terça-feira, 21 de outubro de 2008

Oito coisas do Verão 2008 (8)

O Verão também é tempo de leituras e, mesmo nos meses de «Silly Season», lá se vai falando e escrevendo sobre Rádio













O que eles dizem (42)

Internet ultrapassa Rádio
Em França, os investimentos publicitários na Internet durante o primeiro semestre do ano (14,7 % do total), ultrapassaram os realizados na rádio (13,3 %), passando a ocupar a terceira posição, depois da imprensa e da televisão. A progressão dos investimentos publicitários na Internet foi de 38,1 % em relação a idêntico período do ano passado.


J.-M. Nobre-Correia
In: DN sábado, 23 Agosto 2008

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Queda de receitas da rádio
No segundo trimestre do ano, a rádio comercial britânica acusou uma queda de mais de 10% das receitas publicitárias em relação a idêntico período do ano passado. A rádio é geralmente o primeiro média a acusar os efeitos de um afrouxamento da actividade económica.


J.-M. Nobre-Correia
In: DN sábado, 06 Setembro 2008

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Somos, senão o maior, um dos maiores grupos de rádio em Espanha e também queremos sê-lo em idioma Português. Temos não sei quantas mil emissoras a funcionar em Espanha e na América Latina.
(…)
A M80 está a correr muito bem, a Rádio Romântica continua a sua reestruturação, a melhor rádio só em português, e a Rádio Comercial continua a ser uma das melhores rádios portuguesas. Desde que chegámos a Portugal queríamos fazer uma rádio de palavra e o RCP era ideal para fazer isso. Logicamente são mudanças muito dramáticas e drásticas. Mas estamos muito contentes e queremos continuar a crescer.
(…)
O espírito do RCP é muito parecido com o da Cadena SER. O que temos feito é passar as fórmulas de fazer rádio para cá e adaptá-las ao estilo português. Estamos muito convencidos de que vai ser um sucesso. Não somos novos neste negócio.
(…)
Tendo em conta a Lei da Rádio, não podemos movimentar-nos. Estamos interessados em fazer uma coisa como RCP, que é uma fórmula muito local. Gostaríamos de fazer mais rádios locais.

Manuel Polanco (Administrador-delegado da Media Capital)
In: revista «Domingo» (Correio da Manhã) 08 Junho 2008

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O espaço das rádios é, por certo, feito de muitas diferenças e contrastes. Por isso mesmo, qualquer generalização será abusiva, do mesmo modo que abusivo será negar a existência de trabalhos muitíssimo competentes nos mais diversos comprimentos de onda. Seja como for, nada disso permite rasurar essa sensação quotidiana de que playlists e mentalidades burocráticas têm conseguido impor modelos (dominantes) de violenta normalização da música que se ouve e, mais do que isso, dos modos de a apresentar...

João Lopes
In: «Sound & Vision» (23 Julho 2008)

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Playlists da rádio são geriátricas

Que balanço faz destes 40 anos de carreira?
Naturalmente bom, mas também só faço esse balanço positivo porque ainda estou em actividade, se não estivesse, o meu lado pessimista iria toldar-me a resposta. Comecei com 18 anos na rádio, em 1968, em tarefas muito vulgares, aquilo que nós chamamos trabalho de continuidade. No entanto, o meu sonho concretizou-se desde que comecei a dominar um bocadinho a rádio em si, sobretudo a parte que para mim é muito filosófica, que é a rádio entrar dentro de nós. Desde então, a rádio passou a ser a primeira dama, a par da música, talvez até elas se confundam. Mas passou a ser uma necessidade quase catártica, trabalhar.
(…)
O que é que o continua a mover?
O gosto pela música e pela rádio, acabando por haver quase um concubinato entre as duas coisas. A vontade de fazer rádio. Ninguém nunca a ouvir um programa da minha autoria vai ter a noção de que daquele lado está uma pessoa chateada a despejar música. É um prazer enorme dar música às pessoas.
(…)
O que é que ainda não fez em rádio que gostasse de fazer?
O que já não venho a fazer, que é uma das minhas tristezas grandes, que é formar profissionais. O que adorava mais era poder dizer hoje, amanhã, ou depois, este tipo aprendeu comigo e é bom.

António Sérgio
In: JN (07 Junho 2008)
Entrevista de Elsa Pereira
Ler entrevista completa aqui

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Um comentador desportivo da BBC foi despedido por ter levado a sua «criatividade» longe demais. Durante o relato de um desafio de futebol na Radio Manchester (BBC), Chris Price disse que a defesa de uma das equipas tinha «mais buracos que um avião espanhol». Choveram protestos dos ouvintes, Price foi obrigado a pedir desculpa e a BBC mandou-o exercitar a sua criatividade à procura de um novo emprego.

João Alferes Gonçalves
In: Clube de Jornalistas on-line

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Este verão também houve uma canção em repeat na minha cabeça e no leitor de CD: “Before We Begin”. Este tema está no álbum «Haha Sound» dos Broadcast, editado no dia 12 de Agosto de 2003.



Em casa, uma mulher sozinha faz um lar, o homem um bar.
Margarida Rebelo Pinto (escritora)

RCP-Rádio Clube Português
Segunda-feira, 30 de Junho 2008
(15:00/16:00)



[Para sexo] o homem precisa de um sítio, a mulher de uma razão.
Aurélio Gomes

RCP-Rádio Clube Português
Segunda-feira, 30 de Junho 2008
(15:00/16:00)



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