sábado, 4 de julho de 2026

A maravilhosa tarde de Sábado na Antena2 ainda é maravilhosa





 





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A Antena2 mudou de direcção no Verão passado e, como sempre acontece quando há alteração de titulares no cargo, mais cedo ou mais tarde - inevitavelmente e naturalmente - acontecem mudanças na programação. A nova grelha de programação da Antena2 entrou em vigor em Janeiro deste ano. Felizmente que no caso não ocorreram alterações radicais, mantendo-se em continuidade programas identitários da programação não só diária, como semanal. 
O exemplo aqui exibido é o das tardes de Sábado, talvez o dia mais feliz a nível de interesse por horas em contínuo no canal erudito da Rádio pública, sem desprimor de muitos outros espaços de programação desta estação de Rádio, que é uma espécie de salvação nacional para ouvintes mais exigentes, atentos, cultos, informados, dedicados e avessos à mediocridade. 
A maravilhosa tarde de Sábado da Antena2 é antecedida por uma manhã de não somenos relevância, com início logo às sete horas com «A Voz das Cores», de Andrea Lupi no lugar do anterior - por muitos anos - espaço no mesmo horário até às dez horas «Sol Maior», que tinha apresentação de Pedro Rafael Costa. Mantém-se o fundamental e premiado «Café Plaza» de Germano Campos, o regressado programa de entrevistas «Quinta Essência» de João Almeida, após alguns meses de interrupção e «A Propósito da Música» de Alexandre Delgado. 

07:00/10:00 - A Voz das Cores 
10:00/11:00 - Quinta Essência 
11:00/12:00 - A Propósito da Música 

Há no entanto actualmente dois novos interessantes programas na tarde: «Recortes: Cartas de compositores» e «O Ofício da Eloquência», nos horários até há pouco tempo preenchidos com os saudosos «Musica Aeterna» de João Chambers, que teve em vários horários uma longa história na programação da Antena2, «O Tempo e a Música» de Rui Vieira Nery e «Páginas de Português», sendo este último um curto programa de meia-hora que se mantém nesta antena, noutro dia e horário. O final de tarde continua a entrar pela noite com a Ópera em «Mezza Voce». 
Mas o grande destaque vai há mais de duas décadas para o mais belo e interessante programa semanal da actual Rádio pública, «A Força das Coisas» de Luís Caetano, autor galardoado este ano com o prémio Igrejas Caeiro da Sociedade Portuguesa de Autores, que distingue desde 2013 uma personalidade da Rádio em Portugal cujos méritos estejam há muito reconhecidos em qualquer área do meio

12:00/13:00 - Recortes: Cartas de compositores 
15:00/16:00 - O Ofício da Eloquência 
16:00/18:00 - A Força das Coisas 
18:00/22:00 - Mezza-Voce 

A maravilhosa tarde de Sábado na Antena2 na «Rádio Crítica» em 2013 e 2021 aqui

sábado, 6 de março de 2021

A maravilhosa tarde de Sábado na Antena2

É cada vez mais difícil manter a satisfação por muitas horas seguidas na mesma sintonia radiofónica, mas ainda é possível. E quando acontece, é maravilhoso. 

12:00/14:00 - Musica Aeterna 
14:00/15:30 - O Tempo e a Música 
15:30/16:00 - Páginas de Português 
16:00/18:00 - A Força das Coisas 
18:00/22:00 - Mezza-Voce 

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Começa logo ao início da tarde, numa sucessão de programas que se estendem até à noite 
O primeiro programa, «Musica Aeterna» de João Chambers. Duas horas dedicadas à Música erudita da Europa em outros séculos. 
A cultura musical europeia pré-romântica, da qual não existe uma tradição interpretativa que tenha chegado até aos nossos dias de uma forma continuada. 
Material discográfico de intérpretes que são simultaneamente musicólogos, aos quais devemos um dos mais fecundos movimentos artísticos do século XX. 
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Seguem-se: 
«O Tempo e a Música» de Rui Vieira Nery. 
Uma abordagem das obras mais significativas da música erudita, representativas de um autor, de um intérprete ou de uma era, desde os primórdios do canto gregoriano à música dos nossos dias. 
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«Páginas de Português» 
Toda a atualidade à volta da língua portuguesa, idioma oficial dos oito países da CPLP. Com: José Manuel Matias, José Mário Costa, Luís Carlos Patraquim, Miguel Roque Dias e Miguel van der Kellen. 
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«A Força das Coisas» 
Livros, autores e editores. Uma celebração do gosto, das artes, da leitura e da escrita. 
Programa semanal de Luís Caetano, ao longo de duas horas. A Vida e a Arte, o pulsar do Mundo pela mão do mais talentoso e completo radialista da actualidade. 
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«Mezza-Voce» 
O que de melhor se faz no mundo da ópera e da música coral sinfónica com as gravações e transmissões cedidas pela Euroradio, diretamente do coração dos grandes teatros de ópera da Europa e da América do Norte. Metropolitan, Royal Opera, Ópera de Paris, Ópera de Viena, Teatro Real de Madrid... O melhor da Ópera. 
Com, por exemplo, transmissões do Metropolitan de Nova Iorque. Em tempo de pandemia, recorrendo a gravações de arquivo. Programa de André Cunha Leal, até às dez da noite. 
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Os exemplos dos programas de autor descritos apenas são possíveis de acontecer por existir um Serviço Público de Radiodifusão em Portugal. A Rádio privada, que vive das vicissitudes das chamadas "leis de mercado" tem outras preocupações, nomeadamente e principalmente a da sobrevivência. 
Estão aqui mencionados projectos distintos, mas de grande elevação intelectual e de qualidade indesmentível. 
Os programas aqui representados reflectem o que de melhor se faz actualmente em termos de autoria na Rádio portuguesa. São, obviamente, dirigidos a um público culturalmente exigente e não muito vasto. Mas ninguém poderia ouvi-los se não existissem. 
É por causa destes casos – e, felizmente, de outros mais – que se deve defender de forma acérrima a existência do Serviço Público de Radiodifusão no nosso país. Estas pérolas devem ser indubitavelmente defendidas e preservadas. A bem da Rádio e de quem a escuta. 


sexta-feira, 7 de junho de 2013

A maravilhosa tarde de Sábado na Antena2












É por demais evidente que os exemplos dos programas de autor que se seguem apenas são possíveis de acontecer por haver um Serviço Público de Radiodifusão em Portugal.
Dois projectos distintos, mas de grande elevação intelectual e de qualidade indesmentível.
Os dois programas aqui representados reflectem o que de melhor se faz actualmente em termos de autoria radiofónica na rádio portuguesa. São, obviamente, dirigidos a um público culturalmente exigente e não muito vasto. Mas ninguém poderia ouvi-los se não existissem.
É por causa destes dois casos – e, felizmente, outros mais – que se deve defender de forma acérrima a existência do Serviço Público de Radiodifusão no nosso país. Tal condição nem deveria estar em causa, como de tempos a tempos volta a estar, como se um crónico fantasma da desaparição teimasse em assombrar o que de mais precioso e frágil se encontra nos éteres nacionais.
Estas pérolas devem ser indubitavelmente defendidas e preservadas.


Música Aeterna (14:00/16:00)
Programa de João Chambers

A cultura musical europeia pré-romântica, da qual não existe uma tradição interpretativa que tenha chegado até aos nossos dias de uma forma continuada.
Material discográfico de intérpretes que são simultaneamente musicólogos, aos quais devemos um dos mais fecundos movimentos artísticos do século XX.


Música do período renascentista no Século XVI.
Duas horas de viagem no tempo, através de música sem Tempo.
Em primeira audição moderna pelo Ensemble vocal Singer Pur, a antologia «Musica Nova» de Adrian Willaert, publicada na então sereníssima república Cidade Estado de Veneza, no ano de 1559.

Ouvir aqui (01 de Junho 2013) 


A Força das Coisas (16:00/18:00)
Programa de Luís Caetano

Livros, autores e editores. Uma celebração do gosto e da escrita
Música de Ryuichi Sakamato para o filme «Babel» de Alejandro Gonzáles Iñárritu. 
O Mundo tão longe e tão perto.


Emissão dedicada ao «Encontro Literatura em Viagem» em Matosinhos, cuja sétima edição ocorreu no último fim-de-semana do mês de Maio, com conversas soltas no auditório Municipal Florbela Espanca.
«A Força das Coisas» tem uma década de vida, celebrada este ano, no canal erudito da rádio pública. É, sem sombra de dúvida, um dos melhores programas de Rádio dos últimos dez anos.
Duas horas de emissão dedicadas à Arte da Literatura.

Ouvir aqui (01 de Junho 2013)