A Antena2 mudou de direcção no Verão passado e, como sempre acontece quando há alteração de titulares no cargo, mais cedo ou mais tarde - inevitavelmente e naturalmente - acontecem mudanças na programação. A nova grelha de programação da Antena2 entrou em vigor em Janeiro deste ano. Felizmente que no caso não ocorreram alterações radicais, mantendo-se em continuidade programas identitários da programação não só diária, como semanal.
O exemplo aqui exibido é o das tardes de Sábado, talvez o dia mais feliz a nível de interesse por horas em contínuo no canal erudito da Rádio pública, sem desprimor de muitos outros espaços de programação desta estação de Rádio, que é uma espécie de salvação nacional para ouvintes mais exigentes, atentos, cultos, informados, dedicados e avessos à mediocridade.
A maravilhosa tarde de Sábado da Antena2 é antecedida por uma manhã de não somenos relevância, com início logo às sete horas com «A Voz das Cores», de Andrea Lupi no lugar do anterior - por muitos anos - espaço no mesmo horário até às dez horas «Sol Maior», que tinha apresentação de Pedro Rafael Costa. Mantém-se o fundamental e premiado «Café Plaza» de Germano Campos, o regressado programa de entrevistas «Quinta Essência» de João Almeida, após alguns meses de interrupção e «A Propósito da Música» de Alexandre Delgado.
07:00/10:00 - A Voz das Cores
10:00/11:00 - Quinta Essência
11:00/12:00 - A Propósito da Música
Há no entanto actualmente dois novos interessantes programas na tarde: «Recortes: Cartas de compositores» e «O Ofício da Eloquência», nos horários até há pouco tempo preenchidos com os saudosos «Musica Aeterna» de João Chambers, que teve em vários horários uma longa história na programação da Antena2, «O Tempo e a Música» de Rui Vieira Nery e «Páginas de Português», sendo este último um curto programa de meia-hora que se mantém nesta antena, noutro dia e horário. O final de tarde continua a entrar pela noite com a Ópera em «Mezza Voce».
Apresentação ao vivo do mais recente registo musical do radialista Tiago Castro, autor do programa «A Floresta Encantada» na Antena3. O novo e terceiro álbum do projecto ACID ACID foi publicado em formato vinil e digital na editora Ovo Estrelado no dia 26 de Junho.
Um trabalho conceptual sobre Rádio, numa viagem musical sobre a descoberta, fascínio e amor por este meio de comunicação.
10:00/13:00 Antena2 – Programa da Manhã 11:00/14:00 RUM – Elisabete Apresentação
13:00/14:00 RADAR – Maus Exemplos
13:00/14:00 TSF – Primeiro Tempo 13:00/14:00 Antena1 – Portugal Em Directo
13:00/16:00 Antena2 – Mafalda Serrano
16:00/19:00 Antena1 – Noémia Gonçalves 17:00/19:00 Antena2 – Programa da Tarde 19:00/20:00 RUC – Santos da Casa 19:00/20:00 Antena3 – Prova Oral 20:00/21:00 Antena3 – Portugália 20:00/21:00 Antena2 – Jazz a 2
A emissão inaugural do novo programa da Antena2, «A Volta Ao Mundo» (começou em Janeiro), foi integralmente dedicada a esta obra, com explicação detalhada e passagem integral desta gravação histórica. Um longo caminho que remonta à década de 50 do Século XX. O programa foi novamente transmitido na primeira hora de emissão da Antena2 nesta 3ª feira, dia 30 de Junho de 2026.
A Volta Ao Mundo Antena2 Realização e apresentação de André Pinto Emissão inaugural 06 de Janeiro de 2026 Ouvir aqui
Editado no dia 1 de Abril de 1986
Um inesperado e grande passo ao sexto ano de vida da 4AD. Em 1986, a editora independente sediada em Alma Road, Londres, aposta no tipo de catálogo ao qual viria a chamar-se pouco tempo depois de World Music. O novo conceito, abraçado de forma pioneira pela editora de Ivo Watts-Russell, abriu fronteiras e alargou em muito os horizontes de um catálogo até aí já muito inovador, sem dúvida, mas que não tinha ainda saído da orla alternativa. O carácter único destes sons trazidos ao ocidente pela primeira vez em 1975 aquando da descoberta/achamento por parte do suíço Marcel Cellier. Dez anos mais tarde, o musicólogo viu os seus esforços compensados através de Peter Murphy, cujos argumentos e fascínio por estas vozes vindas da Bulgária convenceram com facilidade os critérios artísticos de um líder editorial muito aberto ao novo. Honra seja feita a Ivo Watts-Russell pela valia em reconhecer uma coisa boa à primeira vista. No caso, à primeira escuta destas vozes femininas invulgares e exóticas aos ouvidos ocidentais, ávidos de frescura auditiva vinda de outras fronteiras. O primeiro volume de «Le Mystère des Voix Bulgares» foi um êxito tremendo, aumentado ainda pela edição de um segundo volume dois anos mais tarde, em 1988. Seguiu-se a mundialização e o reconhecimento planetário. As até então camponesas cantoras, largaram os campos de cultivo na Bulgária e correram mundo, soltando notas e toadas com uma perfeição magistral, até aos dias de hoje.
Para além de etnomusicólogo, músico (organista) e produtor discográfico, Marcel Cellier também foi um homem da Rádio. Durante 25 anos (1960-1985) foi realizador do programa «Do Mar Negro para o Báltico» na estação Westschweizer Radio. Também a Cellier se deve a descoberta do músico romeno Gheorghe Zamfir. Melhor que ninguém, é o próprio Marcel Cellier que explica o Mistério das Vozes Búlgaras em anotações presentes no disco «Le Mystère des Voix Bulgares» (volume I) editado pela 4AD em 1986:
No canto, a voz humana é muito mais eloquente do que na fala. O povo búlgaro está consciente desta verdade e respeita a arte de cantar acima de todas as outras formas de expressão artística. A sua sabedoria neste campo é resultado de mil anos que envolveram uma história de lágrimas e sofrimento, com as suas raízes em Bizâncio. As ramificações destas raízes prolongaram-se mais tarde na antiga e obscura civilização dos Trácios, cujo excepcional génio musical ficou célebre. Estas raízes perderam-se, por fim, na nascente do rio Trigradska, no qual Orfeu desceu ao mundo das sombras em busca de Euridice. Na sua história milenar, os sons búlgaros trazem consigo "cicatrizes" duma evolução extremamente penosa, marcada pelos infernais cinco séculos de domínio Otomano. E foi desta forma que a arte vocal, a única forma de expressão livre do povo búlgaro, adquiriu a sua forma e capacidade evocativa.
(...)
Assim, eis aqui esta magnífica síntese, destinada apenas aos ouvidos mais interessados. Através da mistura de elementos históricos fabulosos, desde a liturgia bizantina, a canção popular e os lamentos, até aos contos épicos e heróicos, conseguiu-se criar autênticas jóias. Além da melodia, do ritmo e da harmonia extraordinárias (presentes neste disco), há ainda o factor timbre. Esta ressonância vocal é característica das vozes "abertas non vibrato" das jovens raparigas provençais. Pois é nas aldeias e não na academia musical que o júri de Sófia escolhe as vozes que constituem os corpos "acapella" aqui representados. O trabalho de preparação deste disco foi uma tarefa difícil e minuciosa, pois estas jovens senhoras ignoram os rudimentos musicais, praticando uma aproximação intuitiva. É com grande facilidade que estas raparigas ultrapassam os limites dos ensinamentos ministrados pelas nossas academias musicais. O que elas sabem é tudo resultado do seu "background": "melisma", "fiorittura" e "trill", assim como uma predilecção pelo segundo como um intervalo diafónico. Sempre que estas mulheres orientam a sua intuição natural para a canção, usando o "second-full", metade, um quarto, e até mesmo um oitavo de tom às vezes "tremolo" fazem-no com uma exactidão desconcertante. Uma das vozes aguenta a nota principal - tal como aquele som alto e contínuo duma gaita de foles - enquanto que as outras vozes "ondulam" a sua própria melodia, flutuando por cima do som-base da primeira voz, tentando-se aproximar dela o mais possível. O efeito da sua junção resulta numa cortante atonalidade que nada tem a ver com o nosso tradicional sistema harmónico ocidental.
(...)
Um trabalho de rara complexidade. Um monge do venerável mosteiro de Rila, dedicou 12 anos da sua vida a desenhar cenas bíblicas numa cruz com a ponta dum alfinete à luz de vela, até que perdeu a vista. Quando terminou aquela obra-prima ele disse que a perfeição só podia ser obtida à custa de muito sofrimento. A evolução deste tesouro, que são os cânticos búlgaros, até atingir a sua perfeição foi submetida ao mesmo processo.
Beleza da perfeição! Perfeição da beleza!
É entre estas duas exclamações que reside o mistério das vozes búlgaras.
Marcel Cellier Traduzido do francês por Catherine Gaitte
10:00/13:00 Antena2 – André Pinto 11:00/14:00 RUM – Elisabete Apresentação
13:00/14:00 Antena1 – Portugal Em Directo
13:00/16:00 Antena2 – Mafalda Serrano
16:00/19:00 Antena1 – Carina Jorge 17:00/19:00 Antena2 – Programa da Tarde 19:00/20:00 RUC – Santos da Casa 19:00/20:00 Antena3 – Prova Oral 20:00/21:00 Antena3 – Defeitos Especiais 20:00/21:00 Antena2 – Jazz a 2
20:00/21:00 Antena1 – Mesa Para Dois
21:00/22:00 Antena3 – Pontos de Luz
22:00/23:00 Antena3 – Portugália
23:00/00:00 Antena3 – Indiegente
23:00/00:00 Antena2 – A Ronda da Noite 00:00/01:00 Antena2 – A Volta Ao Mundo
Tem início hoje no Porto o maior festival literário de sempre em Portugal, com uma programação multidiversificada e com fortes ambições na edição de estreia e nas possibilidades futuras. Vai até dia 29 deste mês. É um evento internacional, com presença de alguns laureados com o Prémio Nobel da Literatura.
O programador Rui Couceiro esteve na Rádio e explicou os propósitos deste grande encontro à volta dos livros, no mais interessante e belo programa diário da actual radiodifusão pública.
Publicado no dia 16 de Junho de 1986 Terá sido este o melhor álbum dos Smiths? Há quem o afirme de forma definitiva. Pelo menos, «The Queen Is Dead» tem surgido sempre como a maior obra final do grupo de Morrissey e Johnny Marr. É sempre muito difícil definir o melhor trabalho original dos Smiths. No entanto, apesar da Lei da Relatividade, «The Queen is Dead» ficou para a História. Continua na História e a passar na Rádio.
Alinhamento:
Lado A
01. The Queen Is Dead
02. Frankly, Mr. Shankly
03. I Know It's Over
04. Never Had No One Ever
05. Cemetry Gates
Lado B
06. Bigmouth Strikes Again
07. The Boy with the Thorn in His Side
08. Vicar in a Tutu
09. There Is a Light That Never Goes Out
10. Some Girls Are Bigger Than Others
A Antena1 celebra esta semana as quatro décadas o álbum «The Queen Is Dead», com apontamentos diários - com cinco canções -, a cargo de João Gobern, de 2ª a 6ª feira. Mais informação aqui
O que sempre quis saber sobre música clássica e teve medo de perguntar
Interessantíssima conversa na Feira do Livro de Lisboa
Música e Rádio no mais belo programa diário da actual Rádio pública, numa saudável e descontraída conversa entre Luís Caetano, autor do programa «A Ronda Da Noite» e Sérgio Azevedo, autor deste livro e autor do programa «Ao Sabor Da Corrente» no canal erudito da Rádio pública portuguesa. Sérgio Azevedo é também músico pianista, compositor e musicólogo.
Fala-se de Música Clássica e outras, fala-se de Rádio e de programas de Música, nomeadamente do programa «A Playlist De» na TSF, onde semanalmente uma personalidade de variadas áreas é convidada a escolher música da sua preferência, sem quaisquer tipo de interferência ou constrangimento - como deve ser sempre! -, num espaço de total liberdade e permanente descoberta. A Rádio na Rádio com dois radialistas da Antena2.
A Ronda Da Noite Antena2 Emissão de 11 de Junho de 2026 Uma incursão erudita e bem humorada na história da música de 5 séculos Ouvir aqui
Começa hoje e terminará no dia 19 de Julho O maior Mundial de Futebol de sempre - 48 selecções! - tem tudo para ser o mais incrível e o mais desastroso da História. Pior que o anterior no Catar é capaz de ser difícil, mas de todo não impossível.
Uma organização inédita tripartida entre os países da América do Norte. São demasiados jogos para acompanhar e já se fala em novo alargamento para mais de sessenta selecções. Um delírio comercial da FIFA. Notoriamente, a maior multinacional do planeta já perdeu no jogo da noção dos limites. Para a Rádio continuará a ser bom, pelo menos enquanto a selecção portuguesa estiver em prova, com acompanhamento diário das conferências de imprensa e demais acontecimentos e polémicas, táticas e estratégias, para além da óbvia transmissão dos jogos. O antes, o durante e sobretudo o depois dos desafios da selecção nacional.
Corre através dos meios de Comunicação Social portugueses - e não só - elevadíssimas expectativas, alta pressão e até a exigência que Portugal regresse como campeão do Mundo. Outro dos delírios deste Mundial.
Enquanto o Mundial das américas começa, há um Podcast da Antena1 sobre o Mundial de Futebol de há 40 anos, o tal em que Portugal entrou a ganhar e saiu a chorar. As histórias de Saltillo no Mundial do México de 1986, o tal que Maradona ganhou praticamente sozinho. Um fenómeno de talento futebolístico como nunca se tinha visto antes e como nunca mais se viu. É por ele, sobretudo por ele, que se deve recordar o mágico Mundial de 86.
Existe no Arquivo Ephemera um núcleo de Rádio onde se encontram, entre outos, espólios pessoais de radialistas e o acervo radiofónico de Emídio Rangel, fundador e primeiro director da TSF. Notícia na TSF aqui
De 27 de Maio a 14 de Junho, a maior feira do livro de sempre em Lisboa
A cada ano que passa o certame aumenta. Já inclui concertos de Música. Em tempos era de facto um encontro sereno entre os leitores e os autores. Mantém-se a numerosa lista de sessão de autógrafos, os encontros, os lançamentos e respectivas apresentações. Continuam as promoções e os descontos nos preços, principalmente na "Hora H", nos dias úteis entre as nove e dez da noite e continua a não ser possível encontrar «As Folhas Da Cinemateca de Alfred Hitchcock». Mas perdeu-se o recato e o sossego de antigamente, quando era possível ler com concentração no próprio recinto.
Num país em que os índices de leitura continuam a envergonhar-nos e numa parte do mundo - esta em que geograficamente nos situamos - em que a prática da leitura se encontra lamentavelmente em declínio, surpreende a enorme quantidade de editoras, chancelas e alfarrabistas e a crescente romagem de gente ao Parque Eduardo VII, incluindo crianças ainda muito pequenas, bebés e cães. A quantidade de pessoas que percorrem as subidas e descidas da feira deve corresponder, em certa medida, ao número de pessoas que compra livros e não os lê, as que vão para verem e serem vistas e as que vão passear sem comprar nem ler nada.
Todavia, no meio da miríade de eventos e iniciativas, os mais interessantes e belos programas da actual Rádio pública continuam a proporcionar-nos saudáveis encontros com obras e autores na Feira do Livro de Lisboa em algumas edições de programas da autoria de Luís Caetano.
No próximo dia 11 haverá uma emissão especial com convidados na Antena1 a partir da Feira do Livro de Lisboa, no programa «Uma Noite Em Forma de Assim» de Jorge Afonso, entre as 21:00 e as 23:00.
Passagem na Rádio pelo ano de 1985, com algumas canções desse ano: Os californianos Dead Kennedys, os também norte-americanos Replacements, o indiano El Shankar, da Austrália e Reino Unido os Dead Can Dance - "Mesmerism", os ingleses The Cure - "Close To Me", Dire Straits - "Walk Of Life", The Smiths - "Well I Wonder", os britânicos Waterboys - "The Whole Of The Moon"(canção do álbum «This Is The Sea», cuja capa a imagem acima evoca), os alemães Einstürzende Neubauten, o brasileiro Milton Nascimento e o português Fausto.
Perdida Na Música RADAR Programa de Maria Espírito Santo 4ª feira 13:00/14:00 | Domingo 12:00/13:00 Ouvir aqui
Uma máquina do tempo foi encontrada nos estúdios da Radar. Ao entrarmos, viajamos sem nunca saber para que ano nos transportará. Uma expedição sonora para lá de todas as fronteiras temporais.
Prémio Gazeta de Mérito; Prémio Gazeta de Imprensa; Prémio Gazeta de Televisão; Prémio Gazeta de Rádio; Prémio Gazeta de Fotografia; Prémio Gazeta Multimédia; Prémio Gazeta Revelação e Prémio Gazeta de Imprensa Regional.
Uma conversa na Rádio sobre a praga digital dos nossos dias Mais uma chamada de atenção muito importante para os malefícios que as redes sociais provocam. A ditadura do algoritmo, a manipulação que exercem sobre os usuários, a distorção que fazem da realidade, a deturpação da verdade, o isolacionismo social, a toxicidade da Internet, o uso indevido e abusivo. As portas que abrem para todo o tipo de extremismos políticos, económicos, sociais e culturais. A ignorância que fomentam, o apelo que fazem ao ódio, à intolerância e ao desrespeito pelo que é diferente e diferenciado. O imenso tempo que ocupam. O afastamento entre as pessoas, o desligamento da vida saudável física e mental. O desvio que fazem do essencial na Vida como, por exemplo, a prática de exercício físico ao ar livre, visitar exposições, usufruir das artes, ler obras de Literatura, escrever cartas e postais, ir ao Cinema, ouvir Música e escutar Rádio.
Um trabalho conceptual sobre Rádio, numa viagem musical sobre a descoberta, fascínio e amor por este meio de comunicação.
Projecto musical do radialista Tiago Castro, autor do programa «A Floresta Encantada» na Antena3. O novo e terceiro álbum do projecto ACID ACID terá publicação em formato vinil e digital na editora Ovo Estrelado no dia 26 de Junho.
Ouvir a primeira amostra "Eather / Waves In The Sky" aqui
Está a ser um dos melhores trabalhos de sempre da TSF Reportagem semanal sobre direitos que foram constituídos na Lei fundamental do país em 1976, a propósito dos cinquenta anos da Constituição da República Portuguesa. Esta série de reportagens sobre alguns dos principais direitos constitucionais começou no dia 28 de Abril e já teve como tema a educação, a saúde e a justiça. Inclui várias entrevistas e sons com História de protagonistas políticos e outros, do período antes e depois do 25 de Abril de 1974.
Hoje é sobre o direito à habitação.
Direitos (Re)constituídos TSF-Rádio Notícias 3ª feira entre as 13:00 e as 14:00 | repetição 20:00/21:00 e 01:00/02:00 | Sábado 10:00/11:00 Reportagem de Rita Carvalho Pereira Ouvir aqui
A propósito dos 60 anos do álbum «Pet Sounds» dos Beach Boys, o programa «Café Plaza» dedicou uma emissão alusiva com temas da obra magna da banda norte-americana, em paralelo com outras músicas do ano de 1966. O álbum «Pet Sounds» foi editado no dia 16 de Maio de 1966 e continua a ser considerado um dos mais importantes da história da música popular anglo saxónica.
Neste programa também desfilaram canções dos The Mamas And The Papas, The Byrds, Simon & Garfunkel, The Four Tops, Percy Sledge e Nancy Sinatra, entre outros artistas com gravações de há sessenta anos. Na emissão de Sábado ainda houve espaço para sons com história, na reportagem de Artur Agostinho aquando o regresso da selecção portuguesa de Futebol no aeroporto de Lisboa, vinda do campeonato do Mundo de 1966 e ainda uma homenagem a Eusébio, que brilhou em grande nível com as cores de Portugal nesse mundial em Inglaterra.
Na emissão de Domingo continuaram a desfilar músicas do ano de 1966 com temas de muito sucesso que se tornaram clássicos nas vozes de, entre outros, Frank Sinatra, Petula Clark, John Sebastien nos The Lovin' Spoonful, Ringo Starr nos Beatles, Scott Walker nos Walker Brothers, para além dos Manfred Mann, Cilla Black, Elvis Presley, Paul McCartney nos Beatles e novamente Brian Wilson com os Beach Boys.
O segundo programa dedicado a 1966 termina em português, francês e italiano com o Conjunto Académico João Paulo, banda originária da Madeira.
Volta-se a falar de Rádio neste livro, editado em Abril deste ano, à semelhança do anterior volume LX 80 dos mesmos autores Joana Stichini Vilela (textos) e Pedro Fernandes (grafismo), também autores dos volumes LX 60 e LX 70.
São duas páginas onde se refere a TSF e a Rádio Energia, mas o destaque das páginas 92 e 93 vai para a XFM. A estação destinada "para uma imensa minoria", com duas frequências em Lisboa e Porto, iniciou emissões em Outubro de 1993 e encerrou em Julho de 1997. Mais uma longa e amargurada história que não cabe agora aqui, mas que marcou o panorama radiofónico português na década a que o livro LX 90 se dedica.
Inclui uma lista de canções intitulada «K7 Pirata» para o jornal BLITZ, elaborada por António Sérgio, então uma das grandes figuras da XFM, onde realizava o programa «Grande Delta» nas manhãs de 2ª a 6ª feira entre as 10:00 e as 13:00.
Curiosamente, a jornalista Joana Stichini Vilela falou mais do que escreveu sobre a Rádio dos anos 90 no programa «Prova Oral» na Antena3, transmitido no passado dia 29 de Abril.