jazz a 2 
03:00/04:00 Antena2 – A Fuga da Arte 

terça-feira, 14 de maio de 2019

Esta noite
























Esta noite sei que posso sentar-me nesta cadeira e assistir a um grande programa de Rádio 

No momento em que escrevo desconheço por completo o que se vai falar hoje. Pode ser a gravação de uma das mesas temáticas do festival literário «Correntes de Escritas», ou de outro dos muitos festivais literários que nem sequer conhecia se não fosse este programa os levar mais longe e a mais gente. Poderá ser a conversa com um escritor desconhecido com uma nova obra, ou um nome consagrado. Uma reedição, uma homenagem, uma outra abordagem à obra. Um filme sobre um livro ou um livro sobre um filme. Se for à quarta-feira haverá Cinema decerto, na «Grande Ilusão». Ainda se for quarta-feira, ouvir-se-á «O som que os versos fazem ao abrir». A Poesia é, todavia, diária, nas vozes dos seus autores em «A Vida Breve». E, numa sexta-feira qualquer até há poucas semanas, era a viagem «No Interior da Cultura». No fim, se ainda houver tempo, ficaremos a conhecer a «Última Edição». Pelo meio, alguma da melhor Música da Humanidade. Poderá até ser apenas uma canção ou uma melodia alusiva ao tema em questão. Seja como for, será sempre bom. Será sempre belo.

A Ronda da Noite 
Produção, realização e apresentação de Luís Caetano
Antena2
2ª a 6ª feira 23:00/00:00 | 04:00/05:00
Ouvir aqui

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Esta semana em LISBOA






































A importância do jornalismo independente, as ameaças que enfrenta e possíveis soluções
Juntar jornalistas, políticos e figuras de relevo da sociedade civil, para uma discussão sobre a independência do jornalismo, numa altura em que a disseminação de fake news pelas redes sociais ameaça a democracia e a liberdade e em que os media se debatem pela relevância jornalística da informação. 

Mais informação aqui

domingo, 12 de maio de 2019

Hoje em LISBOA





































A Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida por Mykola Dyadyura, interpreta o Concerto para Piano n.º 2 de Rachmaninov - pelas mãos do pianista António Rosado - e a Sinfonia n.º 6, «Patética», de Tchaikovsky. 

sábado, 11 de maio de 2019

JCD






































Na primeira metade dos anos 90 foi da Rádio, ainda estudante, num programa feito a três na divulgação e alguma explicação sobre o Jazz e o caminho que foi tendo na História da Música no século XX. Já era músico, continuou a ser e continua a ser. Agora, na docência fora de Portugal, mas sempre ligado ao Jazz.
Livro de homem da Rádio (uma vez, para sempre dela), da guitarra no Jazz, no ensinamento, estudo e divulgação de um género musical popular mas ainda à margem das massas radiofónicas nacionais. Para ler em inglês, pensar em português e sentir musicalmente.
JCD são as iniciais de José Carlos Dias, nome pelo qual co-assinava o programa «Postal Jazz» na extinta RSS, juntamente com o melómano Ricardo Pontão. 

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Esta semana na TSF

















Fotografia de Luís Navarro 

De quando em vez, felizmente não tão poucas vezes assim, há convidados a seleccionarem, por um curto período diário, música na Rádio. Se em alguns casos a liberdade de escolha livre e pessoal possa causar desconfortos vários e audições inadequadas, noutros trazem verdadeiras pérolas ou raridades desconhecidas do grande público. 
Mais uma vez acontece assim esta semana com Tiago Guedes, director artístico do Teatro Municipal do Porto e director do Festival DDD-Dias da Dança. É ele o convidado do espaço «A Playlist De» nesta semana na TSF. 
Para além de ter nas suas escolhas nomes não muito desconhecidos da antena da TSF, como por exemplo Sufjan Stevens e outros não tão conhecidos quanto isso, como são os casos de Lucy Dacus ou Bonnie "Prince" Billy, Tiago Guedes teve o despudor de seleccionar Conan Osiris, o homem do momento em Portugal, artista que causa admiração e repulsa. 
Mas o mais extraordinário foi colocar em antena o há muito desaparecido músico japonês Hiroshi Yoshimura, um daqueles compositores orientais que nunca antes ouvira na Rádio, a não ser há praticamente duas décadas num leitor de CD caseiro. Achei notável! 


A Playlist de Tiago Guedes
2ª a 6ª feira 14:00/15:00
3ª a Sábado 05:00/06:00
Sábado 15:00/16:00 (versão compacto) 
Ouvir aqui 


quinta-feira, 9 de maio de 2019

Boa Rádio à 5ª feira


















07:00/10:00 SBSR – Manhã Autêntica 
10:00/12:00 RADAR – Inês Meneses 
11:00/14:00 RUM – Elisabete Apresentação 
14:00/15:00 TSF – A Playlist De 
14:00/17:00 RADAR – Joana Bernardo 
16:00/19:00 Antena1 – Paulo Rocha 
17:00/18:00 Antena2 – Quinta Essência 
19:00/20:00 Antena3 – Prova Oral 
20:00/21:00 Antena2 – Jazz a 2 
22:00/23:00 Antena3 – Portugália 
23:00/00:00 Antena2 – A Ronda da Noite 
00:00/01:00 Antena2 – Raízes 
01:00/02:00 Antena2 – Música Contemporânea 
02:00/03:00 Antena2 – Argonauta 
03:00/05:00 Antena1 – Linha do Horizonte 
05:00/07:00 Antena1 – José Candeias 

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Hoje em COIMBRA

ISMT organiza Cerimónia de Homenagem a Francisco Amaral 
8 de maio de 2019 - 15h00 

Realizar-se-á no próximo dia 8 de maio (quarta-feira), às 15h00, no ISMT, na Sala 1 do Edifício da Rua Bernardo de Albuquerque, n.º 4, uma Cerimónia de Homenagem ao Docente do ISMT, Francisco Amaral, recentemente falecido, que contará com a presença do Senhor Diretor do ISMT, Professor Doutor Carlos Amaral Dias.
De seguida, será descerrada uma Placa de Homenagem ao Docente, com a atribuição do nome do mesmo ao Estúdio de TV/Vídeo, que passará a designar-se "Estúdio Francisco Amaral". 

ISMT







































Homenagem do ISMT-Instituto Superior Miguel Torga a Francisco Amaral, na sua qualidade de docente naquela instituição, com a presença de Carlos Amaral Dias, também ele em tempos, um homem da Rádio, nomeadamente na TSF e na Antena1. Esta quarta-feira, dia 8 de Maio, em Coimbra. Trinta e cinco anos e um mês após o inicio do programa «Íntima Fracção» e quase um mês após a morte do seu autor. 

terça-feira, 7 de maio de 2019

Palavras de há 5 anos na Íntima Fracção

A assinalar os 35 anos do programa  «Íntima Fracção» de Francisco Amaral, alguns dos textos pertencentes à emissão do trigésimo aniversário – há cinco anos – no dia 8 de Abril de 2014, numa edição publicada no EXPRESSO-online.  


















A primeira coisa que há a dizer, trinta anos depois, é a de que o Tempo é o único escultor. 
O que aprendi foi  que a intimidade se refere à perspectiva sonora dos ouvintes. O que desejam é experimentar uma sensação de proximidade com a música, com a voz. Como se estivéssemos numa pequena sala. A ausência de intimidade responde a um sentimento de distância e separação, como se estivéssemos numa grande sala. 















Interrogações tardias, falta de vocabulário. O desenho das frases é previsível. O coração serve para reter a Vida. Já se receberam os elogios, os agradecimentos que julgáramos merecidos. Não se esperavam lágrimas coloridas, explodindo no céu? Não se esperava nada. Talvez, primeiro, o esquecimento., a leveza. E depois, o caminho já passado e impossível de saber se era o exacto. Não há exactidão alguma. Um círculo fecha-se e essa é a inultrapassável exactidão. 















(…) 

Em todo o lado há marcas, ruínas, condutores perseguidos por linhas incandescentes no frio seco da noite. As rádios transmitem para a intimidade. Os condutores cruzam olhares, animais feridos. Atiram cigarros para trás das costas. Prosseguem a viagem acelerando. Parece não haver alternativa à vida.
A Música é a mais espiritual de todas as artes e é, por excelência, a arte da memória. Existe apenas quando um cantor ou um instrumentista a faz viver. E é, então, com a beleza de uma voz ou a vitalidade de uma dança, embriagando-nos os sentidos, que se consubstancia no nosso pensamento intentos mas fugidios instantes que trazem paz e alegria, ou ternura, e nostalgia aos nossos corações.  

















Como passamos para segundo plano? Como cai o pó? Quando se começa a perder? Primeiro, sou príncipe. Herdeiro do Mundo. Subitamente, outro. Deposto e andrajoso. Olho-me ao espelho. Uma cara, vagamente a minha. Com marcas de um tempo que não foi o meu. Na verdade, não estou mais perdido do que antes. Apenas mudei de bairro.  

30º aniversário da «Íntima Fracção» aqui 

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Palavras de há 10 anos na Íntima Fracção

A assinalar os 35 anos do programa «Íntima Fracção» de Francisco Amaral, alguns dos textos pertencentes à emissão do vigésimo quinto aniversário – há dez anos – no dia 8 de Abril de 2009, numa edição publicada no EXPRESSO-online. 




















Nada acontece de novo no mundo e, no entanto, nada se repete. Assim se prossegue na Íntima Fracção.
Algures há um jardim de éter, com pássaros e a folhagem de ouro, os chilreios cristalinos, as asas de água de clara luz vazia. 
Que língua se fala no jardim? 

(...) 

Na Íntima Fracção, a memória e as expectativas. A nossa vida avança por entre as duas. 

25º aniversário da «Íntima Fracção» aqui

domingo, 5 de maio de 2019

Hoje no MONTIJO











A Rádio Amália vai celebrar a Primavera dia 5 de maio, com um grande concerto e algumas das melhores vozes do Fado, juntas numa grande tarde de fados na capital da flor, e onde estará presente toda a equipa da Rádio Amália. 
O Fado volta a dar as boas-vindas à estação da renovação e das flores, no Concerto da Primavera da rádio Amália, no Cine-Teatro Joaquim d’Almeida, no Montijo. 
Cidália Moreira, Cláudia Picado, Tiago Correia, Filipa Tavares, André Vaz, Cláudia Leal e Pedro Calado dão forma ao cartaz do concerto da Primavera da Rádio Amália, e sobem ao palco a partir das 17h, prometendo uma tarde preenchida de êxitos da canção lusa, na companhia de toda a equipa da sua rádio. 

sábado, 4 de maio de 2019

A LUGAR COMUM apresenta:


Anna St. Louis (USA)
annastlouis.bandcamp.com
facebook.com/annastlouismusic

Sábado, 4  de Maio 2019 às 21h30
TAGV – Teatro Académico de Gil Vicente COIMBRA 






































Foi por entre as colinas verdejantes de Mount Washington, Los Angeles, que Anna St. Louis registou as onze faixas que compõem o seu primeiro álbum. Intitulado "If Only There Was A River", contou com a produção e arranjos de Kevin Morby, igualmente responsável pela sua edição, no passado mês de Outubro, através da label Woodsist. 
Integrada na sua primeira digressão europeia, Anna St. Louis traz ao Teatro Académico de Gil Vicente as composições de "If Only There Was A River", interpretadas a solo, num registo de proximidade e compromisso com o público que, certamente, demonstrará estarmos perante uma das mais entusiasmantes propostas da indie folk contemporânea.
Embora tratando-se de um lançamento recente, publicações como a Pitchfork ou a Uncut têm seguido com relativa antecipação o percurso da cantora, ora destacando a autenticidade e confiança das suas vocalizações, num registo que convoca as suas origens em Kansas City, ora sublinhando a qualidade da sua escrita, plena de sinceridade e evocativa dos grandes espaços pelos quais se estende o midwest.
Nomes como Loretta Lynn, Karen Dalton, Joni Mitchell ou Hope Sandoval virão certamente à memória, aquando de uma primeira audição das composições de Anna St. Louis. No entanto, não se trata de uma mera emulação, ou sequer tributo. Ainda no início do seu percurso, a cada atuação, St. Louis vai demarcando e afirmando o seu espaço no sobrelotado território indie norte-americano.
Integrada na sua primeira tour europeia, Anna St. Louis traz ao palco do Teatro Académico de Gil Vicente as composições de "If Only There Was A River", interpretadas a solo, num registo de proximidade e compromisso com o público que, certamente, demonstrará estarmos perante uma das mais entusiasmantes propostas da indie folk contemporânea. 
Uma das mais promissoras singer-songwriters deste ano.
Pitchfork 

Um fantástico primeiro trabalho, através do qual Anna St. Louis se estabelece como um elemento central da folk contemporânea. 
PopMatters 

Há algo de refrescante em nos apoiarmos nas nossas valências, ao invés de tentarmos criar ou inventar algo que nos ultrapassa. No caso de St. Louis, essa resistência é a sua maior qualidade. 
Uncut 





Organização: Lugar Comum | TAGV 
Apoio: Câmara Municipal de Coimbra | RUC- Rádio Universidade de Coimbra 

Bilhetes:
Entrada normal: 10 €
Entrada ≤ 25 anos, ≥ 65 anos, Comunidade UC, Grupo ≥ 10 pessoas, desempregado, parcerias: 8 €
Bilhetes disponíveis na BOL ou na Bilheteira do TAGV (de segunda a Sábado, das 17:00-22:00. 


A LUGAR COMUM ONLINE:
Website
Facebook
Instagram
Twitter




Hoje em ALMADA






































No meio do deserto, ao pé de um avião a hélice avariado, aparece um estranho rapazinho, que não responde às perguntas que lhe fazem e conta histórias mirabolantes sobre o planeta minúsculo de onde caiu e sobre estrelas remotas habitadas por criaturas extravagantes. Um concerto com música original de Sérgio Azevedo interpretada pela Orquestra Juvenil Metropolitana. 

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Hoje em VISEU






































O que fazemos ao longo do percurso do Carmo´81 tem consequências e foi até elas que fomos conduzidos como se de Karma se tratasse. Esse Karma é a realização de um evento dedicado em exclusivo à música, a valência com mais impacto na nossa programação regular. A estratégia é multidisciplinar, mas focada sobre um tema, a música. Com 14 concertos, 1 oficina, 1 debate, 1 fanzine, 1 exposição de fotografia e uma residência artística, o Karma garante a diversidade de linguagens artísticas na sua programação. Depois de duas edições do festival “Cultura Urbana” e uma do festival “Solos e Solidão”, procuramos agora assumir a identidade que confere ao Carmo´81 lugar no roteiro de melhores “venues” do país , para isso sugerimos uma programação ecléctica e abrangente em termos de público. Pretendemos que este seja o ano 0 do Karma. “Ano 0” é a intenção de que em futuras edições o Karma assuma características de festival de médio formato em espaço outdoor, com calendarização mais compacta com afluência de público superior. Os recursos humanos, parcerias estratégicas locais, patrocinadores, a cidade e cooperantes do Carmo´81 alimentam esta intenção, e o ano 0 comprovará essa necessidade. A programação foi concebida a pensar no público crescente, que o Carmo´81 prova regularmente existir em Viseu, sem esquecer a qualidade artística dos intervenientes. Foi concebida a pensar nos artistas locais, onde terão palco para apresentar os seus trabalhos, bem como na descentralização cultural ao convidar a Viseu artistas de reconhecido mérito nacional. A variedade Sócio Cultural é uma das vertentes estruturantes deste evento, quer através da residência artística “Sr.Jorge”, quer através da tour dos “A voz do Rock”. 




quinta-feira, 2 de maio de 2019

da Vinci 500

Musica Aeterna 






































Faz hoje 500 anos que morreu Leonardo da Vinci 
Esta noite a Antena2 transmite uma emissão especial do programa «Musica Aeterna», da autoria de João Chambers. O primeiro de uma série sobre Leonardo da Vinci, figura incontornável da História da Humanidade. 
Um dos mais prestigiantes programas da Rádio portuguesa, «Musica Aeterna» leva-nos ao conhecimento sonoro e humanista do Renascimento sob uma luz brilhante e intemporal. 
Mais informação aqui 

Musica Aeterna 
De João Chambers 
Antena2 
Hoje das 21:00 às 23:00 | Sábado, das 12:00 às 14:00 
Ouvir aqui 

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Sem paralelo

A mais bela livraria portuguesa foi tema de emissão do mais belo programa diário da Rádio portuguesa 






































Situada no Porto, fundada há cento e treze anos e visitada por cerca de três mil e quinhentas pessoas por dia, também denominada de Livraria Lello & Irmão ou por Livraria Chardron, é por demais conhecida apenas por Livraria Lello. A Rádio pública esteve lá e, numa visita iniciada frente à magnífica fachada de arquitectura neogótica, entra portas adentro, sobe a maravilhosa escadaria e contempla as recheadas estantes em volta, revelando alguns segredos. Imagens trazidas ao ouvinte com arte e mestria pelo visitante Luís Caetano, tendo como anfitriã Aurora Pedro Pinto, administradora da Lello e Andreia Ferreira, directora de comunicação do maior exportador de Literatura Portuguesa do país
Uma deliciosa emissão totalmente dedicada a este espaço único, pleno de sucesso, nestes alucinantes tempos em que se acentua a perda do hábito da leitura e a alta Literatura se encontra ameaçada. 
Rádio de altíssima qualidade, numa das livrarias mais belas do Mundo. 

A Ronda da Noite 
De Luís Caetano 
2ªfeira, 29 de Abril de 2019 
Ouvir aqui 



















segunda-feira, 29 de abril de 2019

Homenagens e dedicatórias

Em homenagem a Francisco Amaral surgiram alguns programas dedicados a este nome fundamental da Rádio de autor em Portugal dos últimos 35 anos 


















Ricardo Mariano, um dos elementos fundadores da «Irmandade do Éter», dedicou a emissão de dia 21 a Francisco Amaral, iniciando o programa «Vidro Azul» na SBSR com o indicativo da «Íntima Fracção», o instrumental “Mar D’Outubro”, da Sétima Legião. As duas horas de emissão encerraram com o mais conhecido dos temas preferidos de Francisco Amaral, a canção “God Only Know” dos Beach Boys. 
Ouvir aqui















O programa «Páginas Amarelas» de Álvaro Costa e Nuno Galopim na Antena3 terminou a emissão de dia 21 com uma alusão, em jeito de homenagem, ao autor da «Íntima Fracção». Álvaro Costa é um dos radialistas da actualidade que Francisco Amaral mais admirava. 
Ouvir aqui



















Nídio Amado, outro dos membros da «Irmandade do Éter» da qual Francisco Amaral fazia parte, dedicou a edição de dia 22 do programa «O Cubo» na RUM-Rádio Universidade do Minho. Esta emissão inclui um poema de Dylan Thomas, dito a várias vozes  “Do not go gentle into that good night”, Não entres tão gentilmente nessa noite acolhedora, que em tempos passou na «Íntima Fracção» em 1990, na versão musicada e cantada por John Cale, no saudoso período em que o programa esteve na TSF. 
Ouvir aqui

















Na Televisão, o programa semanal da ESECTV na RTP2 dedicou a mais recente edição ao fundador e director da ESECTV, numa tocante homenagem contendo partes de uma entrevista a Francisco Amaral, narração de alguns textos do autor da «Íntima Fracção», num pequeno conjunto de extractos de emissões do programa de TV que mais apreciou nos longos anos em que esteve à frente do projecto. O programa foi inicialmente transmitido na passada sexta-feira ao meio-dia e meia na RTP2. Repete hoje à noite.  





Esta é uma emissão especial dedicada a Francisco Amaral, fundador e director da ESECTV e criador do histórico programa de rádio Íntima Fracção. 
A música, a palavra, conduzem-nos por este programa que recorda alguns dos trabalhos que produzimos em conjunto, com amizade, com respeito, com gargalhadas e às vezes com lágrimas, mas sempre com liberdade. 
ESECTV 

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Hoje na Antena2























Dias da Música
O mais importante festival de Música Clássica do país, com acompanhamento em directo na Antena2.
O canal público erudito de radiodifusão regressa às transmissões em directo a partir do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Mais informação aqui 


Porque te é triste a música, ó música de ouvir?
O doce é ameno ao doce, alegre é a alegria.
Porque amas, pois, aquilo que não te rejubila
E, em vez, sentes prazer no que não te dá júbilo?
Se a perfeita união dos sons em harmonia
Ligados, como em núpcias, te ofendem o ouvido,
É porque eles censuram, doces, teu desacordo
Ao teimares em tocar a sós a melodia.
Nota como uma corda à outra se une, doce,
As duas se tangendo, em mútua simetria,
Como o pai e o filho e a feliz mãe, um só,
Todos só num, entoando, em perfeição de som,
Um canto sem palavras, que, sendo vário, é um,
E assim te canta a ti: “Tu sozinho és nenhum.” 

Soneto 8 de Shakespeare (26 de Abril 1564 - 23 de Abril 1616) 
Tradução de Ana Luísa Amaral 

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Há 45 anos na Rádio


Que o poema seja microfone e fale
De repente uma noite destas às três e tal
Para que a Lua estoire
E o sono estale
E a gente acorde
Finalmente em Portugal 

Manuel Alegre 


Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas: as Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos, sinceramente, que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal, para o que apelamos para o bom-senso dos comandos das forças militarizadas, no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário só poderia conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os portugueses, o que há que evitar a todo o custo. Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica esperando a sua ocorrência aos hospitais a fim de prestar eventual colaboração que seja... aliás, que se deseja sinceramente desnecessária.  

1º comunicado do MFA lido por Joaquim Furtado 
Rádio Clube Português, madrugada de 24 para 25 de Abril de 1974 





















Esta é a madrugada que eu esperava 
O dia inicial inteiro e limpo 
Onde emergimos da noite e do silêncio 
E livres habitamos a substância do tempo 
Sophia de Mello Breyner Andresen  

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Francisco Amaral

1950-2019


























Quando alguém morre, o seu amor torna-se eterno 

Assim principiava uma emissão da «Íntima Fracção», transmitida pela TSF, em Setembro de 1991. Uma emissão especial que Francisco Amaral dedicou ao seu irmão, prematuramente falecido aos 23 anos de idade. A frase dedicatória apareceu no final desse programa. 
Muitos anos passaram, décadas e muitas longas noites. Agora assistimos ao fim da «Íntima Fracção» com o desaparecimento do seu autor de sempre. 
O programa atravessou fases em que esteve na iminência de terminar. Quer por vontade do seu próprio autor, como ficou bem evidente na emissão especial dos 5 anos, há três décadas, em Abril de 1989, quer por força de imposições administrativas e directivas de pessoas com poder de decisão na Rádio. 
Acima de todas as vicissitudes e esquinas da vida, o programa seguiu vida em frente por caminhos e veredas várias, até há poucos dias. Quis essa coisa que não podemos controlar a que chamamos "Destino" que o fim fosse abrupto, inesperado, chocante. A «Íntima Fracção» começou e acabou na Rádio. 
Estou a levar tempo a digerir este acontecimento. Francisco Amaral era a minha referência radiofónica mais duradoura. Passaram mais de trinta anos desde que escutei, pela primeira vez, a «Íntima Fracção». O programa de Rádio até agora mais vezes mencionado aqui na «Rádio Crítica», desde a inauguração deste blogue sobre Rádio, que entrou há pouco mais de um mês no 15º ano de existência. 
Mas para além do carácter profissional, a partir de certa altura na vida, Francisco Amaral também se tornou colega na mesma estação de Rádio, amigo, pessoa muito próxima, visita de casa. 
Antes de voltar ao assunto e a uma parte do muito que há para dizer sobre Francisco Amaral e a importância da «Íntima Fracção» na História da Rádio em Portugal, deixo aqui alguns depoimentos públicos surgidos nas redes sociais de pessoas que conheciam e admiravam o homem da Rádio, colega, professor, mestre, amigo e exemplar ser humano que foi e que muita falta nos fica a fazer. 


Francisco Amaral (sem datas, porque é eterno) 
Pelo génio gentil, o gentleman generoso, choram a telefonia e a sabedoria, a memória e o requinte, os timbres e os talentos, a música elegante e a inteligente poesia, a íntima fracção e a multidão de admiradores, o brilho do seu olhar e a minha palavra obrigado, esta manhã e toda a vida. Não há lágrimas de tinta capazes de honrar este humilde gigante. E tento apenas enganar a brutal dor negra com um singelo cravo branco. 
Fernando Madaíl

Nos estúdios da Fernão de Magalhães; o Francisco Amaral levou a Intima Fracção da Antena 1 para a TSF-Coimbra. Olhando esta foto não consigo descrever o que sinto. Quantos sons ficaram naquele estúdio!.. Quanta saudade que agora se transforma numa emoção indescritível.
Partiu o melhor de todos! 
Rosa Lopes Ribeiro 

A nossa última conversa foi longa, bem mais longa do que era habitual nas nossas longas conversas. Ainda assim ficou inacabada...
Tal como não acabará nunca a memória deste sorriso tranquilo. Nem a dolorosa saudade... 
Jorge Castilho 

Deixou-nos um extraordinário profissional mas permanecem admiráveis memórias. Obrigado, Francisco, por teres partilhado comigo e com todos os ouvintes o teu talento e paixão pela Rádio. 
Carlos Andrade 

Companheiro de tantas horas de rádio. Um extraordinário profissional! Um homem sério e a sério! Um poço de sabedoria, principalmente sobre a sua grande paixão - a música. 
Madalena Balça 

Era um homem da cultura. Era o homem da Liberdade. Era o Senhor das madrugadas intimistas da telefonia. 
Fizemos rádio, "demos luz" à televisão da Saúde. Ele nos Programas/Produção, eu na Informação. 
Foi sempre calmo, ponderado, estudioso e bem disposto. Falámos pela última vez no Natal... e tanto ficou por dizer. 
Cresci a ouvir a sua "Intima Fracção". Mais tarde, tive o privilégio e a sorte de estar com ele em estúdio, na RDP em Coimbra. 
Foi um dos meus grandes mestres. Na rádio e fora dela, partilhámos histórias, conversas (umas mais sérias do que outras). Partilhámos tempo e uma amizade que não se agradece. 
Pedro Carvalhas 

O maldito Comboio do Big Adios...e por total acaso, levo com esta noticia sem mais nem menos! Respect imenso pela vida obra que foi muito mais do que um programa eterno ! Respect! 
Álvaro Costa

Partiu um homem tão bom, tão talentoso, meu amigo, meu mentor hertziano, gentil, divertido, assertivo. 
Né Ladeiras 

Francisco, a serenidade em pessoa, voz ímpar da rádio.
Colegas na TSF, mais tarde e até agora no Miguel Torga.
Há momentos em que as palavras sabem a nada... 
Dinis Manuel Alves 

Em 2003, quando ao fim de quase 20 anos em antena o programa "Íntima Fracção", de Francisco Amaral, deixava as ondas FM da TSF, tentei captar na já extinta revista de domingo do jornal Público o que havia de especial em escutar, "a meio da noite", uma voz, sons e músicas que chegavam de um outro lado feito de magia e mistério. Foi também a minha forma de agradecimento por uma verdadeira educação sentimental e por incontáveis e irrepetíveis momentos sem os quais, acredito, não estaria hoje a trabalhar na Rádio, procurando dar um contributo para manter vivo esse feitiço de criar mundos no éter. São mundos que não se agarram - agarram-nos.
Hugo Pinto 

Houve um tempo, esse tempo, em que a rádio sinalizava as nossas vidas. Como os livros, os filmes, os versos - a rádio tinha autores que nos tocavam, instruíam, comoviam.
O Francisco Amaral era um desses autores. A sua Intima Fracção, que acompanhei desde o início, ajudou-me a ganhar coragem para dar uns passos numa então rádio universitária. O genérico do programa - o Mar d'Outubro da Sétima Legião, que eu tinha a sorte de ter como amigos - trazia logo algo de familiar. De intimidade espontânea, cúmplice. O Francisco em Coimbra, eu em Lisboa, os dois lado a lado. De certa forma crescemos juntos.
O Francisco era dos que fazia rádio em verso, entrega total e discreta. Estaremos sempre à escuta. 
Nuno Miguel Guedes 

É uma das poucas pessoas que guardo da minha passagem pela ESEC. Tinha uma capacidade de acreditar nas pessoas e levá-las a concretizar os seus sonhos como poucos têm. Acreditou em mim quando muito poucos o fizeram. 
João Oliveira 

Ainda há dias, talvez na quinta-feira passada, o tema da nossa conversa, na sala de produção da ESEC TV, e como aconteceu tantas e tantas vezes, não sei como o assunto veio à baila e sinceramente não interessa, era Ian Curtis - dos "Joy Division", os "New Order", Syd Barrett - dos "Pink Floyd" e uma versão dos "Durutti Column" ("Missing Boy"), de que falou, que homenageava o vocalista dos "Joy Division" "sem nunca o mencionar"... 
Ia-lhe dizer esta semana, que: "ouvi o tema e não gostei...". Esperaria naturalmente que defendesse a sua dama... 
As nossas conversas (salpicadas de concordâncias e muitas discordâncias) eram assim - intermináveis, às vezes até em formato multimédia - começavam na ESEC TV presencialmente e acabavam mediadas na Internet (FB ou "Chat") ou por smartphone (sms/telefonema) e muitas vezes sem continuidade (raccord). O que é estranho para quem trabalha em TV - um meio em que, como se sabe, a arte de contar histórias/estórias com lógica é essencial. 
E daquela amalgama, que eram as nossas conversas, em que tão depressa se falava de música, como se tratavam assuntos relacionados com: história, política, arte, literatura, futebol, cinema, TV e claro está um ou outro momento pessoal - que de algum modo estava ligado ao assunto em questão - resultava sempre em algo que fazia sentido... 
Destes ilustres da Pop/rock mundial de que falámos, destaco o tema que mais gosto dos "Joy Division" - chama-se "Atmosphere". 
Um forte abraço Professor Francisco 
Luís Miguel Pato 

Mais um Mestre que parte, fica a nossa gratidão por uma sabedoria e uma sensibilidade únicas. 
Filipe Boavida 

A tribo está de luto. Perdeu um dos bons. Há um ano, o Francisco enviou-me uma mensagem de força num momento difícil da minha vida. E agora há sempre pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir. O Francisco não morreu. Está vivo em cada Íntima Fracção.   
Rita Colaço 

Acabo de saber do desaparecimento súbito do Francisco Amaral, jornalista, radialista, comunicador, professor, democrata, cidadão inconformado do mundo e de Coimbra (mesmo quando esta o magoava). Também um homem que gostava muito de música e era louco por cadernos de escrever. Acima de tudo um amigo sempre atento, crítico e gentil. Do seu mural do FB, 6 deste Abril: «Começo do dia com chuva torrencial e trovoada barulhenta. Agora vento. E frio. A quem se pede o livro de reclamações sobre as estações do ano?» A Íntima Fracção, essa tinha acabado de perfazer 35 anos. Foi através dela, companhia em centos de longas viagens noturnas, físicas ou imaginárias, que conheci o seu autor. Vai fazer-nos muita falta o Francisco. 
Rui Bebiano 

Ficará a memória de um Homem que fez da comunicação a sua razão de existir! 
Vitalino José Santos 

O Francisco Amaral, foi meu professor na faculdade, meu director durante a minha passagem na ESEC TV como apresentador e, também, meu consócio na RUC. O seu percurso profissional é reconhecido e o legado da Íntima Fracção ao longo de todas as suas metamorfoses é intocável. O Francisco Amaral adorava falar. Ui! Portanto, nos tempos mortos entre gravações no estúdio da ESEC TV, falava-se. Sobretudo sobre música, que era o nosso maior ponto de contacto. Foi a primeira pessoa com idade e aspecto para ser meu pai que ficou genuinamente interessada pelo meu método de indução de sonhos lúcidos durante a sesta nas tardes livres da faculdade com recurso à audição do “Untrue” do Burial. No entanto, destas conversas, que eram mais monólogos em que eu às vezes lá conseguia infiltrar uma intervenção, fica-me marcada uma história que me estimula uma inveja tremenda. É, no fundo, um episódio singelo, mas que ainda almejo e invejo. O Francisco Amaral gabava-se que tinha começado a trocar correspondência com um ouvinte anónimo, argentino (se não estou em erro), que vivia e trabalhava na Patagónia. Parafraseando, esse ouvinte dizia-lhe “Francisco, a íntima Fracção fica tão bem no meio da neve”.
João de Almeida  

Leio no Facebook que o Francisco Amaral nos deixou. Deixa-me um grande vazio. Deixa Portugal mais pobre. Que descanse em paz e que em cada um de nós permaneça sempre a intima fração da sua saudosa memória. 
José Vieira Lourenço 

Nestas horas há pouco para dizer, muito para sentir... e recordar. Multimédia era um dos grandes amores do Francisco, depois da rádio e da sua Íntima Fracção. A alegria e o privilégio de o ter conhecido e de ter partilhado cerca de seis anos desta nossa existência com ele. Sobretudo nos últimos anos e mais concretamente no presente ano lectivo, o comemorativo dos 15 anos do curso. A rádio, a Íntima Fracção, Multimédia. Três realidades que lhe faziam brilhar o olhar. 
Pedro Jerónimo 

Tenho muitas memórias sobre o Íntima Fração. Já o acompanhava desde os inícios na TSF. Há uma quase recente que me marcou imenso.
Numa viagem entre Frankfurt e Hong Kong, dou por mim a passar sobe uma montanha de gelo no Cazaquistão. Estava a nascer o dia e ia ligado à Radar, a descarregar os podcast via Wi-Fi da Lufthansa (novidade para mim). Naquelas alturas, sobre o gelo, entra nos meus phones este cover dos Joy Division. Abro o estore da janela e partilho a experiência com o Francisco Amaral. Ele ainda estava acordado. Eram 4 da madrugada em Portugal.
A vida tem destas coisas boas; a música e a partilha. Apanhaste-me de surpresa. Ficarás na minha memória para o que me resta da vida. Continuarei à espera da edição especial da IF que me tinhas prometido. Até lá continuarei a ouvir as edições gravadas que me ensinaste a colecionar. Até sempre professor.
Artur Ribeiro 

Há poucos dias, em arrumadelas no escritório, apareceu o jornal com o perfil do Francisco Amaral, um dos primeiros que fiz. No momento pensei falar com ele, mas não falei.
Podia ter sido aluna do Francisco, mas não fui.
Contudo, como comecei a dar aulas aos 22 anos, nessa estreia tive a sorte imensa de ter colegas desta envergadura. Pouco tempo depois, pude conhecê-lo melhor (e muito do seu trabalho) numa entrevista longa, aqui muito resumida
[semanário SE7E] , espartilhada pelo número de caracteres de que eu dispunha. Assinalava-se mais um aniversário da sua “Íntima Fracção” (cresci a ouvir este programa radiofónico...) e a conversa foi uma dança, como gosto de pensar as entrevistas com alguma profundidade.
A triste notícia do seu desaparecimento deixa-nos perplexos e muito mais pobres. Na verdade, até custa a acreditar.
Tanto para dizer. Ainda. 
Teresa Carreiro 

Nada é eterno,mas a sua obra será a sua eternidade 
Belinha Viseu Pinheiro 

Para quem teve o privilégio de com Ele conviver, como amigo, colega, companheiro e camarada, perdi um bom e sincero amigo, um Homem bom, franco, sincero e leal. Partiu, de tal forma inesperada que nem tempo teve para se despedir! Uma marca junto de todos os que admiravam a sua inteligência e competência e, para a eternidade, deixou registada oficialmente, na respectiva Conservatória, em seu nome, a sua "ÍNTIMA FRACÇÃO"! Quem lidou com Ele, profissionalmente, não pode esquecer que, também ele, pagou a factura da sua excepcional inteligência, competência profissional e lealdade, nos tempos difíceis vividos na RDP/Coimbra. 
Licínio Ferreira

Francisco Amaral foi autor de um dos programas de culto da rádio portuguesa. Um companheiro de conversas sobre a rádio. Sobre a paixão da rádio. 
Luís Bonixe 

Só o Francisco Amaral para conseguir reunir tanta gente talentosa da fotografia, da arquitetura, do design, da comunicação ou da música num só sítio. 
João Portugal Vieira

Partiu o Francisco Amaral. Foi uma das pessoas mais importantes no meu começo de carreira na RDP. Adorei sempre a sua arte de fazer rádio, criando novos modelos e procurando outras músicas e culturas. Falámos esta semana por causa da vinda de um astronauta ao Porto. Ele tinha sempre mais uma boa ideia. Obrigado Francisco. A vida é assim... uma Íntima Fração. 
João Fernando Ramos 

Que tristeza! Fiz muitos noticiários de madrugada com ele em Coimbra ao comando da Antena 1. 
Walter Medeiros 

Eu sei que nada nem ninguém é eterno.. Mas eu via assim o prof. Francisco Amaral. Grande profissional e acima de tudo um grande homem e amigo. Até um dia. 
Carolina Névoa 

Um grande realizador com quem tive o prazer de trabalhar na TV saúde, uma pessoa muito simples e um grande amigo. 
Miguel Ângelo Silva 

Só injustiças! 
Manuela Goucha Gomes 

Foi meu professor, tive muita sorte. Que notícia triste. 
Cláudia Martins 

Fui hoje absolutamente surpreendido com a morte de um amigo. 
Conheci o Chico ainda na RDP, quando por lá andava na companhia do meu pai. 
Mais tarde tive o prazer de trabalhar com ele na Rádio Jornal do Centro/TSF Coimbra. 
Com ele aprendi muito. Excelente como ser humano, era um comunicador por excelência e tinha ainda a capacidade de transmitir aos mais novos o seu conhecimento profissional e até os seus grandes valores humanos. 
Pedro Ferreira 

A Íntima Fracção fez 35 anos no dia 8 e o Francisco andava feliz a preparar um livro com som que contasse a história dos anos todos do amor que ele tinha pela Rádio e que nunca o fizeram desistir dessa paixão. Na verdade, ele jamais desistiu até ao fim. 
Muito se reunirá, estou certa, do espólio do Francisco. É importante perceber que quando se gosta não se desiste e ele fez história com som.
Prefiro voltar à última mensagem que recebi dele e que dava conta do seu entusiasmo com os 35 anos do programa em 2019 e do livro que contará parte da vida do programa, do Francisco e de muitos de nós que se irão encontrar no muito que ouviram, sentiram e descobriram. 
Inês Meneses