quinta-feira, 2 de julho de 2026
Esta noite na Rádio
00:00
Relato do jogo nas rádios:
terça-feira, 30 de junho de 2026
Os 40 anos deste disco
O programa foi novamente transmitido na primeira hora de emissão da Antena2 nesta 3ª feira, dia 30 de Junho de 2026.
Antena2
Realização e apresentação de André Pinto
Emissão inaugural 06 de Janeiro de 2026
Ouvir aqui
O carácter único destes sons trazidos ao ocidente pela primeira vez em 1975 aquando da descoberta/achamento por parte do suíço Marcel Cellier.
Dez anos mais tarde, o musicólogo viu os seus esforços compensados através de Peter Murphy, cujos argumentos e fascínio por estas vozes vindas da Bulgária convenceram com facilidade os critérios artísticos de um líder editorial muito aberto ao novo. Honra seja feita a Ivo Watts-Russell pela valia em reconhecer uma coisa boa à primeira vista. No caso, à primeira escuta destas vozes femininas invulgares e exóticas aos ouvidos ocidentais, ávidos de frescura auditiva vinda de outras fronteiras.
O primeiro volume de «Le Mystère des Voix Bulgares» foi um êxito tremendo, aumentado ainda pela edição de um segundo volume dois anos mais tarde, em 1988.
Seguiu-se a mundialização e o reconhecimento planetário. As até então camponesas cantoras, largaram os campos de cultivo na Bulgária e correram mundo, soltando notas e toadas com uma perfeição magistral, até aos dias de hoje.
Melhor que ninguém, é o próprio Marcel Cellier que explica o Mistério das Vozes Búlgaras em anotações presentes no disco «Le Mystère des Voix Bulgares» (volume I) editado pela 4AD em 1986:
A sua sabedoria neste campo é resultado de mil anos que envolveram uma história de lágrimas e sofrimento, com as suas raízes em Bizâncio. As ramificações destas raízes prolongaram-se mais tarde na antiga e obscura civilização dos Trácios, cujo excepcional génio musical ficou célebre. Estas raízes perderam-se, por fim, na nascente do rio Trigradska, no qual Orfeu desceu ao mundo das sombras em busca de Euridice.
Na sua história milenar, os sons búlgaros trazem consigo "cicatrizes" duma evolução extremamente penosa, marcada pelos infernais cinco séculos de domínio Otomano. E foi desta forma que a arte vocal, a única forma de expressão livre do povo búlgaro, adquiriu a sua forma e capacidade evocativa.
(...)
Assim, eis aqui esta magnífica síntese, destinada apenas aos ouvidos mais interessados.
Através da mistura de elementos históricos fabulosos, desde a liturgia bizantina, a canção popular e os lamentos, até aos contos épicos e heróicos, conseguiu-se criar autênticas jóias. Além da melodia, do ritmo e da harmonia extraordinárias (presentes neste disco), há ainda o factor timbre. Esta ressonância vocal é característica das vozes "abertas non vibrato" das jovens raparigas provençais. Pois é nas aldeias e não na academia musical que o júri de Sófia escolhe as vozes que constituem os corpos "acapella" aqui representados. O trabalho de preparação deste disco foi uma tarefa difícil e minuciosa, pois estas jovens senhoras ignoram os rudimentos musicais, praticando uma aproximação intuitiva.
É com grande facilidade que estas raparigas ultrapassam os limites dos ensinamentos ministrados pelas nossas academias musicais. O que elas sabem é tudo resultado do seu "background": "melisma", "fiorittura" e "trill", assim como uma predilecção pelo segundo como um intervalo diafónico.
Sempre que estas mulheres orientam a sua intuição natural para a canção, usando o "second-full", metade, um quarto, e até mesmo um oitavo de tom às vezes "tremolo" fazem-no com uma exactidão desconcertante.
Uma das vozes aguenta a nota principal - tal como aquele som alto e contínuo duma gaita de foles - enquanto que as outras vozes "ondulam" a sua própria melodia, flutuando por cima do som-base da primeira voz, tentando-se aproximar dela o mais possível. O efeito da sua junção resulta numa cortante atonalidade que nada tem a ver com o nosso tradicional sistema harmónico ocidental.
(...)
Um trabalho de rara complexidade.
Um monge do venerável mosteiro de Rila, dedicou 12 anos da sua vida a desenhar cenas bíblicas numa cruz com a ponta dum alfinete à luz de vela, até que perdeu a vista.
Quando terminou aquela obra-prima ele disse que a perfeição só podia ser obtida à custa de muito sofrimento.
A evolução deste tesouro, que são os cânticos búlgaros, até atingir a sua perfeição foi submetida ao mesmo processo.
Beleza da perfeição!
Perfeição da beleza!
É entre estas duas exclamações que reside o mistério das vozes búlgaras.
Marcel Cellier
Traduzido do francês por Catherine Gaitte
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Boa Rádio de 2ª a 5ª feira
11:00/14:00 RUM – Elisabete Apresentação
17:00/19:00 Antena2 – Programa da Tarde
19:00/20:00 RUC – Santos da Casa
19:00/20:00 Antena3 – Prova Oral
20:00/21:00 Antena3 – Defeitos Especiais
20:00/21:00 Antena2 – Jazz a 2
00:00/01:00 Antena2 – A Volta Ao Mundo
sábado, 27 de junho de 2026
Esta madrugada na Rádio
De Sábado para Domingo à meia-noite e meia-hora a partir de Miami.
Relato do jogo nas rádios:
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Jazz na Rádio e no Parque
JAZZ na Rádio Crítica:
O JAZZ na Rádio (04.Março.2012)
O Jazz quando nasce não é para todos (I) (15.Março.2012)
O Jazz quando nasce não é para todos (II) (16.Março.2012)
Sinatra Dança (21 de Março 2005)
Cinco Minutos Jazz (21 de Fevereiro 2006)
Acabou-se a dança (07 de Janeiro 2013)
Cinco Minutos de Jazz 51 anos (21 de Fevereiro 2017)
Cinco Minutos de Jazz 52 anos (21 de Fevereiro 2018)
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Porto de Babell
terça-feira, 23 de junho de 2026
Hoje na Rádio
18:00
Relato do jogo nas rádios:
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Rádio no Alentejo
Rádio Nova Antena (Montemor-o-Novo)
quarta-feira, 17 de junho de 2026
Hoje na Rádio
Último campeonato do Mundo de Futebol com Cristiano Ronaldo
18:00
Relato do jogo nas rádios:
segunda-feira, 15 de junho de 2026
40 anos de vida deste disco
Publicado no dia 16 de Junho de 1986
Terá sido este o melhor álbum dos Smiths? Há quem o afirme de forma definitiva. Pelo menos, «The Queen Is Dead» tem surgido sempre como a maior obra final do grupo de Morrissey e Johnny Marr.
É sempre muito difícil definir o melhor trabalho original dos Smiths. No entanto, apesar da Lei da Relatividade, «The Queen is Dead» ficou para a História. Continua na História e a passar na Rádio.
Mais informação aqui
sexta-feira, 12 de junho de 2026
O que sempre quis saber sobre música clássica e teve medo de perguntar
Antena2
Emissão de 11 de Junho de 2026
Uma incursão erudita e bem humorada na história da música de 5 séculos
Ouvir aqui
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Cinco semanas
O maior Mundial de Futebol de sempre - 48 selecções! - tem tudo para ser o mais incrível e o mais desastroso da História. Pior que o anterior no Catar é capaz de ser difícil, mas de todo não impossível.
Para a Rádio continuará a ser bom, pelo menos enquanto a selecção portuguesa estiver em prova, com acompanhamento diário das conferências de imprensa e demais acontecimentos e polémicas, táticas e estratégias, para além da óbvia transmissão dos jogos. O antes, o durante e sobretudo o depois dos desafios da selecção nacional.
Enquanto o Mundial das américas começa, há um Podcast da Antena1 sobre o Mundial de Futebol de há 40 anos, o tal em que Portugal entrou a ganhar e saiu a chorar. As histórias de Saltillo no Mundial do México de 1986, o tal que Maradona ganhou praticamente sozinho. Um fenómeno de talento futebolístico como nunca se tinha visto antes e como nunca mais se viu. É por ele, sobretudo por ele, que se deve recordar o mágico Mundial de 86.
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terça-feira, 9 de junho de 2026
Dia Internacional dos Arquivos na Rádio
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Notícia na TSF aqui
quinta-feira, 4 de junho de 2026
Edição 96
A Ronda da Noite
Última Edição
Ouvir aqui
No próximo dia 11 haverá uma emissão especial com convidados na Antena1 a partir da Feira do Livro de Lisboa, no programa «Uma Noite Em Forma de Assim» de Jorge Afonso, entre as 21:00 e as 23:00.
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Há 21 anos hoje na RADAR
Os californianos Dead Kennedys, os também norte-americanos Replacements, o indiano El Shankar, da Austrália e Reino Unido os Dead Can Dance - "Mesmerism", os ingleses The Cure - "Close To Me", Dire Straits - "Walk Of Life", The Smiths - "Well I Wonder", os britânicos Waterboys - "The Whole Of The Moon"(canção do álbum «This Is The Sea», cuja capa a imagem acima evoca), os alemães Einstürzende Neubauten, o brasileiro Milton Nascimento e o português Fausto.
RADAR
Programa de Maria Espírito Santo
4ª feira 13:00/14:00 | Domingo 12:00/13:00
Ouvir aqui
Ao entrarmos, viajamos sem nunca saber para que ano nos transportará.
Uma expedição sonora para lá de todas as fronteiras temporais.
sábado, 30 de maio de 2026
Inscrições até 20 de Junho
Os Gazeta são atribuídos em oito categorias:
Mais informações aqui
quarta-feira, 27 de maio de 2026
O que as redes sociais nos fazem VIII
Uma conversa na Rádio sobre a praga digital dos nossos dias
Mais uma chamada de atenção muito importante para os malefícios que as redes sociais provocam. A ditadura do algoritmo, a manipulação que exercem sobre os usuários, a distorção que fazem da realidade, a deturpação da verdade, o isolacionismo social, a toxicidade da Internet, o uso indevido e abusivo. As portas que abrem para todo o tipo de extremismos políticos, económicos, sociais e culturais. A ignorância que fomentam, o apelo que fazem ao ódio, à intolerância e ao desrespeito pelo que é diferente e diferenciado. O imenso tempo que ocupam. O afastamento entre as pessoas, o desligamento da vida saudável física e mental. O desvio que fazem do essencial na Vida como, por exemplo, a prática de exercício físico ao ar livre, visitar exposições, usufruir das artes, ler obras de Literatura, escrever cartas e postais, ir ao Cinema, ouvir Música e escutar Rádio.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Hoje em Vila Real
Entrada livre e aberta ao público, no Polo 1, da Escola de Ciências Humanas e Sociais (ECHS), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
Mais informação aqui
quarta-feira, 20 de maio de 2026
A Rádio sob as estrelas
Um trabalho conceptual sobre Rádio, numa viagem musical sobre a descoberta, fascínio e amor por este meio de comunicação.
Projecto musical do radialista Tiago Castro, autor do programa «A Floresta Encantada» na Antena3.
O novo e terceiro álbum do projecto ACID ACID terá publicação em formato vinil e digital na editora Ovo Estrelado no dia 26 de Junho.
terça-feira, 19 de maio de 2026
Direitos (Re)constituídos na Rádio
. Educação . Saúde . Justiça . Habitação .
Reportagem semanal sobre direitos que foram constituídos na Lei fundamental do país em 1976, a propósito dos cinquenta anos da Constituição da República Portuguesa.
Esta série de reportagens sobre alguns dos principais direitos constitucionais começou no dia 28 de Abril e já teve como tema a educação, a saúde e a justiça. Inclui várias entrevistas e sons com História de protagonistas políticos e outros, do período antes e depois do 25 de Abril de 1974.
TSF-Rádio Notícias
3ª feira entre as 13:00 e as 14:00 | repetição 20:00/21:00 e 01:00/02:00 | Sábado 10:00/11:00
Reportagem de Rita Carvalho Pereira
Ouvir aqui
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Sons de estimação com 60 anos
A propósito dos 60 anos do álbum «Pet Sounds» dos Beach Boys, o programa «Café Plaza» dedicou uma emissão alusiva com temas da obra magna da banda norte-americana, em paralelo com outras músicas do ano de 1966.
O álbum «Pet Sounds» foi editado no dia 16 de Maio de 1966 e continua a ser considerado um dos mais importantes da história da música popular anglo saxónica.
Mais sobre este disco dos Beach Boys na «Rádio Crítica»:
O álbum que os Beatles compravam enquanto toda a gente comprava discos dos Beatles (23.Maio.2011)
Sons de «Pet Sounds» (24.Maio.2011)
Pet Sounds 50 anos (17.Maio.2016)
quarta-feira, 13 de maio de 2026
LX 90
terça-feira, 12 de maio de 2026
Em França
Acompanhamento na Rádio portuguesa
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Notas de Autor
Ao longo de toda esta semana na TSF as sugestões de Luís Caetano, radialista da Antena2, prémio Igrejas Caeiro 2026, autor dos mais belos e interessantes programas da actual rádio pública: «A Ronda Da Noite», «A Força Das Coisas», «A Vida Breve» e «Última Edição».
quarta-feira, 6 de maio de 2026
On/Off
A autora também foi da Rádio, na Antena2, onde durante dois anos, no início deste século, realizou um programa sobre História.
O livro «Isto agora é em off» é apresentado hoje em Lisboa.
domingo, 3 de maio de 2026
Cândido Mota
Fotografia de Pedro Paiva
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Reedição completa
Discografia completa de Adriano Correira de Oliveira, numa reedição que inclui um livro e cinco CD, com o apoio da Rádio Pública Antena1.
O autor desta edição completa do cantor, compositor e guitarrista é Octávio Fonseca Silva, que também já foi da Rádio. De 1987 a 1992 realizou programas radiofónicos de divulgação e crítica, dedicados à música popular portuguesa, na Rádio Cultural de Ermesinde, no Rádio Clube do Porto, na Rádio Nova e na Rádio Press.
terça-feira, 28 de abril de 2026
Ouvir Rádio em 2025 e 2026
Fotografia de Thomas Hoepker, Nova Iorque 1983
(...) Francis . Ingrid . Joseph . Kirstin . Leonardo . Marta . Nils (...)
Fotografia de Augusto Cabrita, Alentejo 1969
Kristin, não vais levar a mal, mas a Rádio é fundamental
Houve um tempo em que existiram rádios locais e regionais que desempenhavam esse papel fundamental e insubstituível de proximidade com a população. Acabou quase tudo isso (trata-se de um outro assunto, com muitos anos, que agora não cabe aqui) e esse processo de demolição continua em marcha. O desinvestimento na radiodifusão é enorme, não é de agora, mas os efeitos estão à vista. O exemplo à escala nacional provém da própria tutela da Rádio Pública, com reiteradas ameaças ao Serviço Público de Radiodifusão, como indica um recente comunicado do Sindicato dos Jornalistas.
Naquela severa madrugada de Janeiro deste ano houve noticiários a nível nacional de hora a hora na Antena1 e na Rádio Renascença, a nível local de meia em meia-hora na Rádio Observador. Apenas foram transmitidas algumas informações em directo através da Correio da Manhã Rádio, mas em rigor não era Rádio, era o som em simultâneo da CMTV, em linguagem televisiva inadequada para o meio radiofónico. Podia ser pior, só que até às primeiras horas da manhã seguinte o apagão informativo proveio do interior da própria Rádio. Ausência de reportagem em directo nos locais quando tudo estava a acontecer. Quem estivesse a ouvir Rádio a nível nacional pensaria que nada de relevante estava a suceder no país, que se tratava de uma noite como qualquer outra, igual a tantas outras: programação em constante repetição de conteúdos – grande parte deles completamente descontextualizados – e música de continuidade em formato playlist previamente gravada, debitada por computador em piloto automático.
A década de 90, onde ocorreu a transição do tempo analógico para a actual era digital, demonstrou claramente – para quem quis ver – que o formato misto é o mais eficaz para a operacionalidade radiofónica. Absolutamente inevitável para que a Rádio nunca falhe quando não pode mesmo falhar.
Bertold Brecht
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