quinta-feira, 2 de julho de 2026

Esta noite na Rádio

 









Último campeonato do Mundo de Futebol com Ronaldo 
Em Toronto 
Portugal - Croácia 
00:00

Relato do jogo nas rádios

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Os 40 anos deste disco
























O interesse global pela World Music começou aqui 
A emissão inaugural do novo programa da Antena2, «A Volta Ao Mundo» (começou em Janeiro), foi integralmente dedicada a esta obra, com explicação detalhada e passagem integral desta gravação histórica. Um longo caminho que remonta à década de 50 do Século XX. 
O programa foi novamente transmitido na primeira hora de emissão da Antena2 nesta 3ª feira, dia 30 de Junho de 2026. 















A Volta Ao Mundo 
Antena2 
Realização e apresentação de André Pinto 
Emissão inaugural 06 de Janeiro de 2026 
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Editado no dia 1 de Abril de 1986 
Um inesperado e grande passo ao sexto ano de vida da 4AD. Em 1986, a editora independente sediada em Alma Road, Londres, aposta no tipo de catálogo ao qual viria a chamar-se pouco tempo depois de World Music. O novo conceito, abraçado de forma pioneira pela editora de Ivo Watts-Russell, abriu fronteiras e alargou em muito os horizontes de um catálogo até aí já muito inovador, sem dúvida, mas que não tinha ainda saído da orla alternativa.
O carácter único destes sons trazidos ao ocidente pela primeira vez em 1975 aquando da descoberta/achamento por parte do suíço Marcel Cellier.
Dez anos mais tarde, o musicólogo viu os seus esforços compensados através de Peter Murphy, cujos argumentos e fascínio por estas vozes vindas da Bulgária convenceram com facilidade os critérios artísticos de um líder editorial muito aberto ao novo. Honra seja feita a Ivo Watts-Russell pela valia em reconhecer uma coisa boa à primeira vista. No caso, à primeira escuta destas vozes femininas invulgares e exóticas aos ouvidos ocidentais, ávidos de frescura auditiva vinda de outras fronteiras. 
O primeiro volume de «Le Mystère des Voix Bulgares» foi um êxito tremendo, aumentado ainda pela edição de um segundo volume dois anos mais tarde, em 1988.
Seguiu-se a mundialização e o reconhecimento planetário. As até então camponesas cantoras, largaram os campos de cultivo na Bulgária e correram mundo, soltando notas e toadas com uma perfeição magistral, até aos dias de hoje. 
















Para além de etnomusicólogo, músico (organista) e produtor discográfico, Marcel Cellier também foi um homem da Rádio. Durante 25 anos (1960-1985) foi realizador do programa «Do Mar Negro para o Báltico» na estação Westschweizer Radio. Também a Cellier se deve a descoberta do músico romeno Gheorghe Zamfir.
Melhor que ninguém, é o próprio Marcel Cellier que explica o Mistério das Vozes Búlgaras em anotações presentes no disco «Le Mystère des Voix Bulgares» (volume I) editado pela 4AD em 1986:

No canto, a voz humana é muito mais eloquente do que na fala. O povo búlgaro está consciente desta verdade e respeita a arte de cantar acima de todas as outras formas de expressão artística.
A sua sabedoria neste campo é resultado de mil anos que envolveram uma história de lágrimas e sofrimento, com as suas raízes em Bizâncio. As ramificações destas raízes prolongaram-se mais tarde na antiga e obscura civilização dos Trácios, cujo excepcional génio musical ficou célebre. Estas raízes perderam-se, por fim, na nascente do rio Trigradska, no qual Orfeu desceu ao mundo das sombras em busca de Euridice.
Na sua história milenar, os sons búlgaros trazem consigo "cicatrizes" duma evolução extremamente penosa, marcada pelos infernais cinco séculos de domínio Otomano. E foi desta forma que a arte vocal, a única forma de expressão livre do povo búlgaro, adquiriu a sua forma e capacidade evocativa.

(...)

Assim, eis aqui esta magnífica síntese, destinada apenas aos ouvidos mais interessados.
Através da mistura de elementos históricos fabulosos, desde a liturgia bizantina, a canção popular e os lamentos, até aos contos épicos e heróicos, conseguiu-se criar autênticas jóias. Além da melodia, do ritmo e da harmonia extraordinárias (presentes neste disco), há ainda o factor timbre. Esta ressonância vocal é característica das vozes "abertas non vibrato" das jovens raparigas provençais. Pois é nas aldeias e não na academia musical que o júri de Sófia escolhe as vozes que constituem os corpos "acapella" aqui representados. O trabalho de preparação deste disco foi uma tarefa difícil e minuciosa, pois estas jovens senhoras ignoram os rudimentos musicais, praticando uma aproximação intuitiva.
É com grande facilidade que estas raparigas ultrapassam os limites dos ensinamentos ministrados pelas nossas academias musicais. O que elas sabem é tudo resultado do seu "background": "melisma", "fiorittura" e "trill", assim como uma predilecção pelo segundo como um intervalo diafónico.
Sempre que estas mulheres orientam a sua intuição natural para a canção, usando o "second-full", metade, um quarto, e até mesmo um oitavo de tom às vezes "tremolo" fazem-no com uma exactidão desconcertante.
Uma das vozes aguenta a nota principal - tal como aquele som alto e contínuo duma gaita de foles - enquanto que as outras vozes "ondulam" a sua própria melodia, flutuando por cima do som-base da primeira voz, tentando-se aproximar dela o mais possível. O efeito da sua junção resulta numa cortante atonalidade que nada tem a ver com o nosso tradicional sistema harmónico ocidental.

(...)

Um trabalho de rara complexidade.
Um monge do venerável mosteiro de Rila, dedicou 12 anos da sua vida a desenhar cenas bíblicas numa cruz com a ponta dum alfinete à luz de vela, até que perdeu a vista.
Quando terminou aquela obra-prima ele disse que a perfeição só podia ser obtida à custa de muito sofrimento.
A evolução deste tesouro, que são os cânticos búlgaros, até atingir a sua perfeição foi submetida ao mesmo processo.

Beleza da perfeição!
Perfeição da beleza!

É entre estas duas exclamações que reside o mistério das vozes búlgaras.

Marcel Cellier 

Traduzido do francês por Catherine Gaitte 




















O Mistério Das Vozes Búlgaras Le Mystère des Voix Bulgares Volume II na Rádio Crítica (18.Março.2018)

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Boa Rádio de 2ª a 5ª feira








10:00/12:00 TSF – Forum 
10:00/13:00 Antena2 – Pedro Rafael Costa 
11:00/14:00 RUM – Elisabete Apresentação 
13:00/14:00 Antena1 – Portugal Em Directo 
13:00/16:00 Antena2 – Mafalda Serrano  
16:00/19:00 Antena1 – Carina Jorge 
17:00/19:00 Antena2 – Programa da Tarde 
19:00/20:00 RUC – Santos da Casa 
19:00/20:00 Antena3 – Prova Oral 
20:00/21:00 Antena3 – Defeitos Especiais 
20:00/21:00 Antena2 – Jazz a 2 
21:00/22:00 Antena3 – Pontos de Luz 
22:00/23:00 Antena3 – Portugália 
23:00/00:00 Antena3 – Indiegente 
23:00/00:00 Antena2 – A Ronda da Noite 
00:00/01:00 Antena2 – A Volta Ao Mundo 
01:00/02:00 Antena2 – Música Contemporânea  
02:00/03:00 Antena1 – Jazz a 2  
04:00/05:00 Antena2 – A Ronda da Noite 
05:00/07:00 Antena1 – José Candeias  
06:00/07:00 Antena3 – Prova Oral 

sábado, 27 de junho de 2026

Esta madrugada na Rádio

 













Último campeonato do Mundo de Futebol com CR7
Portugal - Colômbia 
De Sábado para Domingo à meia-noite e meia-hora a partir de Miami. 

Relato do jogo nas rádios

Antena1 
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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Jazz na Rádio e no Parque














Jazz no parque da cidade do Barreiro | 6ª edição 
Mais informação aqui 

JAZZ na Rádio Crítica
O JAZZ na Rádio (04.Março.2012)
O Jazz quando nasce não é para todos (I) (15.Março.2012)
O Jazz quando nasce não é para todos (II) (16.Março.2012) 


José Duarte (1938-2023) foi o maior divulgador de Jazz na Rádio portuguesa

José Duarte na Rádio Crítica:
Sinatra Dança (21 de Março 2005)
Cinco Minutos Jazz (21 de Fevereiro 2006)
Acabou-se a dança (07 de Janeiro 2013)
Cinco Minutos de Jazz 51 anos (21 de Fevereiro 2017)
Cinco Minutos de Jazz 52 anos (21 de Fevereiro 2018) 
Documentário Jazzé Duarte (21.Outubro.2018)
O Jazz, esse grande desconhecido (24.Junho.2019) 
Homenagem a José Duarte (12.Novembro.2023) 

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Porto de Babell

 
















Mais informação aqui 

Tem início hoje no Porto o maior festival literário de sempre em Portugal, com uma programação multidiversificada e com fortes ambições na edição de estreia e nas possibilidades futuras. Vai até dia 29 deste mês. É um evento internacional, com presença de alguns laureados com o Prémio Nobel da Literatura. 
O programador Rui Couceiro esteve na Rádio e explicou os propósitos deste grande encontro à volta dos livros, no mais interessante e belo programa diário da actual radiodifusão pública. 

A Ronda Da Noite 
23 de Junho de 2026 
Antena2 
Programa de Luís Caetano 
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terça-feira, 23 de junho de 2026

Hoje na Rádio

 












Último campeonato do Mundo com Cristiano Ronaldo 
Em Houston
Portugal - Uzbequistão
18:00 

Relato do jogo nas rádios

Antena1 
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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Rádio no Alentejo

 









Rádio Nova Antena (Montemor-o-Novo) 
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Rádio Elvas (Elvas) 
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Rádio Castrense (Beja) 
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RCM (Rádio de Campo Maior) 
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Rádio Voz de Reguengos (Reguengos de Monsaraz) 99.0 FM 
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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Hoje na Rádio

 








Último campeonato do Mundo de Futebol com Cristiano Ronaldo 
Em Houston
Portugal - República do Congo 
18:00 

Relato do jogo nas rádios

Antena1 
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Renascença 
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TSF 
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Observador 
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segunda-feira, 15 de junho de 2026

40 anos de vida deste disco














Publicado no dia 16 de Junho de 1986 
Terá sido este o melhor álbum dos Smiths? Há quem o afirme de forma definitiva. Pelo menos, «The Queen Is Dead» tem surgido sempre como a maior obra final do grupo de Morrissey e Johnny Marr.
É sempre muito difícil definir o melhor trabalho original dos Smiths. No entanto, apesar da Lei da Relatividade, «The Queen is Dead» ficou para a História. Continua na História e a passar na Rádio. 

Alinhamento
Lado A 
01. The Queen Is Dead
02. Frankly, Mr. Shankly
03. I Know It's Over 
04. Never Had No One Ever 
05. Cemetry Gates 

Lado B 
06. Bigmouth Strikes Again
07. The Boy with the Thorn in His Side 
08. Vicar in a Tutu 
09. There Is a Light That Never Goes Out 
10. Some Girls Are Bigger Than Others 

A Antena1 celebra esta semana as quatro décadas o álbum «The Queen Is Dead», com apontamentos diários - com cinco canções -, a cargo de João Gobern, de 2ª a 6ª feira. 
Mais informação aqui

The Queen Is Dead - Especial 40 anos 
Antena1 
Programa de João Gobern 
Sábado, 20 de Junho de 2026 
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sexta-feira, 12 de junho de 2026

O que sempre quis saber sobre música clássica e teve medo de perguntar



























Interessantíssima conversa na Feira do Livro de Lisboa 
Música e Rádio no mais belo programa diário da actual Rádio pública, numa saudável e descontraída conversa entre Luís Caetano, autor do programa «A Ronda Da Noite» e Sérgio Azevedo, autor deste livro e autor do programa «Ao Sabor Da Corrente» no canal erudito da Rádio pública portuguesa. Sérgio Azevedo é também músico pianista, compositor e musicólogo. 
Fala-se de Música Clássica e outras, fala-se de Rádio e de programas de Música, nomeadamente do programa «A Playlist De» na TSF, onde semanalmente uma personalidade de variadas áreas é convidada a escolher música da sua preferência, sem quaisquer tipo de interferência ou constrangimento - como deve ser sempre! -, num espaço de total liberdade e permanente descoberta. A Rádio na Rádio com dois radialistas da Antena2. 

A Ronda Da Noite 
Antena2
Emissão de 11 de Junho de 2026 
Uma incursão erudita e bem humorada na história da música de 5 séculos
Ouvir aqui

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Cinco semanas

 










Começa hoje e terminará no dia 19 de Julho 
O maior Mundial de Futebol de sempre - 48 selecções! - tem tudo para ser o mais incrível e o mais desastroso da História. Pior que o anterior no Catar é capaz de ser difícil, mas de todo não impossível. 
Uma organização inédita tripartida entre os países da América do Norte. São demasiados jogos para acompanhar e já se fala em novo alargamento para mais de sessenta selecções. Um delírio comercial da FIFA. Notoriamente, a maior multinacional do planeta já perdeu no jogo da noção dos limites. 
Para a Rádio continuará a ser bom, pelo menos enquanto a selecção portuguesa estiver em prova, com acompanhamento diário das conferências de imprensa e demais acontecimentos e polémicas, táticas e estratégias, para além da óbvia transmissão dos jogos. O antes, o durante e sobretudo o depois dos desafios da selecção nacional. 
Corre através dos meios de Comunicação Social portugueses - e não só - elevadíssimas expectativas, alta pressão e até a exigência que Portugal regresse como campeão do Mundo. Outro dos delírios deste Mundial. 

Mundial de Futebol na Rádio portuguesa
Antena1 
Rádio Renascença 
TSF-Rádio Notícias  
Rádio Observador 

Enquanto o Mundial das américas começa, há um Podcast da Antena1 sobre o Mundial de Futebol de há 40 anos, o tal em que Portugal entrou a ganhar e saiu a chorar. As histórias de Saltillo no Mundial do México de 1986, o tal que Maradona ganhou praticamente sozinho. Um fenómeno de talento futebolístico como nunca se tinha visto antes e como nunca mais se viu. É por ele, sobretudo por ele, que se deve recordar o mágico Mundial de 86. 









Saltillo: Cromos de 86
Mais informação aqui

terça-feira, 9 de junho de 2026

Dia Internacional dos Arquivos na Rádio





















Mais informação aqui

Existe no Arquivo Ephemera um núcleo de Rádio onde se encontram, entre outos, espólios pessoais de radialistas e o acervo radiofónico de Emídio Rangel, fundador e primeiro director da TSF. 
Notícia na TSF aqui

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Edição 96


 











De 27 de Maio a 14 de Junho, a maior feira do livro de sempre em Lisboa 
A cada ano que passa o certame aumenta. Já inclui concertos de Música. Em tempos era de facto um encontro sereno entre os leitores e os autores. Mantém-se a numerosa lista de sessão de autógrafos, os encontros, os lançamentos e respectivas apresentações. Continuam as promoções e os descontos nos preços, principalmente na "Hora H", nos dias úteis entre as nove e dez da noite e continua a não ser possível encontrar «As Folhas Da Cinemateca de Alfred Hitchcock». Mas perdeu-se o recato e o sossego de antigamente, quando era possível ler com concentração no próprio recinto. 
Num país em que os índices de leitura continuam a envergonhar-nos e numa parte do mundo - esta em que geograficamente nos situamos - em que a prática da leitura se encontra lamentavelmente em declínio, surpreende a enorme quantidade de editoras, chancelas e alfarrabistas e a crescente romagem de gente ao Parque Eduardo VII, incluindo crianças ainda muito pequenas, bebés e cães. A quantidade de pessoas que percorrem as subidas e descidas da feira deve corresponder, em certa medida, ao número de pessoas que compra livros e não os lê, as que vão para verem e serem vistas e as que vão passear sem comprar nem ler nada. 
Todavia, no meio da miríade de eventos e iniciativas, os mais interessantes e belos programas da actual Rádio pública continuam a proporcionar-nos saudáveis encontros com obras e autores na Feira do Livro de Lisboa em algumas edições de programas da autoria de Luís Caetano. 

A Ronda da Noite 
Antena2
Ouvir aqui 

Última Edição 
Antena2
Ouvir aqui


No próximo dia 11 haverá uma emissão especial com convidados na Antena1 a partir da Feira do Livro de Lisboa, no programa «Uma Noite Em Forma de Assim» de Jorge Afonso, entre as 21:00 e as 23:00. 

Antena1
Ouvir aqui











quarta-feira, 3 de junho de 2026

Há 21 anos hoje na RADAR

 













Passagem na Rádio pelo ano de 1985, com algumas canções desse ano: 
Os californianos Dead Kennedys, os também norte-americanos Replacements, o indiano El Shankar, da Austrália e Reino Unido os Dead Can Dance - "Mesmerism", os ingleses The Cure - "Close To Me", Dire Straits - "Walk Of Life", The Smiths - "Well I Wonder", os britânicos Waterboys - "The Whole Of The Moon"(canção do álbum «This Is The Sea», cuja capa a imagem acima evoca), os alemães Einstürzende Neubauten, o brasileiro Milton Nascimento e o português Fausto. 

Perdida Na Música 
RADAR 
Programa de Maria Espírito Santo 
4ª feira 13:00/14:00 | Domingo 12:00/13:00 
Ouvir aqui 











Uma máquina do tempo foi encontrada nos estúdios da Radar.
Ao entrarmos, viajamos sem nunca saber para que ano nos transportará.
Uma expedição sonora para lá de todas as fronteiras temporais.

sábado, 30 de maio de 2026

Inscrições até 20 de Junho

 













Os Gazeta são atribuídos em oito categorias: 

Prémio Gazeta de Mérito; Prémio Gazeta de Imprensa; Prémio Gazeta de Televisão; Prémio Gazeta de Rádio; Prémio Gazeta de Fotografia; Prémio Gazeta Multimédia; Prémio Gazeta Revelação e Prémio Gazeta de Imprensa Regional.

Mais informações aqui 


quarta-feira, 27 de maio de 2026

O que as redes sociais nos fazem VIII
























Uma conversa na Rádio sobre a praga digital dos nossos dias
Mais uma chamada de atenção muito importante para os malefícios que as redes sociais provocam. A ditadura do algoritmo, a manipulação que exercem sobre os usuários, a distorção que fazem da realidade, a deturpação da verdade, o isolacionismo social, a toxicidade da Internet, o uso indevido e abusivo. As portas que abrem para todo o tipo de extremismos políticos, económicos, sociais e culturais. A ignorância que fomentam, o apelo que fazem ao ódio, à intolerância e ao desrespeito pelo que é diferente e diferenciado. O imenso tempo que ocupam. O afastamento entre as pessoas, o desligamento da vida saudável física e mental. O desvio que fazem do essencial na Vida como, por exemplo, a prática de exercício físico ao ar livre, visitar exposições, usufruir das artes, ler obras de Literatura, escrever cartas e postais, ir ao Cinema, ouvir Música e escutar Rádio. 

Prova Oral 
Antena3 
Programa de Fernando Alvim 
2ª a 6ª feira 
19:00/20:00 | repetição 06:00/07:00 
Emissão do dia 26 de Maio de 2026 
Ouvir aqui

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Hoje em Vila Real

 











Entrada livre e aberta ao público, no Polo 1, da Escola de Ciências Humanas e Sociais (ECHS), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). 

Mais informação aqui 


quarta-feira, 20 de maio de 2026

A Rádio sob as estrelas

 













Um trabalho conceptual sobre Rádio, numa viagem musical sobre a descoberta, fascínio e amor por este meio de comunicação. 

Projecto musical do radialista Tiago Castro, autor do programa «A Floresta Encantada» na Antena3. 
O novo e terceiro álbum do projecto ACID ACID terá publicação em formato vinil e digital na editora Ovo Estrelado no dia 26 de Junho. 
Ouvir a primeira amostra "Eather / Waves In The Sky" aqui 




terça-feira, 19 de maio de 2026

Direitos (Re)constituídos na Rádio

 . Educação . Saúde . Justiça . Habitação . 














Está a ser um dos melhores trabalhos de sempre da TSF 
Reportagem semanal sobre direitos que foram constituídos na Lei fundamental do país em 1976, a propósito dos cinquenta anos da Constituição da República Portuguesa. 
Esta série de reportagens sobre alguns dos principais direitos constitucionais começou no dia 28 de Abril e já teve como tema a educação, a saúde e a justiça. Inclui várias entrevistas e sons com História de protagonistas políticos e outros, do período antes e depois do 25 de Abril de 1974. 
Hoje é sobre o direito à habitação. 

Direitos (Re)constituídos 
TSF-Rádio Notícias 
3ª feira entre as 13:00 e as 14:00 | repetição 20:00/21:00 e 01:00/02:00 | Sábado 10:00/11:00
Reportagem de Rita Carvalho Pereira 
Ouvir aqui

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Sons de estimação com 60 anos

 









A propósito dos 60 anos do álbum «Pet Sounds» dos Beach Boys, o programa «Café Plaza» dedicou uma emissão alusiva com temas da obra magna da banda norte-americana, em paralelo com outras músicas do ano de 1966. 
O álbum «Pet Sounds» foi editado no dia 16 de Maio de 1966 e continua a ser considerado um dos mais importantes da história da música popular anglo saxónica. 

Café Plaza 
Antena2 
Programa de Germano Campos 
Sábado 
16 de Maio de 2026 
Ouvir aqui 

Neste programa também desfilaram canções dos The Mamas And The Papas, The Byrds, Simon & Garfunkel, The Four Tops, Percy Sledge e Nancy Sinatra, entre outros artistas com gravações de há sessenta anos. Na emissão de Sábado ainda houve espaço para sons com história, na reportagem de Artur Agostinho aquando o regresso da selecção portuguesa de Futebol no aeroporto de Lisboa, vinda do campeonato do Mundo de 1966 e ainda uma homenagem a Eusébio, que brilhou em grande nível com as cores de Portugal nesse mundial em Inglaterra. 
Na emissão de Domingo continuaram a desfilar músicas do ano de 1966 com temas de muito sucesso que se tornaram clássicos nas vozes de, entre outros, Frank Sinatra, Petula Clark, John Sebastien nos The Lovin' Spoonful, Ringo Starr nos Beatles, Scott Walker nos Walker Brothers, para além dos Manfred Mann, Cilla Black, Elvis Presley, Paul McCartney nos Beatles e novamente Brian Wilson com os Beach Boys. 
O segundo programa dedicado a 1966 termina em português, francês e italiano com o Conjunto Académico João Paulo, banda originária da Madeira.  

Café Plaza 
Antena2 
Domingo 
17 de Maio de 2026
Ouvir aqui 














Mais sobre este disco dos Beach Boys na «Rádio Crítica»

Há 45 anos (16.Maio.2011) 
O álbum que os Beatles compravam enquanto toda a gente comprava discos dos Beatles (23.Maio.2011)
Sons de «Pet Sounds» (24.Maio.2011) 
Pet Sounds 50 anos (17.Maio.2016)

quarta-feira, 13 de maio de 2026

LX 90

 




















Volta-se a falar de Rádio neste livro, editado em Abril deste ano, à semelhança do anterior volume LX 80 dos mesmos autores Joana Stichini Vilela (textos) e Pedro Fernandes (grafismo), também autores dos volumes LX 60 e LX 70. 
São duas páginas onde se refere a TSF e a Rádio Energia, mas o destaque das páginas 92 e 93 vai para a XFM. A estação destinada "para uma imensa minoria", com duas frequências em Lisboa e Porto, iniciou emissões em Outubro de 1993 e encerrou em Julho de 1997. Mais uma longa e amargurada história que não cabe agora aqui, mas que marcou o panorama radiofónico português na década a que o livro LX 90 se dedica. 
Inclui uma lista de canções intitulada «K7 Pirata» para o jornal BLITZ, elaborada por António Sérgio, então uma das grandes figuras da XFM, onde realizava o programa «Grande Delta» nas manhãs de 2ª a 6ª feira entre as 10:00 e as 13:00. 
Curiosamente, a jornalista Joana Stichini Vilela falou mais do que escreveu sobre a Rádio dos anos 90 no programa «Prova Oral» na Antena3, transmitido no passado dia 29 de Abril. 

Prova Oral 
Programa de Fernando Alvim
Antena3 
29.Abril.2026 
Ouvir aqui 

terça-feira, 12 de maio de 2026

Em França

 




















Acompanhamento na Rádio portuguesa

Crónicas diárias na Antena1 com Tiago Alves 
Ouvir aqui

Crónicas diárias na TSF com Rui Pedro Tendinha 
Ouvir aqui

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Notas de Autor

 










Um radialista na Rádio 
Ao longo de toda esta semana na TSF as sugestões de Luís Caetano, radialista da Antena2, prémio Igrejas Caeiro 2026, autor dos mais belos e interessantes programas da actual rádio pública: «A Ronda Da Noite», «A Força Das Coisas», «A Vida Breve» e «Última Edição». 

Notas de Autor 
TSF-Rádio Notícias 
2ª a 6ª feira 
06:40; 16:40; 21:15 
Ouvir aqui

quarta-feira, 6 de maio de 2026

On/Off






































Conjunto de entrevistas da jornalista e escritora Maria João Martins a várias personalidades de diversas áreas, ao longo de décadas na imprensa escrita, em jornais como o Diário de Lisboa, Diário de Notícias e Jornal de Letras, entre outras publicações. 
A autora também foi da Rádio, na Antena2, onde durante dois anos, no início deste século, realizou um programa sobre História. 
O livro «Isto agora é em off» é apresentado hoje em Lisboa. 

Mais informação aqui

domingo, 3 de maio de 2026

Cândido Mota

1943-2016 

















Fotografia de Pedro Paiva


Figura histórica da Rádio em Portugal 

Cândido Mota na «Rádio Crítica ao longo dos últimos 20 anos»: 

O que é feito deles? (30 de Março de 2006) 













Em Órbita 1965-2010 (01 de Abril de 2010) 












Em Órbita 50 anos (08 de Abril de 2015) 













Prémio Igrejas Caeiro (25 de Maio de 2021) 

Notícia na TSF com depoimentos de Júlio Isidro e Ana Bola. 
Ouvir aqui 
Em antena também houve depoimentos de João David Nunes, Herman José e António Sala. 

Cândido Mota no programa «Uma Questão de ADN» na TSF em Novembro de 2018. 
Ouvir aqui


O mítico “Passageiro da Noite” de que fui ouvinte instável. Sentia algum desconforto quando ouvia aquilo, era demasiado novo, não tinha idade nem maturidade suficiente para compreender certas conversas. Mas ao mesmo tempo o programa tinha grandes momentos de conversa íntima, de grande proximidade entre as partes envolvidas, embora as coisas às vezes resvalassem para o plano escatológico. O “Passageiro da Noite” foi, por vezes, um esplendor de humanidade. Emissor e receptor num só. O programa durou quase dois anos. Era notoriamente um registo de enorme desgaste para o interlocutor da cabina. Até que numa célebre noite (que ouvi com grande espanto!) Cândido Mota foi inusitadamente às cordas e disse: “Hoje o passageiro sou eu! Chegou a minha hora!”… e foi por ali fora criticando a administração da Rádio Comercial onde o programa era feito. Veio processo, e foi-se embora o animador. O programa foi suspenso, conhecendo uma segunda (e curta) vida sob a moderação de Teresa Cruz e Orlando Dias Agudo que foram ao tapete em poucos meses.
Voltei a escutá-lo, já na década de 90 na Rádio Comercial, num programa diário de conversa solta durante uma hora com um convidado diferente por dia. Era também na Rádio Comercial, em directo à noite. Chamava-se «Salada com Todos». Não ouvi a derradeira emissão, mas parece ter sido problemática, com novos desabafos críticos do animador, que depois disso, não voltou mais.
Cândido Mota teve muitas e variadas aparições radiofónicas (RCP – Rádio Clube Português; RDP – Antena1 e Antena2; Rádio Comercial). Manteve-se sempre visível nos media, quer fosse na televisão, colaborando com Herman José, quer na gravação de voz-off ou em spots de publicidade. Na rádio, é actualmente (há já bons anos) voz de estação da RDS – Rádio Seixal. 

In: «Rádio Crítica» 
30 de Março de 2006

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Reedição completa

 













Adriano - A Obra 
Discografia completa de Adriano Correira de Oliveira, numa reedição que inclui um livro e cinco CD, com o apoio da Rádio Pública Antena1. 
O autor desta edição completa do cantor, compositor e guitarrista é Octávio Fonseca Silva, que também já foi da Rádio. De 1987 a 1992 realizou programas radiofónicos de divulgação e crítica, dedicados à música popular portuguesa, na Rádio Cultural de Ermesinde, no Rádio Clube do Porto, na Rádio Nova e na Rádio Press. 

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terça-feira, 28 de abril de 2026

Ouvir Rádio em 2025 e 2026










Fotografia de Thomas Hoepker, Nova Iorque 1983 


(...) Francis . Ingrid . Joseph . Kirstin . Leonardo . Marta . Nils (...) 

Há um ano aconteceu o enorme apagão eléctrico de que tanto ainda se fala e continuará a falar. Como acontece sempre que falta a electricidade, "só se lembram de Santa Bárbara quando troveja", como diz o Povo. Então lá veio o velho rádio analógico a pilhas com toda a sua importância e carácter de insubstituibilidade. Lojas esgotaram as vendas de transístores, pilhas, baterias, carregadores e geradores. Ouvintes refugiaram-se no interior dos automóveis para acompanhar os desenvolvimentos pela Rádio. O país parado de manhã à noite, as rádios detentoras de autonomia energética a improvisarem e alterarem drasticamente as suas emissões. 
Durante mais de 12 horas, em plena luz diurna até ao anoitecer, no dia 28 de Abril de 2025 a Rádio foi a única fonte de informação contínua sobre o inusitado acontecimento e o que se estava a passar em consequência do maior apagão ibérico em décadas. Em plena era digital, a Rádio analógica foi a luz na escuridão. 












Fotografia de Augusto Cabrita, Alentejo 1969


Kristin, não vais levar a mal, mas a Rádio é fundamental 

Há três meses, uma das várias tempestades que vieram em comboio deixou milhares de pessoas sem comunicações, entre outros danos mais graves, durante horas, dias, semanas e meses. Na verdade, faz hoje exactamente três meses que muitos cidadãos – ainda na casa dos milhares – continuam sem comunicações, acrescentando sérias dificuldades às zonas ainda muito danificadas e com telecomunicações degradadas. 
Na madrugada de 27 para 28 de Janeiro a própria Rádio foi duramente castigada pela passagem da tempestade Kristin. Caíram emissores, estações locais ficaram sem transmissão e as poucas estações nacionais que emitem noticiários durante a madrugada estiveram aquém das necessidades das populações, afastadas de informação crucial para se defenderem da intempérie. Não é por acaso que um transístor a pilhas esteja recomendado como essencial no Kit individual de emergência e sobrevivência em caso de catástrofe. 
Houve um tempo em que existiram rádios locais e regionais que desempenhavam esse papel fundamental e insubstituível de proximidade com a população. Acabou quase tudo isso (trata-se de um outro assunto, com muitos anos, que agora não cabe aqui) e esse processo de demolição continua em marcha. O desinvestimento na radiodifusão é enorme, não é de agora, mas os efeitos estão à vista. O exemplo à escala nacional provém da própria tutela da Rádio Pública, com reiteradas ameaças ao Serviço Público de Radiodifusão, como indica um recente comunicado do Sindicato dos Jornalistas. 
Naquela severa madrugada de Janeiro deste ano houve noticiários a nível nacional de hora a hora na Antena1 e na Rádio Renascença, a nível local de meia em meia-hora na Rádio Observador. Apenas foram transmitidas algumas informações em directo através da Correio da Manhã Rádio, mas em rigor não era Rádio, era o som em simultâneo da CMTV, em linguagem televisiva inadequada para o meio radiofónico. Podia ser pior, só que até às primeiras horas da manhã seguinte o apagão informativo proveio do interior da própria Rádio. Ausência de reportagem em directo nos locais quando tudo estava a acontecer. Quem estivesse a ouvir Rádio a nível nacional pensaria que nada de relevante estava a suceder no país, que se tratava de uma noite como qualquer outra, igual a tantas outras: programação em constante repetição de conteúdos – grande parte deles completamente descontextualizados – e música de continuidade em formato playlist previamente gravada, debitada por computador em piloto automático. 
Em ambos os momentos – em que ficou bem demonstrado que Portugal é um país que não está preparado para coisíssima nenhuma – e apesar das debilidades, a Rádio foi fundamental. Em 2025 e 2026 renovou-se o valor intrínseco de um simples aparelho de Rádio, a crucial diferença que faz ter ou não ter, a urgência da necessidade, as iniciativas levadas a cabo para que se tenha um aparelho de recepção à mão. 
Depois das tempestades, virão os incêndios. Depois dos fogos, virão mais intempéries. 














Esta dependência eléctrica e electrónica advém da vertigem digital em que as sociedades de consumo mergulharam, em nome de uma suposta modernidade tecnológica. A adição patológica do smartphone e o vício toxicodependente da Internet. 
A década de 90, onde ocorreu a transição do tempo analógico para a actual era digital, demonstrou claramente – para quem quis ver – que o formato misto é o mais eficaz para a operacionalidade radiofónica. Absolutamente inevitável para que a Rádio nunca falhe quando não pode mesmo falhar. 


Os tempos modernos não começam de uma vez por todas. O meu avô já vivia numa época nova. O meu neto talvez ainda viva na antiga. A carne nova come-se com velhos garfos. Época nova não a fizeram os automóveis, nem os tanques, nem os aviões sobre os telhados, nem os bombardeiros. As novas antenas continuaram a difundir as velhas asneiras. A sabedoria continuou a passar de boca em boca. 
Bertold Brecht