quarta-feira, 17 de abril de 2019
Boa Rádio à 4ª feira
07:00/10:00 SBSR – Manhã Autêntica
10:00/12:00 TSF – Forum
11:00/14:00 RUM – Elisabete
Apresentação
14:00/15:00 RADAR – Álbum de Família
15:00/17:00 RADAR – Joana Bernardo
16:00/19:00 Antena1 – Paulo Rocha
17:00/18:00 Antena2 – Ecos da Ribalta
19:00/20:00 Antena3 – Prova Oral
20:00/21:00 Antena2 – Jazz a Dois
19:00/22:00 SBSR – Arena Lunar
22:00/23:00 Antena3 – Portugália
23:00/00:00 Antena2 – A Ronda da Noite
23:00/00:00 RADAR – Íntima Fracção
00:00/01:00 Antena1 – Visita Guiada
00:00/01:00 Antena2 – Raízes
00:00/02:00 SBSR – Vidro Azul
01:00/02:00 Antena1 – Alma Lusa
02:00/05:00 Antena1 – Linha do Horizonte
05:00/07:00 Antena1 –
José Candeias
quinta-feira, 11 de abril de 2019
Palavras de há 30 anos na Íntima Fracção
Na comemoração dos 35 anos da «Íntima Fracção», alguns dos textos pertencentes à emissão do quinto aniversário – há trinta anos – no dia 10 de Abril de 1989. A emissão em que Francisco Amaral conta a história da «Íntima Fracção» desde a sua origem até aquela data de viragem para o programa que, depois de cinco anos na Antena1, iria ter uma feliz existência de quase década e meia na TSF.
Uma voz interior, íntima, que procura ser verdadeira. Talvez a quilha interior que permite o reequilíbrio. O gesto largo de futuro à janela na escuridão da noite. O traço azul no futuro incandescente. A ponte sobre a água tumultuosa. Cinco anos confessadamente tumultuosos. De crenças e descrenças, desilusões, ilusões, lágrimas, amargura, esperança, felicidade, efémero.
(…)
Um trabalho de encenação radiofónica de apelo ao imaginário do receptor utilizando som, música, textos e silêncio.
Levar ao extremo o risco da manipulação destes elementos. Saber que, voluntariamente, me deslocava sobre a linha limite onde começa o abismo.
Uma voz interior, íntima, que procura ser verdadeira. Talvez a quilha interior que permite o reequilíbrio. O gesto largo de futuro à janela na escuridão da noite. O traço azul no futuro incandescente. A ponte sobre a água tumultuosa. Cinco anos confessadamente tumultuosos. De crenças e descrenças, desilusões, ilusões, lágrimas, amargura, esperança, felicidade, efémero.
(…)
Um trabalho de encenação radiofónica de apelo ao imaginário do receptor utilizando som, música, textos e silêncio.
Levar ao extremo o risco da manipulação destes elementos. Saber que, voluntariamente, me deslocava sobre a linha limite onde começa o abismo.
A partir do início de 1985 e até hoje, o interesse pelo
programa tomou inesperadas facetas. As cartas – nunca solicitadas – chegaram.
Falam de paisagens, de amargura, de esperança, de ressonâncias. Muito poucas se
dirigem à pessoa que concebe e concretiza as emissões. Escrevem para quem lhes
está próximo. Não eu, mas a minha voz. Não eu, mas as palavras que digo. Não
eu, mas essa outra porção de sonho que é a realidade à distância de um gesto.
Sê de novo semelhante a essa árvore que amas, com a sua
larga ramagem, silenciosa, atenta, suspensa por sobre o mar. Onde cessa a
solidão, começa a praça pública. E onde esta começa, começa também o vozear dos
grandes comediantes e o zumbido das moscas venenosas. No mundo, as melhores
coisas, só são apreciadas quando surge alguém para as colocar em cena. Só a
esses chama a multidão de grandes homens. A multidão não tem sentido do grande,
do que seja criador, mas é sensível aos actores e aos que põem em cena as
grandes causas. O mundo gira em torno dos inventores de valores novos, em
invisível movimento, mas à volta dos comediantes é a multidão e a glória que
gravitam.
Falar, dizer-vos qualquer coisa, quebrar o fino gelo da
distância… agitar o morno ar da intimidade… Não!
Espreitar apenas por entre os sons, cuidadosamente, o suficiente para vos surpreender, revelando-me.
Parece que tudo se foi preparando meticulosamente, dia após dia, ano após ano, com um rigor e um determinismo só esperado para a imagem definida milímetro a milímetro quadrado. Esta nostalgia do inacessível… do que permanece oculto para além da existência.
Espreitar apenas por entre os sons, cuidadosamente, o suficiente para vos surpreender, revelando-me.
Parece que tudo se foi preparando meticulosamente, dia após dia, ano após ano, com um rigor e um determinismo só esperado para a imagem definida milímetro a milímetro quadrado. Esta nostalgia do inacessível… do que permanece oculto para além da existência.
A solidão opera como a sombra em certas raízes. Nelas afluem
tanto o calor dos ares constelados como o hábito das nascentes e o correr dos
ventos que, doutro modo, destruíam o que só subterrâneo e fundo se pode criar.
(…)
Afirmo o primeiro encontro na sua diferença. Quero o seu regresso, não a sua repetição. Digo ao outro, velho ou novo, recomecemos?
(…)
Seria muito cruel ficar por aqui? Será demasiado lembrar-vos o poder de suspender o som com um simples gesto?
O Silêncio… tão penoso e tão fascinante como a superfície branca para quem desenha.
Há sempre, porém, um novo traço.
(…)
Afirmo o primeiro encontro na sua diferença. Quero o seu regresso, não a sua repetição. Digo ao outro, velho ou novo, recomecemos?
(…)
Seria muito cruel ficar por aqui? Será demasiado lembrar-vos o poder de suspender o som com um simples gesto?
O Silêncio… tão penoso e tão fascinante como a superfície branca para quem desenha.
Há sempre, porém, um novo traço.
Quando a exaltação morreu, fiquei reduzido à mais simples
filosofia: a da resistência... dimensão natural das verdadeiras fadigas. Sofro
sem me acomodar, persisto sem me aguerrir. Sempre perdido, nunca desencorajado.
(…)
Assim é a vida… cair sete vezes, e levantar-se oito.
É quando menos se espera que nos vêm bater à porta, ou fazer a pergunta que nos deixa suspensos. Há uma tendência natural para arrumar no conhecido ou habitual tudo o que novamente vem agitar o tempo. Mas o novo é simultaneamente inevitável. Nunca será encerrável, não pode ser reduzido ou hipnotizado. É o novo que triunfa. Ele é o sentido, a razão, o motivo e a realidade. Há um traço no futuro incandescente.
(…)
O pedaço de azul por entre as nuvens espreita-me sempre. É por lá que respiro.
O gelo sempre me atraiu. A sua aparente transparência, o reflexo da luz, sempre me enganaram. Esquecido fico do frio e da dor que provoca.
(…)
É necessário que o traço azul risque o futuro, enquanto ele se mantém incandescente.
(…)
Assim é a vida… cair sete vezes, e levantar-se oito.
É quando menos se espera que nos vêm bater à porta, ou fazer a pergunta que nos deixa suspensos. Há uma tendência natural para arrumar no conhecido ou habitual tudo o que novamente vem agitar o tempo. Mas o novo é simultaneamente inevitável. Nunca será encerrável, não pode ser reduzido ou hipnotizado. É o novo que triunfa. Ele é o sentido, a razão, o motivo e a realidade. Há um traço no futuro incandescente.
(…)
O pedaço de azul por entre as nuvens espreita-me sempre. É por lá que respiro.
O gelo sempre me atraiu. A sua aparente transparência, o reflexo da luz, sempre me enganaram. Esquecido fico do frio e da dor que provoca.
(…)
É necessário que o traço azul risque o futuro, enquanto ele se mantém incandescente.
quarta-feira, 10 de abril de 2019
Íntima Fracção 35 anos
Sempre pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir
Uma primeira história
Está a partir de hoje disponível pela segunda vez na Internet (a primeira foi há dez anos aqui na «Rádio Crítica» e também no blogue «Irmandade do Éter») a emissão do quinto aniversário da «Íntima Fracção», transmitida em directo na RDP-Antena1 na madrugada de Domingo para Segunda-feira, 09 para 10 de Abril de 1989. Há exactamente trinta anos.
É uma emissão especial, em que o autor de sempre – Francisco Amaral – conta a história da «Íntima Fracção» desde a origem até aquela data.
Sentia-se que era o fim do primeiro dos vários ciclos que a «Íntima Fracção» conheceu ao longo destas três décadas.
Uma primeira história
Está a partir de hoje disponível pela segunda vez na Internet (a primeira foi há dez anos aqui na «Rádio Crítica» e também no blogue «Irmandade do Éter») a emissão do quinto aniversário da «Íntima Fracção», transmitida em directo na RDP-Antena1 na madrugada de Domingo para Segunda-feira, 09 para 10 de Abril de 1989. Há exactamente trinta anos.
É uma emissão especial, em que o autor de sempre – Francisco Amaral – conta a história da «Íntima Fracção» desde a origem até aquela data.
Sentia-se que era o fim do primeiro dos vários ciclos que a «Íntima Fracção» conheceu ao longo destas três décadas.
Palavras para escutar com muita atenção
para quem segue o programa e que, até hoje, desconhecia a história dos
primeiros cinco anos de vida. Boa audição e fruição.
Ouvir aqui
ÍNTIMA FRACÇÃO - emissão do 5º aniversário (10 de Abril 1989)
Alinhamento musical da primeira parte:
Sétima Legião – Mar de Outubro (Indicativo)
Harold Budd – The Room
Tim Buckley – Morning Glory
Brian Eno & Harold Budd – Still Return
Virginia Astley – Out On the Lawn I Lie In Bed
Laurie Anderson – Walking and Falling
This Mortal Coil – Song to the Siren
Tom Verlaine – Oh Foolish Heart
Harold Budd – The Real Dream of Sails
Suzanne Vega – The Queen and the Soldier
autor desconhecido – instrumental solo piano
Alinhamento musical da segunda parte:
Sétima Legião – Mar de Outubro (Indicativo)
This Mortal Coil – Velvet Belly
Cluster & Eno – Schone Hande
This Mortal Coil – Ivy And Neet
John Cale – (I Keep a) Close Watch
Harold Budd – Algebra of Darkness
Suicide – Surrender
autor desconhecido – instrumental
Aldo Ciccolini – Gymnopedie [Erik Satie]
David Sylvian & Robert Fripp – Camp Fire: Coyote Country
David Sylvian & Robert Fripp – A Bird of Prey Vanishes Towering Trees
Joy Division – Transmission
Mario Lanza – With a Song in My Heart (extracto)
The Smiths – I Know It’s Over
Brian Eno & Harold Budd – Among Fields of Crystal
Durutti Column – Tomorrow
Harold Budd – The Room
Nick Cave & The Bad Seeds – The Carnival Is Over
Charles Trenet – Que Reste-t-il De Nos Amours
The Beatles – A Day in the Life (extracto final)
Sétima Legião – Mar de Outubro (Indicativo)
Ouvir aqui
ÍNTIMA FRACÇÃO - emissão do 5º aniversário (10 de Abril 1989)
Alinhamento musical da primeira parte:
Sétima Legião – Mar de Outubro (Indicativo)
Harold Budd – The Room
Tim Buckley – Morning Glory
Brian Eno & Harold Budd – Still Return
Virginia Astley – Out On the Lawn I Lie In Bed
Laurie Anderson – Walking and Falling
This Mortal Coil – Song to the Siren
Tom Verlaine – Oh Foolish Heart
Harold Budd – The Real Dream of Sails
Suzanne Vega – The Queen and the Soldier
autor desconhecido – instrumental solo piano
Alinhamento musical da segunda parte:
Sétima Legião – Mar de Outubro (Indicativo)
This Mortal Coil – Velvet Belly
Cluster & Eno – Schone Hande
This Mortal Coil – Ivy And Neet
John Cale – (I Keep a) Close Watch
Harold Budd – Algebra of Darkness
Suicide – Surrender
autor desconhecido – instrumental
Aldo Ciccolini – Gymnopedie [Erik Satie]
David Sylvian & Robert Fripp – Camp Fire: Coyote Country
David Sylvian & Robert Fripp – A Bird of Prey Vanishes Towering Trees
Joy Division – Transmission
Mario Lanza – With a Song in My Heart (extracto)
The Smiths – I Know It’s Over
Brian Eno & Harold Budd – Among Fields of Crystal
Durutti Column – Tomorrow
Harold Budd – The Room
Nick Cave & The Bad Seeds – The Carnival Is Over
Charles Trenet – Que Reste-t-il De Nos Amours
The Beatles – A Day in the Life (extracto final)
Sétima Legião – Mar de Outubro (Indicativo)
terça-feira, 9 de abril de 2019
Íntima Fracção 35 anos
A primeira emissão foi a 8 de Abril de 1984, na Antena1
Emissão dos 35 anos na RADAR
Ouvir aqui
Pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir
O percurso da «Íntima Fracção» teve várias curvas, como se
constata pelo caminho que foi tendo na Rádio e em plataformas digitais. Mas não
deixa de ser notável a vida de um programa de Rádio que atravessa décadas e
várias gerações de ouvintes.
Cronologia do percurso da «Íntima Fracção»:
1984 – 1989: RDP-Antena1
1989 – 2003: TSF-Rádio Notícias
2004 – 2007: RUC / RUM / ESEC
Rádio on-line / Podcast GavezDois
2007: RCP / Podcast / EMArtv – Andaluzia
(Espanha)
2008 – 2009: EXPRESSO On-line / Podcast
2010 – 2017: Podcast
2018: RADAR
segunda-feira, 8 de abril de 2019
Hoje em BRAGA
A Universidade do Minho recebe a partir das 10:15, no auditório B1 do Campus de Gualtar, na Universidade do Minho em Braga, o debate «A Hora da Europa», promovido pela TSF. A iniciativa, de entrada livre, insere-se num conjunto de quatro sessões que a Rádio Notícias está a desenvolver em quatro universidades portuguesas.
Ouvir aqui
domingo, 7 de abril de 2019
Hoje em LISBOA
Aula Magna para um grande programa: Concerto para Piano e Orquestra N.º 4 de Rachmaninov – interpretado por António Rosado – e Sinfonia N.º 10 de Schostakovich. À frente da Orquestra Metropolitana de Lisboa estará o maestro Pedro Neves.
sábado, 6 de abril de 2019
Até 2021
João Paulo Guerra, actual Provedor do Ouvinte do Serviço Público de Radiodifusão, vai exercer segundo mandato, até ao ano 2021.
Gente Feliz com Rádio
Para além do anúncio de novo mandato feito pelo próprio jornalista na passada sexta-feira, no programa «Em Nome do Ouvinte», também foi apresentado o relatório do Provedor da Rádio Pública referente ao ano 2018.
Ouvir aqui
sexta-feira, 5 de abril de 2019
Hoje em LISBOA
Este fim de semana é marcado pelo regresso dos Artistas Associados da Temporada de Música da Metropolitana 2018/19: Corey Cerovsek, Adrian Brendel e Filipe Pinto-Ribeiro, membros do DSCH-Schostakovich Ensemble, juntam-se aos Solistas da Metropolitana em duas aguardadas Schubertíadas. Neste formato lendário e intimista, levarão ao Teatro Thalia, nos dias 5 e 6 de abril, quatro das mais belas obras de Schubert.
quinta-feira, 4 de abril de 2019
Hoje em VISEU
Música da Primavera em tempo de Inverno
Transmissões em directo da cidade de Viriato na Antena2, na 12ª edição do Festival Música da Primavera em Viseu.
O canal público erudito de radiodifusão volta a ser a Rádio oficial do festival e transmite em directo do Teatro Viriato os quatro concertos de dia 10 e 11 deste mês.
Mais informação e Ouvir aqui
terça-feira, 2 de abril de 2019
Dias da Rádio
Lisboa 2020
O Congresso Internacional de Rádio vai realizar-se em Lisboa, entre os dias 29 e 31 de Março. Foi hoje anunciado na Suíça, em Lausanne, cidade onde o evento se realizou este ano.
segunda-feira, 1 de abril de 2019
Hoje na RADAR
Homenagem da RADAR a Scott Walker, falecido no dia 22 de
Março, aos 76 anos de idade. Passagem na íntegra do terceiro álbum do músico,
cantor e compositor norte-americano, naturalizado inglês em 1970. O antigo
vocalista principal do trio The Walker Brothers, a solo em 1969, no programa
«Álbum de Família», com a habitual apresentação, contextualização e realização
de Joana Bernardo. Um grande disco num magnífico programa de Rádio.
RADAR
2ª feira às 23:00
Ouvir aqui
















