terça-feira, 28 de abril de 2026
Ouvir Rádio em 2025 e 2026
Fotografia de Thomas Hoepker, Nova Iorque 1983
(...) Francis . Ingrid . Joseph . Kirstin . Leonardo . Marta . Nils (...)
Há um ano aconteceu o enorme apagão eléctrico de que tanto ainda se fala e continuará a falar. Como acontece sempre que falta a electricidade, "só se lembram de Santa Bárbara quando troveja", como diz o Povo. Então lá veio o velho rádio analógico a pilhas com toda a sua importância e carácter de insubstituibilidade. Lojas esgotaram as vendas de transístores, pilhas, baterias, carregadores e geradores. Ouvintes refugiaram-se no interior dos automóveis para acompanhar os desenvolvimentos pela Rádio. O país parado de manhã à noite, as rádios detentoras de autonomia energética a improvisarem e alterarem drasticamente as suas emissões.
Durante mais de 12 horas, em plena luz diurna até ao anoitecer, no dia 28 de Abril de 2025 a Rádio foi a única fonte de informação contínua sobre o inusitado acontecimento e o que se estava a passar em consequência do maior apagão ibérico em décadas. Em plena era digital, a Rádio analógica foi a luz na escuridão.
Fotografia de Augusto Cabrita, Alentejo 1969
Kristin, não vais levar a mal, mas a Rádio é fundamental
Há três meses, uma das várias tempestades que vieram em comboio deixou milhares de pessoas sem comunicações, entre outros danos mais graves, durante horas, dias, semanas e meses. Na verdade, faz hoje exactamente três meses que muitos cidadãos – ainda na casa dos milhares – continuam sem comunicações, acrescentando sérias dificuldades às zonas ainda muito danificadas e com telecomunicações degradadas.
Na madrugada de 27 para 28 de Janeiro a própria Rádio foi duramente castigada pela passagem da tempestade Kristin. Caíram emissores, estações locais ficaram sem transmissão e as poucas estações nacionais que emitem noticiários durante a madrugada estiveram aquém das necessidades das populações, afastadas de informação crucial para se defenderem da intempérie. Não é por acaso que um transístor a pilhas esteja recomendado como essencial no Kit individual de emergência e sobrevivência em caso de catástrofe.
Houve um tempo em que existiram rádios locais e regionais que desempenhavam esse papel fundamental e insubstituível de proximidade com a população. Acabou quase tudo isso (trata-se de um outro assunto, com muitos anos, que agora não cabe aqui) e esse processo de demolição continua em marcha. O desinvestimento na radiodifusão é enorme, não é de agora, mas os efeitos estão à vista. O exemplo à escala nacional provém da própria tutela da Rádio Pública, com reiteradas ameaças ao Serviço Público de Radiodifusão, como indica um recente comunicado do Sindicato dos Jornalistas.
Naquela severa madrugada de Janeiro deste ano houve noticiários a nível nacional de hora a hora na Antena1 e na Rádio Renascença, a nível local de meia em meia-hora na Rádio Observador. Apenas foram transmitidas algumas informações em directo através da Correio da Manhã Rádio, mas em rigor não era Rádio, era o som em simultâneo da CMTV, em linguagem televisiva inadequada para o meio radiofónico. Podia ser pior, só que até às primeiras horas da manhã seguinte o apagão informativo proveio do interior da própria Rádio. Ausência de reportagem em directo nos locais quando tudo estava a acontecer. Quem estivesse a ouvir Rádio a nível nacional pensaria que nada de relevante estava a suceder no país, que se tratava de uma noite como qualquer outra, igual a tantas outras: programação em constante repetição de conteúdos – grande parte deles completamente descontextualizados – e música de continuidade em formato playlist previamente gravada, debitada por computador em piloto automático.
Houve um tempo em que existiram rádios locais e regionais que desempenhavam esse papel fundamental e insubstituível de proximidade com a população. Acabou quase tudo isso (trata-se de um outro assunto, com muitos anos, que agora não cabe aqui) e esse processo de demolição continua em marcha. O desinvestimento na radiodifusão é enorme, não é de agora, mas os efeitos estão à vista. O exemplo à escala nacional provém da própria tutela da Rádio Pública, com reiteradas ameaças ao Serviço Público de Radiodifusão, como indica um recente comunicado do Sindicato dos Jornalistas.
Naquela severa madrugada de Janeiro deste ano houve noticiários a nível nacional de hora a hora na Antena1 e na Rádio Renascença, a nível local de meia em meia-hora na Rádio Observador. Apenas foram transmitidas algumas informações em directo através da Correio da Manhã Rádio, mas em rigor não era Rádio, era o som em simultâneo da CMTV, em linguagem televisiva inadequada para o meio radiofónico. Podia ser pior, só que até às primeiras horas da manhã seguinte o apagão informativo proveio do interior da própria Rádio. Ausência de reportagem em directo nos locais quando tudo estava a acontecer. Quem estivesse a ouvir Rádio a nível nacional pensaria que nada de relevante estava a suceder no país, que se tratava de uma noite como qualquer outra, igual a tantas outras: programação em constante repetição de conteúdos – grande parte deles completamente descontextualizados – e música de continuidade em formato playlist previamente gravada, debitada por computador em piloto automático.
Em ambos os momentos, apesar das debilidades, a Rádio foi fundamental. Em 2025 e 2026 renovou-se o valor intrínseco de um simples aparelho de Rádio, a diferença que faz ter ou não ter, a urgência da necessidade, as iniciativas levadas a cabo para que se tenha um aparelho de recepção à mão.
Esta dependência eléctrica e electrónica advém da vertigem digital em que as sociedades de consumo mergulharam, em nome de uma suposta modernidade tecnológica. A adição patológica do smartphone e vício toxicodependente da Internet.
A década de 90, onde ocorreu a transição do tempo analógico para a actual era digital, demonstrou claramente – para quem quis ver – que o formato misto é o mais eficaz para a operacionalidade radiofónica. Absolutamente inevitável para que a Rádio nunca falhe quando não pode mesmo falhar.
A década de 90, onde ocorreu a transição do tempo analógico para a actual era digital, demonstrou claramente – para quem quis ver – que o formato misto é o mais eficaz para a operacionalidade radiofónica. Absolutamente inevitável para que a Rádio nunca falhe quando não pode mesmo falhar.
Os tempos modernos não começam de uma vez por todas. O meu avô já vivia numa época nova. O meu neto talvez ainda viva na antiga. A carne nova come-se com velhos garfos. Época nova não a fizeram os automóveis, nem os tanques, nem os aviões sobre os telhados, nem os bombardeiros. As novas antenas continuaram a difundir as velhas asneiras. A sabedoria continuou a passar de boca em boca.
Bertold Brecht
Bertold Brecht
domingo, 26 de abril de 2026
O 25 de Abril na Rádio em 1977 e 1978
Duas emissões especiais na Rádio pública nos dias 25 de Abril dos anos de 1977 e 1978.
O primeiro programa é realizado e apresentado por Luís Filipe Costa (1936-2020) sobre a canção antes e depois do 25 de Abril de 1974.
O segundo programa, do mesmo autor, é sobre a temática em torno do 25 de Abril quatro anos depois da histórica data.
sábado, 25 de abril de 2026
Dia histórico para a Rádio portuguesa
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Hoje em debate
André Carvalho Ramos, jornalista da TVI, Branco di Fátima, professor e investigador da Universidade da Beira Interior. João Pinhal jornalista do Público e autor de um estudo sobre a cobertura mediática da extrema-direita. Moderação de Ana Isabel Costa, jornalista e vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas.
domingo, 19 de abril de 2026
Abril em Oliveira do Hospital
Os históricos trovadores Francisco Fanhais e Manuel Freire e no dia 25 de Abril João Afonso, sobrinho de Zeca Afonso, que no passado dia 27 de Março actuou ao vivo na TSF no programa «Concerto de Bolso», onde apresentou na Rádio temas do novo disco «Todo Tempo», editado no próprio dia em que o programa foi transmitido.
Realização e apresentação de Miguel Fernandes
6ª feira depois do noticiário das 14:00
Com João Afonso | 27 de Março de 2026
Ouvir aqui
sábado, 18 de abril de 2026
Dia Mundial do Radioamadorismo
O programa da RTP2 «Sociedade Civil» dedicou a emissão de ontem ao tema do radioamadorismo em Portugal, na qual participa - entre outros - o antigo radialista João Porto, autor do programa «Serra De Estrelas» no FM da Rádio Renascença e RFM nos anos entre a segunda metade dos anos 80 e a primeira dos anos 90.
Ver aqui
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Hoje em debate
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Dia Mundial da Voz
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Boa Rádio à 6ª feira
10:00/12:00 TSF – Forum
10:00/13:00 Antena2 – Pedro Rafael Costa
11:00/14:00 RUM – Elisabete Apresentação
11:00/14:00 RUM – Elisabete Apresentação
13:00/14:00 TSF – Primeiro Tempo
13:00/14:00 Antena1 – Portugal Em Directo
13:00/14:00 Antena1 – Portugal Em Directo
13:00/16:00 Antena2 – Mafalda Serrano
16:00/19:00 Antena1 – Carina Jorge
17:00/19:00 Antena2 – Programa da Tarde
19:00/20:00 RUC – Santos da Casa
19:00/20:00 Antena3 – Prova Oral
20:00/21:00 Antena3 – Portugália
20:00/21:00 Antena2 – Jazz a 2
17:00/19:00 Antena2 – Programa da Tarde
19:00/20:00 RUC – Santos da Casa
19:00/20:00 Antena3 – Prova Oral
20:00/21:00 Antena3 – Portugália
20:00/21:00 Antena2 – Jazz a 2
21:00/22:00 Antena2 – Banda Sonora
21:00/22:00 Antena3 – Indiegente
22:00/23:00 Antena1 – Frequências Paralelas
22:00/00:00 Antena3 – Bons Rapazes
22:00/00:00 Antena3 – Bons Rapazes
23:00/00:00 Antena1 – Old Friends
23:00/00:00 Antena2 – A Ronda da Noite
00:00/01:00 Antena2 – Gravidade Zero
23:00/00:00 Antena2 – A Ronda da Noite
00:00/01:00 Antena2 – Gravidade Zero
00:00/02:00 Antena3 – Electromagnético
01:00/02:00 Antena2 – Bolha Gular
02:00/03:00 Antena1 – Portugueses No Mundo
03:00/04:00 Antena1 – O Amor É
03:00/04:00 Antena2 – A Fuga da Arte
04:00/06:00 Antena2 – Divina Harmonia
06:00/07:00 Antena2 – Música A2
quinta-feira, 9 de abril de 2026
Esta sexta-feira em debate
Filipe Alves, director do Diário de Notícias. António Marujo, director do jornal online Sete Margens. Neuza Lopes, jurista da Unidade de Transparência dos Media da Entidade Reguladora da Comunicação Social. Moderação de Nuno Viegas, jornalista do podcast Fumaça.
Entrada livre com sessão pública de perguntas e respostas
terça-feira, 7 de abril de 2026
Prémio Mário Mesquita 2026
Desde 2022 o Prémio Mário Mesquita é atribuído todos os anos a um/a jornalista com carreira já feita e reconhecida.
Um percurso radiofónico iniciado há quatro décadas:
Rádio Comercial
Rádio Renascença FM / RFM
TSF-Rádio Jornal
Central FM
Antena1
2022 - Cândida Pinto
2023 - Pedro Coelho
2024 - Sérgio Furtado
2025 - José Pedro Castanheira
2026 - Maria Flor Pedroso
segunda-feira, 6 de abril de 2026
Rádio Manifesto de Bordo
Uma Rádio por um dia, uma vida na Rádio
José Carlos Barreto, radialista, jornalista, homem da Rádio, na celebração dos 40 anos que leva de ofício.
Uma emissão especial - legal - via Frequência Modulada (107.1 FM Estéreo, em Santarém) e na Internet para todo o mundo, em directo esta 4ª feira dia 7 de Abril de 2026, entre as sete da manhã e a meia-noite.
Uma emissão especial - legal - via Frequência Modulada (107.1 FM Estéreo, em Santarém) e na Internet para todo o mundo, em directo esta 4ª feira dia 7 de Abril de 2026, entre as sete da manhã e a meia-noite.
Uma iniciativa singular, pessoal, de autor. De quem ama a Rádio.
Notícia na TSF aqui
José Carlos Barreto foi editor de noticiários em todos os turnos e horários da TSF, repórter, contador de histórias, narrador de acontecimentos em Portugal e no estrangeiro.
Criador de programas culturais na TSF, como o extinto ("descontinuado", em linguagem de CEO) «Teatro de Bolso», «Palco TSF», «Cineteatro» e o ainda existente «Concerto de Bolso». Mantém-se diariamente na Rádio Notícias, de segunda a sexta-feira, com «Fila J».
Rádio Manifesto de Bordo
Ouvir aqui
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Hoje em debate
David Dinis, jornalista e diretor-adjunto do Expresso. Ana Pinto Martinho, professora convidada do ISCTE-IUL e gestora de projetos do Cenjor.



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