domingo, 31 de dezembro de 2017

Adeus, cruel 2017






































Pessoas que estiveram ligadas à Rádio e que desapareceram neste ano:  

sábado, 30 de dezembro de 2017

Boa Rádio portuguesa em 2017





















Antena1
Cinco Minutos de Jazz
Em Nome do Ouvinte (programa do provedor da Rádio Pública) 
Visita Guiada 
Costa a Costa
Crónicas da Idade Mídia
O Povo Que Volta a Cantar 
Visão Global 

Antena2
A Ronda da Noite
A Força das Coisas
Argonauta
A Fuga da Arte
A Grande Ilusão
A Vida Breve
Caleidoscópio 
Jazz a 2
Musica Aeterna 
O Espelho de Cristina
O Som que os versos fazem ao abrir
Um Certo Olhar
Última Edição 

Antena3
Prova Oral
Coyote
A Profecia do Duque 
O Disco Disse

TSF
Forum
A Playlist (dependendo das escolhas musicais da personalidade convidada)
Magazine Global
Zona de Conforto

RADAR
Álbum de Família
A Hora do Bolo
Comércio Livre
Planeta Pop

SBSR
Vidro Azul
Em Transe
A Floresta Encantada
A Hora da Loira

Renascença
Com os Beatles 

Certamente que existem mais programas de autor (e outros espaços radiofónicos) que poderiam fazer parte desta selecção, mas não posso pronunciar-me sobre o que não ouvi e não conheço, ou ouvi pouco e conheço mal. 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Rádios locais na Sociedade Civil











De vez em quando, poucas vezes, a Televisão lá se vai lembrando de falar um pouco sobre o mundo da Rádio.
No dia de Natal o programa da RTP2 «Sociedade Civil» dedicou a emissão às rádios locais (numa emissão primeiramente transmitida dia 24 de Novembro).
Estiveram presentes um antigo fundador da Rádio Nova (Porto) e o actual presidente de direcção da Rádio Oeste (Torres Vedras), para além de intervenções (via Skype) de radialistas de outras estações locais.
O assunto foi abordado muito pela rama, com excesso de superficialidade e com os crónicos erros de datas e outras situações relativas aos momentos decisivos entre o encerramento por decreto governamental (noite de 24 de Dezembro de 1988) e a legalização (Março de 1989). Desperdiçaram-se minutos preciosos com coisas inócuas. Para quê aquele inútil pedido de disco do apresentador? Mas ao menos, por uma hora, falou-se de Rádio na TV.

Ver & Ouvir aqui 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Os melhores 30 álbuns do ano

Opinião pessoal de quem ouviu estes álbuns de 2017, mas não todos os que foram editados neste ano. À excepção dos primeiros dez aqui apresentados, a ordem de importância dos restantes é aleatória. 
























Aldous Harding – Party 



















John Maus – Screen Memories 







Ryuichi Sakamoto – async 


























Fleet Foxes – Crack Up 

























Kevin Morby – City Music 

























Nadia Reid – Preservation 

























LCD Soundsystem – American Dream 


























Julie Byrne – Not Even Hapiness 


























Arbouretum – Song of the Rose 




















The Magnetic Fields – 50 Songs Memoir 

Destroyer – KEN 
The National – Sleep Well Beast 
Courtney Barnett & Kurt Vile – Lotta Sea Lice 
Iron & Wine – Beast Epic 
Benjamin Clementine – I Tell a Fly 
London Grammar – Truth Is a Beautiful Thing 
The War on Drugs – A Deeper Understanding 
Father John Misty – Pure Comedy 
Real Estate – In Mind 
Cigaretts After Sex – Cigaretts After Sex 
Laura Marling – Semper Femina 
Mark Eitzel – Hey Mr Ferryman 
Slowdive – Slowdive 
Bjork – Utopia 
The XX – I See You 
The Clientele – Music for the Age of Miracles 
Girl Ray –  Earl Grey
The Weather Station – The Weather Station 
Jacob Banks – The Boy Who Cried Freedom
Sufjan Stevens, Bryce Dessner, Nico Muhly, James McAlister – Planetarium 

Melhor álbum nacional em português:
Benjamim & Barnaby Keen – 1986 























Melhor álbum nacional em inglês:
Mazgani – The Poet’s Death 






















Melhor reedição nacional em português:
Madredeus – Os Dias da Madredeus (1987) 






















Melhor reedição internacional:
The Beatles – Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967) 




quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Bem-vindo ao clube






















FOTO Jorge Carmona 


Ainda ontem encontrei uma pessoa que veio ter comigo e me disse “Cheguei a uma encruzilhada do caminho. Olho para a minha vida e acho que falhei em toda a linha”. E eu respondi-lhe: “Bem-vindo ao clube, meu caro!” O que dá sentido à vida não é o que fizemos. Só um ingénuo fica completamente feliz com aquilo que realizou e não percebe que devia ter feito o triplo, cem vezes mais. Então, o que é que nos redime? O que é que nos salva? Cada vez creio mais que é colocar-nos com humildade e confiança na fronteira de um futuro que seja maior do que nós. É perceber que somos servos daquele que virá, que o momento mais importante não é este presente apenas, este instante encerrado em si, mas sim o tempo atravessado pela tensão de um futuro maior. 
(…) 
Não valemos por nós mesmos. Somos qualificados por aquilo que estamos à espera. Medimos a altura do futuro que nos habita. Somos apenas mediadores. Fazemos pequenas coisas, sinalizamos com os nossos gestos, aquele que virá. Quando nos colocamos assim, a vida torna-se outra coisa. 

In: «Pequeno Caminho das Grandes Perguntas» 
De José Tolentino Mendonça (escritor, poeta, teólogo). 


Quem é que nunca se sentiu assim? Quem é que não se revê nestas palavras?
Em entrevista na Rádio pública, uma deliciosa conversa sobre nós e sobre a Vida, no que andamos todos aqui a fazer e que sentido tem tudo isto. Encontra-se no mais interessante e belo programa diário de Rádio actualmente existente em Portugal. 
É o programa que fala do essencial e não do acessório, que nos recentra na vida, que nos provoca a vontade de ler todas as obras literárias que apresenta e que nunca iremos ler ou, a fazê-lo, será sempre uma ínfima parte. Dá vontade de conhecer a fundo todos os autores. A vida é tão curta… 
É o programa de Rádio que nos comove com as palavras dos escritores e com a grande Música de Bach e outros. Que nos dá, enquanto meros ouvintes, uma qualidade de vida não possível de encontrar em muitos mais espaços radiofónicos neste país. Estamos perante o caso mais sério da junção de palavra escrita e narração, informação cultural e conhecimento, pensamento e saber, sensibilidade e beleza, enquadramento musical, Arte e estética radiofónica. 
Ao longo desta semana o programa «A Ronda da Noite» repõe algumas das emissões mais marcantes do ano que está prestes a terminar. 

Realização de Luís Caetano 
2ª a 5ª feira (23:00) 
3ª a 6ª (04:00) 
Ouvir aqui 

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Smooth Noel






































À semelhança do ano passado, a Smooth FM esteve ao longo de 24 horas por dia a transmitir sem parar canções de Natal, entre as 00:00 horas de Sábado, dia 23, e as 24:00 de segunda-feira, dia 25.
Num canal de Rádio totalmente musical poderia não ser nada de especial, mas acontece que a selecção apresentou imensas canções desconhecidas, incluindo numerosos clássicos e, principalmente, lindíssimas versões que nunca ouvira antes. São canções de Natal que não se escutam nas outras rádios.
A emissão da Smooth não teve ninguém a apresentar, pelo que quem não reconhecesse a voz da cantora, cantor ou cantoras e cantores, não poderia saber quem eram. Excepto se estivesse a acompanhar a emissão via Internet, cujo sítio da Smooth disponibiliza essa informação em tempo real, com demonstração das horas e dias anteriores. Lamentavelmente, a opção de demonstração do registo das horas do dia 23 (Sábado) não está correcta e em nada corresponde ao que foi difundido em antena. Eis mais um dos muitos exemplos em que a Internet não é amiga da Rádio, o que conduz o público ouvinte a muitos e desnecessários equívocos.
A mais valia desta opção musical da Smooth FM está, não só em transmitir maioritariamente temas desconhecidos de Natal, como também em evitar os temas comerciais e extremamente gastos que só se ouvem nesta altura, como por exemplo as (já insuportáveis!) canções "Last Christmas" dos Wham!, "Do They Know It's Christmas" do colectivo Band Aid e "Thanks God It's Christmas" dos Queen, só para nomear três exemplos britânicos do ano de 1984, entre muitas outras xaropadas de época. Sabe muito melhor ouvir as vozes de Bing Crosby, Frank Sinatra, Dean Martin, Ella Fitzgerald, Mahalia Jackson, Gene Autry, Doris Day, Elvis Presley, Beach Boys ou Nat King Cole. A música dos 'Top's' passam, os clássicos ficam. O cancioneiro de Natal é um filão inesgotável. Todos os anos surgem novas composições e novas versões.
A RADAR também esteve bem, ao ir buscar o disco «The Magic of Christmas» de Nat King Cole para o programa «Álbum de Família» na semana de Natal.
A Rádio pública Antena2 juntou-se igualmente à quadra transmitindo Música Clássica de Natal em certos períodos do fim-de-semana e, em pleno dia de Natal, dedicando o programa «Jazz a 2» aos álbuns «Joyful Jazz! Christmas with Verve - The Instrumentals!» e «Joyful Jazz! Christmas with Verve - The Vocalists!», ambos editados no ano passado. Aqui com pessoas a apresentar. E que apresentadores! Apenas e só o "casal" de vozes mais sedutoras da actual Rádio em Portugal: Maria Alexandra Corvela e Luís Caetano.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Hoje na RADAR

























O único álbum com canções de Natal na voz de Nat King Cole, cantor norte-americano que, por esta altura (1960), era considerado um dos melhores do mundo.
Neste álbum encontram-se clássicos da época natalícia, como as inconfundíveis canções "Silent Night", "O Holly Night" e "O Tannenbaum".
Um presente de Natal de uma das estações alternativas de Lisboa para os aficionados da presente quadra festiva.

Álbum de Família
RADAR
Realização de Joana Bernardo
Domingo ao meio-dia
2ª feira às 23:00

sábado, 23 de dezembro de 2017

Os 30 anos deste disco

























Álbum de 1987 da cantora Anna Domino, onde se encontra uma pérola inigualável 
Há poucas semanas foi possível ouvir o tema "Lake" da derradeira emissão do programa «Hotel Babilónia», na Antena1. Nessa emissão de despedida, João Gobern passou esta canção de Anna Domino porque ele é daquele tempo, estando neste tempo. É uma composição do tempo em que João Gobern realizava um bom programa de Rádio intitulado «Faces Ocultas», no Correio da Manhã Rádio.
Afinal, passaram e três décadas, mas a canção continua indiferente à inexorável passagem do tempo.
A voz da cantora norte-americana (nascida em Tóquio) permanece indiferente a três décadas em que já não há programas como «Faces Ocultas» ou «A Ilha dos Encantos», onde esta mesma canção fez delícias no programa assinado por Amílcar Fidélis na então recém-criada RFM, estação inaugurada no primeiro dia do ano em que «This Time» foi editado.
Três décadas depois, Anna Domino está arredada das edições discográficas, Amílcar Fidélis há muito que está fora da Rádio e João Gobern realiza dois programas semanais na Rádio pública: «Bairro Latino» na Antena1 e «Música para Ver» na Antena2.


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Informação | Tempo | Conhecimento















O jornalismo está sempre ao lado do tempo que passa e o escritor está sempre ao lado do tempo que dura, que permanece.
O jornalista está sempre ao lado do urgente e o escritor está com aquilo que é essencial. 
E um dos dramas da nossa existência é que o urgente não se ocupa nunca do essencial. 

Jean D'Ormesson 















Solstício de Inverno 

Este ano o Solstício de Inverno ocorre no dia 21 de Dezembro às 16h 28min. Este instante marca o início do Inverno no Hemisfério Norte, estação mais fria do ano. Neste dia, o sol no plano da eclíptica passará pela declinação mínima (latitude ao equador) de -23° 26′  5″, atingindo o máximo de fluxo de energia solar (J/m2) no hemisfério sul do planeta. 
Esta estação prolonga-se por 88,99 dias até ao próximo Equinócio que ocorre no dia 20 de Março de 2018 às 16h 15min. 

In: Observatório Astronómico de Lisboa 

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A Grande Ilusão




































O Cinema, como a maioria das artes, tem vindo a perder espaço na Rádio em Portugal. Actualmente, para além do programa semanal (e curtos apontamentos diários) «Cinemax» na Antena1 e Antena3, há um apontamento semanal na Antena2, intitulado «A Grande Ilusão».
Inês Lourenço, tendo como interlocutor Luís Caetano, apresenta alguns dos destaques da semana, sejam eles estreias, reposições ou ciclos temáticos. Dos grandes clássicos, passando pelo Cinema comercial e alternativo, incluindo edições publicadas em formatos digitais.
O título advém da obra «La Grande Illusion» (1937) do realizador francês Jean Renoir e tem um magnífico indicativo de abertura e fecho, colando sons de vários filmes.
Um delicioso espaço de Rádio na divulgação da Sétima Arte, simples e não exaustivo, aberto ao grande ecrã. Crítica cinematográfica com saber e objectividade.
O espaço semanal «A Grande Ilusão» está incluído nas noites de quinta-feira no mais belo e interessante programa diário da actual Rádio portuguesa: «A Ronda da Noite», de Luís Caetano. 
Com Inês Lourenço
5ª feira às 12:30, 18:30
5ª feira às 23:30 e 6ª feira às 04:30 [estas duas edições no programa «A Ronda da Noite»].
Ouvir aqui 



quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Última edição em papel

BLITZ 
1984-2017 







































Começou por ser jornal semanal, publicado à terça-feira, no dia 6 de Novembro de 1984. Em Julho de 2006 transformou-se em revista mensal, até hoje. Em 2018 terá algumas edições especiais em papel, na forma de revista, mas a actualidade e entrevistas serão apenas no sítio na Internet. Ou seja, nem edição semanal nem mensal em suporte papel. Está a acontecer em Portugal (não só em Portugal) um tremendo equívoco em empurrar tudo para a Internet, esse poço sem fundo onde tudo se encontra e tudo se perde. Colocar publicações de leitura exclusivamente na Internet é misturar o que deveria ser diferenciado. Reduzir é desvalorizar e desvalorizar é fazer desaparecer.

BLITZ na Rádio Crítica:

REC (25.Janeiro.2006)
Habilite-se (02.Julho.2006)
Retratos da vida de um Lobo da Rádio (27.Novembro.2009)
BLITZ 25 anos (+2) (26.Abril.2011)
Hoje em Portugal (31.Outubro.2014)
BLITZ 30 anos (06.Novembro.2014)
BLITZ 31 anos (06.Novembro.2015)
O homem que caiu do céu (27.Janeiro.2016)

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Última Edição

Jean D'Ormesson 
1925-2017 



















«Última Edição» é um programa diário na Antena2 dedicado às mais recentes edições literárias, incluindo curtas entrevistas com autores e editores. É, há muitos anos, um espaço da autoria de Luís Caetano. 
No passado dia 5 morreu o conhecido jornalista, escritor e filósofo francês Jean D'Ormesson, autor e pensador maior que tem obra publicada em Portugal, como por exemplo «A Criação do Mundo» e «O Mundo é uma coisa estranha, afinal». Uma narrativa existencialista e humanista que nos coloca a todos, sem excepção, no nosso devido lugar no Universo, abordando de frente a eterna questão do Tempo. 
Há dez anos Jean D'Ormesson visitou Lisboa e a «Última Edição» esteve lá, registando a intervenção deste pensador, originando um grande momento de Rádio. 
Muita atenção à expressiva leitura inicial de Luís Caetano de um eloquente excerto, escrito por D'Ormesson, do livro «O Mundo é uma coisa estranha, afinal». 

Última Edição dedicada a Jean d'Ormesson
Antena2
Ouvir aqui 

O programa «Última Edição» dedica-se esta semana ao tema “O que vamos ler em 2018 – receitas para leitores atentos”, a propósito da conferência realizada no passado dia 16 de Novembro, no Museu da Farmácia, em Lisboa. 
O conjunto desta reportagem, onde se ouvem as sugestões das várias editoras, será inteiramente transmitido no próximo Sábado na Antena2, no programa «A Força das Coisas», entre as 16:00 e as 18:00.

De Luís Caetano 
2ª a 6ª feira 
19:50; 23:50; 04:50. 

domingo, 17 de dezembro de 2017

Hoje no ESTORIL



sábado, 16 de dezembro de 2017

Hoje em COIMBRA



segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Hoje na RADAR

























É com o álbum «Simple Pleasure» que se inicia a décima terceira temporada do programa «Álbum de Família» na RADAR. A escolha da banda inglesa é proveniente da votação dos ouvintes via 'online', a escolha do álbum é da casa, seleccionando um dos álbuns ainda não contemplados na história do programa.
O álbum «Simple Pleasure» dos Tinderstics foi editado em 1999 e é o quarto trabalho do grupo de Nottingham, que tem Stuart Staples como vocalista.

Álbum de Família 
RADAR
Realização e apresentação de Joana Bernardo
2ª feira às 23:00.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

O Som que os Versos Fazem ao Abrir

Oh Captain, my Captain! 


Está prestes a completar um ano o espaço semanal «O Som que os Versos Fazem ao Abrir», de Luís Caetano com Ana Luísa Amaral, na Antena2. 
Um dos pouquíssimos espaços de poesia da Rádio portuguesa e o único que inclui análise poética. A cada semana é escolhido um poema, que é declamado – numa excelente voz – pela escritora Ana Luísa Amaral, que depois o explica e analisa juntamente com o seu interlocutor. 
A emissão inaugural, em Janeiro deste ano, foi com um poema de Emily Dickinson , que serve de frase de apresentação. É um grande momento de Rádio: 

Se leio um livro e ele torna o meu corpo tão frio que fogo nenhum o pode aquecer, sei que isso é poesia.                                                                                                                                                                                                                                                                              Emily Dickinson

Quinta-feira é o dia em que o espaço «O Som que os Versos Fazem ao Abrir» (que delicioso título!) é incluído no programa «A Ronda da Noite», de Luís Caetano. Uma pérola no interior do mais belo e interessante programa diário de Rádio actualmente em Portugal. 
Na semana passada foi dito e analisado um poema de Walt Whitman, mundialmente conhecido por causa do filme «Dead Poets Society», realizado por Peter Weir em 1989 (estreado em Portugal no dia 19 de Janeiro de 1990, cuja comovente cena final se encontra no vídeo acima). 
Vi este filme na altura da sua exibição entre nós e esforcei-me por não chorar no fim. Quase três décadas depois, continua a ser um grande momento de Cinema. 
Ouvir aqui 















O Som que os Versos Fazem ao Abrir 
Antena2 
De Luís Caetano com Ana Luísa Amaral 
Quarta-feira 12:30 e 18:30 
Ouvir aqui 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Visita Guiada















Locais históricos e patrimoniais de Portugal. Monumentos, obras de arte arquitectónicas e outras. É a temática de «Visita Guiada», programa apresentado por Paula Moura Pinheiro, um rosto e uma voz conhecida da TV. Semanalmente somos levados a visitar um destes locais para o ficarmos a conhecer melhor ou até contactar pela primeira vez.
Há uma versão televisiva de «Visita Guiada», transmitida na RTP2. É, portanto, um programa de Rádio e TV mas com emissões distintas, ao contrário de programas exclusivamente de TV que a Rádio transmite, diminuindo-se e prestando um mau serviço, na medida em que são meios com linguagens diferentes. 
«Visita Guiada» faz o pleno papel de programa de Rádio e programa de Televisão. No caso aqui apresentado, o que interessa é o programa de Rádio que, em cada emissão, a visita é guiada previamente e contextualizada numa curta conversa introdutória com Noémia Gonçalves. 
Tendo começado em Março de 2014, este programa teve vários horários diferentes (5ª feira 21:10; Sábado 13:10). Actualmente é transmitido nas noites de terça para quarta-feira, depois do noticiário da meia-noite. 
Amor à Arte e à sua preservação num programa semanal de Rádio, guiando-nos muitas vezes a motivos artísticos que na maior parte do tempo nos passam despercebidos. 

Visita Guiada 
Apresentação de Paula Moura Pinheiro
Antena1
4ª feira 00:10
Ouvir aqui 

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Instrumental

Impressionante 






















Impressionante entrevista ao músico britânico James Rhodes, que actuou em Portugal em Novembro, no âmbito do festival Mist Fest.
O mais interessante e belo programa diário da actual Rádio portuguesa oferece-nos todos os dias algo de novo e surpreendente na área da cultura, conhecimento e sabedoria. 
Hoje foi a entrevista ao pianista inglês, autor da recém editada autobiografia intitulada «Instrumental». 

Produção, realização e apresentação de Luís Caetano
2ª a 5ª feira às 23:00 | 3ª a 6ª às 04:00

Entrevista a James Rhodes
1ª parte 
Ouvir aqui 

2ª parte 
Ouvir aqui 





































Abusaram de mim aos seis anos. Internaram-me num hospital psiquiátrico. Fui viciado em drogas e álcool. Tentei suicidar-me cinco vezes. Separaram-me do meu filho.
Mas não vou falar disso. Vou falar de música. Porque Bach salvou-me a vida. E eu amo a vida. 















A segunda parte da entrevista de Luís Caetano a James Rhodes vai ser transmitida esta terça-feira no programa «A Ronda da Noite», mas para quem a quiser ouvir desde já na íntegra, poderá encontrá-la no mais belo programa semanal da Rádio portuguesa, «A Força das Coisas», do mesmo realizador.
Ouvir aqui 


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Alexandra Lucas Coelho


















Como aprendiz de jornalista, calhou-me começar pelo meio mais veloz que existia, a rádio. O meu treino foi a reportagem em directo, a reacção na hora, a antena aberta, rabiscar ao minuto ou falar de improviso. Estive um ano nos primórdios do “Público” como colaboradora diária, mas a década que trabalhei em rádio foi a matriz de um ritmo. De tal modo que, quando voltei ao jornal, dessa feita por 19 anos, tive de me forçar a escrever frases com mais de uma linha, parágrafos com mais de duas frases. Textos tantas vezes arrancados a ferros, emendados até à última, nunca o bastante. Na rádio, o texto transforma-se em voz. Escrever para ser lido pesa muito mais. E para mim nunca voltou a ficar leve, ao contrário, sempre incluindo emendas até à última, nunca as bastantes.

In: Sapo24 
(1 de Dezembro 2017)